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Indústrias de Minas reduzem a intenção de fazer aportes

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Com reflexos da Covid-19, o parque industrial mineiro investiu menos em 2020 | Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC Rubberplast (Artefatos de borracha) - 10/06/09

Em meio a todos os desafios em 2021, cerca de 74% das indústrias em Minas Gerais pretendem realizar investimentos neste ano. O número, entretanto, é menor do que o verificado no ano passado (76%) e o menor em quatro anos.

Os dados pertencem à Pesquisa Investimentos na Indústria, desenvolvida anualmente pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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O estudo também mostra que, no ano passado, 60% das indústrias realizaram investimentos, mesmo percentual registrado no ano anterior. Porém, o número de empresas que realizaram investimentos conforme o planejado caiu de 52% para 39% na passagem de 2019 para 2020, muito influenciado pela pandemia da Covid-19 e seus diferentes reflexos, como a alta de matéria-prima.

“O que chamou a atenção foi a questão dos custos verificada no ano passado. Houve escassez e aumento dos preços dos insumos. A desvalorização cambial em 2020 também pressionou os preços de vários produtos”, destaca a gerente de economia da Fiemg, Daniela Muniz.

A pesquisa mostra, inclusive, que o aumento inesperado do custo do investimento foi o fator que mais contribuiu para que os investimentos não fossem realizados conforme o planejado em 2020 (43%). A dificuldade de obtenção de matérias-primas ficou em segundo lugar (36%).

Maquinário – Ainda segundo os dados divulgados na pesquisa, quando o assunto são os investimentos que serão realizados neste ano, a maior parte deve ir para a aquisição de maquinário novo (54%). Logo depois vem a ampliação ou modernização das instalações (53%).

Os números ainda mostram que os industriais devem investir também em manutenção ou atualização de máquinas e equipamentos (36%), em melhoria da gestão de seus negócios (26%), na capacitação de pessoal (23%), em pesquisa e desenvolvimento (17%) e na aquisição de máquinas ou equipamentos usados (16%).

Ao investirem neste ano, os industriais têm como objetivo primordial a melhoria do processo produtivo atual (35%), seguido por aumento da capacidade da linha atual (32%), introdução de novos produtos (16%), manutenção da capacidade produtiva (9%) e introdução de novos processos produtivos (8%).

Os investimentos deverão ser direcionados principalmente ao mercado doméstico (79%), o que representa queda de 4 pontos percentuais (p.p.) em relação ao estudo anterior (83%). Somente 3% das indústrias têm a expectativa de atender, sobretudo ou exclusivamente, ao mercado externo.

Crédito – Nesse cenário de possíveis investimentos, um dos entraves que os industriais enfrentaram no ano passado e que devem continuar enfrentando em 2021, de acordo com Daniela Muniz, é a dificuldade de obtenção de crédito.

A pesquisa da Fiemg mostra que, em 2020, 78% das empresas precisaram usar recursos próprios para financiar seus investimentos. O número é, inclusive, maior do que o registrado em 2019 (73%).

“Há uma dependência muito elevada dos recursos próprios. As empresas têm muita dificuldade para conseguir financiamento, sobretudo por causa de uma série de garantias pedidas pelos bancos que principalmente as empresas menores não conseguem atender. O fato de depender de capital próprio é um entrave grande”, ressalta Daniela Muniz.

Desoneração de serviços pode ajudar exportações

A criação de um programa de fomento às exportações brasileiras que desonere os tributos incidentes sobre serviços, tanto importados quanto nacionais, utilizados pelas indústrias exportadoras permitirá um ganho médio de 4,6% em termos de competitividade das exportações brasileiras, com consequente crescimento da produção, do emprego e da renda no Brasil, mostra estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI).  

A proposta é inspirada em regimes especiais já existentes para a desoneração de insumos utilizados também na produção de bens exportados, como o Drawback, o Recof e o Recof-Sped. O estudo, apresentado pela CNI ao governo federal, mira agora os impostos incidentes sobre serviços utilizados nessa mesma cadeia de exportação. 

Uma indústria, por exemplo, ao contratar um software que será instalado em uma máquina da empresa utilizada na produção de bens, precisa pagar caro por isso. A compra desses serviços corresponde atualmente a 26% do valor da produção de bens. Esse percentual é ainda mais elevado para algumas cadeias exportadoras, podendo chegar a 45% em setores específicos.

Um olhar apenas sobre a carga tributária incidente nesses serviços mostra que ela pode chegar a quase 50% do valor líquido do serviço importado e a 16,6% do doméstico. Hoje, seis tributos incidem na importação de serviços (PIS/Cofins, ISS, Cide-Remessas, IOF e IRRF) e três no consumo de serviços nacionais (PIS, Cofins e ISS). O regime especial proposto contemplaria três desses tributos: PIS/Cofins, ISS e Cide-Remessas. Estes representam não apenas uma carga elevada, mas também o agravante da cumulatividade. 

Mesmo em um cenário de reforma tributária ampla, um programa como o proposto é relevante para a competitividade da indústria brasileira porque nenhuma das propostas em discussão prevê a extinção da Cide-Remessas, além do fato de o período de transição ser bastante longo. 

O diretor de Desenvolvimento Industrial e Economia da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi, afirma que tanto a importância dos serviços na cadeia exportadora como a sua alta carga tributária mostram a potencialidade prejudicial da cobrança desses tributos para a competitividade das exportações. 

“Servicificação” – Ele ressalta ainda que o processo de utilização de serviços pelas cadeias produtivas industriais, também denominado “servicificação”, tem se intensificado nos últimos anos, com o objetivo de garantir a modernização da indústria, a automação e a digitalização da produção. 

“A desoneração dos tributos sobre a compra de serviços utilizados pelas cadeias exportadoras de bens possibilitaria uma maior e melhor inserção do Brasil nos fluxos comerciais globais. Com a crise desencadeada pela pandemia de Covid-19, essa medida se mostra ainda mais relevante para garantir a retomada da nossa economia”, afirma o diretor.

O estudo ressalta que a necessidade crescente de absorção de serviços, principalmente importados, é especialmente relevante no contexto da Indústria 4.0.

Essa indústria é caracterizada justamente pela convergência de diferentes tecnologias, mediante a utilização de serviços de alto valor agregado, como internet, automação, robotização em larga escala e digitalização plena de informações, para desenvolver a integração e o controle da produção.

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