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Inflação na RMBH sobe 1,18% em março, puxada pelo preço da gasolina

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Gasolina e grupo de transportes puxaram o desempenho, que superou a média nacional | Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Aumentos registrados na gasolina e consequentemente no grupo de transportes tiveram um peso representativo na alta da inflação na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) no mês de março. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 1,18% no terceiro mês do ano.

O resultado é maior do que a média nacional (0,93%) e o quarto maior entre as dezesseis áreas de abrangência da pesquisa, ficando atrás apenas de Goiânia (1,46%), Brasília (1,44%) e Curitiba (1,33%).

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Os números divulgados pelo IBGE também revelam que a inflação acumulada nos últimos doze meses já chega a 6,56% na RMBH, oitavo maior resultado entre os locais pesquisados.

Embora considere um aumento forte o registrado no mês de março, o professor de economia do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec BH), Paulo Casaca, destaca que, pelo menos no curto prazo, não há risco de a inflação sair do controle, chegando a uma hiperinflação. No entanto, ele salienta que as recentes elevações, principalmente em uma época de pandemia e de desemprego, são péssimas para a população.

Casaca destaca que o principal motivador do aumento da inflação tem sido o transporte. Nesse cenário, inclusive, os dados do IBGE revelam que o avanço do grupo foi de 5,40% em março, tendo como principal influência a alta da gasolina (13,30%), que gerou o maior impacto individual no índice (0,76 pontos percentuais).

Da mesma forma, etanol (21,34%), transporte por aplicativo (11,88%), óleo diesel (8,76%), seguro voluntário de veículos (6,39%) e automóvel usado (1,57%) também apresentaram incremento.

O grupo artigos de residência, por sua vez, registrou alta de 1,47% em março, influenciado sobretudo pelo mobiliário (2,75%). O aumento em habitação foi de 0,83%, com destaque para gás de botijão (6,26%) e aluguel residencial (1,06%).

Já o grupo alimentação e bebidas, que já foi um dos principais responsáveis pelo aumento da inflação durante a pandemia, apresentou queda de 0,09%. Os principais recuos foram registrados no tomate (-17,59%), batata-inglesa (-9,45%), banana-prata (-8,69%), óleo de soja (-3,52%), arroz (-3,32%) e carne de porco (-2,80%). Do lado dos incrementos ficaram mamão (41,26%), manga (38,47%) e lanche (2,92%).

Por fim, o grupo educação registrou uma retração de 0,97%, com quedas em cursos regulares (-1,36%), ensino superior (-2,21%), pré-escola (-1,07%) e ensino fundamental (-0,79%).

Inflação nos próximos meses

Segundo Casaca, do Ibmec BH, em relação à inflação dos próximos meses, há sinais de lados opostos, o que torna difícil a ponderação sobre o resultado. Conforme ele, por um lado deve haver uma pressão inflacionária de curto prazo. No entanto, o País atravessa uma situação de desemprego e queda da renda, o que prejudica a demanda e consequentemente deve contribuir para que os preços não avancem de forma descontrolada. 

Além disso, na avaliação do especialista, a situação em relação à alta dos combustíveis pode mudar. “O combustível depende do preço internacional, que não controlamos e não sabemos o que vai acontecer. Se o preço do petróleo recuar, deverá haver queda do índice nesse grupo”, diz.

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