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Inflação sobe 0,24% com alta de preço da gasolina e alimentos

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CREDITO: CHARLES SILVA DUARTE

São Paulo – A inflação oficial do Brasil voltou a perder força em agosto diante da pressão da queda nos preços de educação, mas ainda registrou o maior nível para o mês em quatro anos diante da forte pressão da gasolina e dos alimentos. Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,24% depois de subir 0,36% no mês anterior, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar de ter enfraquecido na comparação mensal, a leitura é a mais alta para o mês de agosto desde 2016, quando o IPCA subiu 0,44%.

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Além disso, o avanço acumulado em 12 meses até agosto chegou a 2,44%, acima dos 2,31% de julho, aproximando-se do piso do intervalo para a meta de inflação neste ano, de 4%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de alta de 0,23% em agosto, acumulando em 12 meses avanço de 2,42%. As maiores pressões em agosto foram exercidas pela gasolina, que subiu pelo terceiro mês seguido, e pelos alimentos.

“Essa alta de alimentos tem a ver com diversos fatores, como exportações maiores, em especial chinesa. Tem a ver também com o dólar que favorece essa exportação e tem efeito até do auxílio e da flexibilização das medidas de distanciamento”, afirmou o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

Os preços da gasolina subiram 3,22% em agosto e levaram o grupo de transportes a acelerar a alta a 0,82%, de 0,78% em julho, exercendo o maior peso sobre o índice.

O segundo maior impacto veio de alimentação e bebidas, que registrou alta de 0,78% em agosto depois de ficar praticamente estável no mês anterior.

Os alimentos para consumo no domicílio subiram 1,15%, influenciados principalmente pela alta nos preços do tomate (12,98%), do leite longa vida (4,84%), das frutas (3,37%) e das carnes (3,33%). “O destaque é o tomate, que depende de temperaturas mais quentes. Com mais frio o produtor segura mais o estoque e ele demora a maturar mais”, comentou Kislanov.

“O leite tem uma entressafra normal, e as carnes sobem por conta da demanda externa, enquanto o arroz tem um problema de oferta”, completou.

O aumento dos preços de alimentos nos mercados vem levantando preocupações e, de acordo com o presidente Jair Bolsonaro, o governo estuda medidas para dar uma resposta, mas descartou qualquer tipo de tabelamento. 

Exportações – A Associação Brasileira de Procons pediu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, o monitoramento das exportações para garantir o abastecimento interno após o aumento das vendas para o exterior ter sido apontado como um dos fatores para o expressivo aumento recente de preços de produtos da cesta básica. A preocupação é com o aumento nos preços de arroz, feijão, leite, óleo de soja e carne.

Na outra ponta, a maior contribuição negativa para o IPCA de agosto veio da queda de 3,47% do grupo de educação, depois que várias instituições de ensino concederam descontos nos preços das mensalidades diante da suspensão das aulas presenciais para conter a disseminação do coronavírus.

“Se não fosse a educação, a alta do IPCA seria de 0,48%. Havendo o retorno das aulas presenciais, faremos coleta extra em dezembro para ver como os preços vão se comportar”, explicou Kislanov.

Já os preços de serviços aprofundaram a queda em agosto com recuo de 0,47%, ante queda de 0,11% no mês anterior, refletindo ainda os efeitos da quarentena adotada para combater a pandemia.

A economia brasileira sofreu contração recorde no segundo trimestre ao despencar 9,7% sobre os três meses anteriores. A mais recente pesquisa Focus do BC junto a uma centena de economistas mostra que a expectativa é de que a inflação termine este ano em 1,78% e que a economia encolha 5,31%. (Reuters)

Supermercados recebem notificação

Brasília – A Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça decidiu notificar supermercados e cooperativas para que expliquem o recente aumento dos preços dos produtos da cesta básica, informou nota divulgada ontem pela pasta.

Supermercados e cooperativas terão cinco dias a partir do recebimento da notificação para prestar esclarecimentos, especialmente em relação ao arroz, que sofreu significativo aumento de preço e teve sua cotação em patamar recorde.

“Não podemos falar em preços abusivos sem antes avaliar toda cadeia de produção e as oscilações decorrentes da pandemia. Por essa razão, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor expediu ofícios para o levantamento de dados que são necessários para aferir qualquer abusividade”, afirmou a secretária nacional do Consumidor, Juliana Domingues.

A secretaria do ministério debate o tema com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Ministério da Economia, diz a nota, na intenção de tomar as providências adequadas para conter os avanços do preço de alimentos que compõem a base alimentar dos brasileiros.

O Ministério da Justiça também pediu à pasta da Economia uma avaliação de alternativas para melhorar a competitividade entre os produtores e comerciantes.

De acordo com a nota, “caso haja indícios concretos de abuso de preço, a Secretaria Nacional do Consumidor poderá investigar e sancionar administrativamente os incidentes como infrações aos direitos dos consumidores”, com multas que podem ultrapassar os R$ 10 milhões.

Em nota publicada na semana passada, a Associação Brasileira dos Supermercados (Abras) afirmou que o setor tem sofrido forte pressão de aumento nos preços repassados pelas indústrias e fornecedores, e que vê a conjuntura com preocupação.

A Abras afirmou ainda que as altas se devem ao aumento das exportações desses produtos e à diminuição das importações desses itens, motivadas pela valorização do dólar frente ao real.

Demanda interna – Somando-se a isso, há um crescimento da demanda interna impulsionado pelo auxílio emergencial do governo federal, acrescentou a Abras, que disse também que já buscou a Secretaria Nacional do Consumidor para buscar soluções junto aos principais participantes da cadeia.

O governo tem se movimentado diante do aumento dos alimentos da cesta básica, enquanto o presidente Jair Bolsonaro chegou a afirmar na semana passada que pediria “patriotismo” aos donos de supermercados para evitar aumentos de preços aos consumidores.

Na última terça-feira, ele disse que tem pedido aos lojistas que produtos essenciais sejam vendidos com margem de lucro “próxima de zero”.

A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) atribuiu o aumento dos preços à maior demanda em meio à pandemia e outros fatores, como preços internacionais já elevados antes mesmo da Covid-19 e a desvalorização do real frente ao dólar, assim como a expressiva exportação de janeiro a julho.

Importação – O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu ontem zerar a alíquota do Imposto de Importação para o arroz em casca e beneficiado até o fim deste ano, em meio à expressiva alta no preço do produto no país.

Em nota, o Ministério da Economia informou que a redução temporária está restrita à cota de 400 mil toneladas e que a decisão veio após proposta feita pelo Ministério da Agricultura ao colegiado. Atualmente, incidem sobre os países fornecedores de fora do Mercosul as tarifas de 12% sobre o grão beneficiado e 10% sobre o produto em casca.

O movimento do governo brasileiro vem em meio a uma elevação recente de preços de alimentos básicos no país, incluindo o arroz, cuja cotação atingiu patamar recorde.

Além da demanda firme, o dólar forte frente ao real, que impulsiona exportações, é citado entre os fatores para o aumento de preços dos alimentos no País. O arroz em casca no Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, fechou a última terça-feira cotado em R$ 104,17 por saca de 50 quilos, alta de 10,8% na variação mensal e mais que o dobro da média de 45,15 reais registrada um ano antes, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). (Reuters)

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