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Inflação sobe 0,93% em janeiro na Capital com pressão dos alimentos

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A alta do IPCA de Belo Horizonte foi puxada pelo grupo de alimentação (1,66%) | CRÉDITO: ALISSON J. SILVA/Arquivo DC

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em Belo Horizonte, apresentou um crescimento de 0,93% em janeiro na comparação com o mês de dezembro. Com a variação positiva, a inflação acumulada nos últimos 12 meses subiu para 4,7%. Ao longo de janeiro, o aumento da inflação da capital mineira foi puxado, principalmente, pelo grupo de alimentação, com alta de 1,66% no período.

Além da alta no IPCA, em janeiro, o preço da cesta básica aumentou pela sexta vez consecutiva, ficando 1,68% mais cara e elevando para 25,54% o incremento acumulado nos últimos 12 meses.  A tendência é de manutenção dos preços atuais ou nova alta já que não existe sinalização de mudanças no cenário econômico para fevereiro. Os dados foram apurados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais da Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead/UFMG).

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A coordenadora de pesquisas da Fundação Ipead, Thaize Vieira Martins Moreira, afirma que janeiro foi mais um mês de aumento da inflação. Para o ano de 2021, a meta definida pelo Conselho Monetário Nacional é de uma inflação igual a 3,75%, podendo variar entre 2,25% e 5,25%.

“A inflação em Belo Horizonte apresentou variação positiva de 0,93% em janeiro, reflexo que veio, principalmente pela interferência de alguns itens, como alimentação fora da residência, que subiu 3,7%, itens de despesas pessoais, com alta de 1,36%, e alimentos in natura, com elevação de 4%. Todos esses itens continuam pressionando a inflação”.

Em janeiro, no grupo de alimentação a alta verificada foi de 1,66%, elevando para 11,32% o índice acumulado nos últimos 12 meses. Dentro do grupo, itens como alimento in natura (4,05%), bebidas em bares e restaurantes (3,3%) e alimentação em restaurantes apresentaram as maiores altas e contribuíram para o incremento da inflação.

Não alimentares – No grupo de produtos não alimentares, cuja alta no mês foi de 0,79% e no acumulado dos últimos 12 meses de 3,5%, as maiores elevações foram verificadas em artigos de residência, com alta de 2,82 em janeiro, despesas pessoais (1,36%) e encargo e manutenção (0,33%).

De acordo com Thaize, em relação a produtos/serviços, as maiores contribuições para o aumento da inflação vieram de empregado doméstico, com alta de 5,26% em janeiro, seguido por IPTU, com variação positiva de 4,23%, refeição, 3,96%, curso de ensino fundamental, 5,76%, e gasolina comum, com elevação de 2,44%.

Em janeiro, as menores contribuições vieram de tarifa, energia elétrica, residencial com queda de 7,2%, seguido por joias, com recuo de 6,13%, cursos de ginástica, 17,21%, pão francês, 2,78%, e camisa masculina, com retração de 6,64%.

Custo da cesta básica aumenta 1,68%

Pelo sexto mês consecutivo, o preço da cesta básica em Belo Horizonte apresentou alta. Em janeiro, o custo da cesta básica apresentou variação positiva de 1,68%, frente a dezembro de 2020, alcançando o valor de R$ 576,32.

Somente o custo com a cesta básica equivale a 52,39% do salário mínimo. Ao longo dos últimos 12 meses, a cesta básica apresentou uma elevação expressiva de 25,54%, aproximadamente sete vezes maior do que a inflação.

De acordo com os dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais da Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead/UFMG), os principais responsáveis elevação mensal foram o tomate Santa Cruz (20,21%), a carne chã de dentro (1,33%) e a manteiga (7,93%).

“O valor da cesta básica continua em escalada de alta, a sexta consecutiva desde ano passado. Em janeiro, a cesta fechou em R$ 576,32 , é um valor muito alto”, disse a coordenadora de pesquisas da Fundação Ipead, Thaize Vieira Martins Moreira.

Em relação à formação de preços para fevereiro, segundo Thaize, a tendência é de estabilização dos valores nos patamares atuais ou de nova alta.

“A princípio, não temos uma previsão de queda nos preços da cesta básica, uma vez que o cenário econômico continua o mesmo. Ainda convivemos com a pandemia, com o isolamento social e, isso, acaba contribuindo para uma demanda interna maior por alimentos. Os preços podem arrefecer quando se iniciar a colheita da safra de grãos”.

Em janeiro, alguns produtos apresentaram queda nos preços. Foi o caso da banana caturra, cujo valor de mercado caiu 14,24%, mas ainda acumula alta de 29,19% nos últimos 12 meses. O preço do óleo de soja caiu 4,04% em janeiro e acumula alta de 91,92% nos últimos 12 meses.

O preço do arroz retraiu 1,2%. Três quilos do produto estão cotados a R$ 16,49, valor que ficou 78,85% maior nos últimos 12 meses.

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