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Crédito: Charles Silva Duarte / Arquivo DC

Em outubro, na comparação com setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou alta de 1,08% na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o maior aumento do ano. Os números vêm em uma crescente na região, já que o segundo maior incremento foi verificado em setembro, de 0,76%.

Na variação acumulada em 12 meses, a alta já chega a 3,97%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O maior aumento percentual no mês de outubro foi verificado no grupo alimentação e bebidas (2,94%), que impactou o índice geral em 0,61 pontos percentuais (p.p.). Dentro desse grupo, os avanços mais representativos foram registrados nos valores do tomate (38,32%), óleo de soja (21,03%), batata-inglesa (19,53%), arroz (11,96%), frutas (6,20%) e carnes (5,73%), que tiveram impactos de 0,09p.p., 0,08p.p., 0,04p.p., 0,09p.p., 0,06p.p. e 0,17p.p. respectivamente.

Por outro lado, quedas foram observadas nos preços da cebola (-13,85%) e do leite longa vida (-3,57%), com impactos de -0,02p.p. e -0,04p.p., respectivamente.

Já no que diz respeito à alimentação fora do domicílio, que apresentou um aumento de 0,69%, a maior alta foi a da refeição (0,64% e impacto de 0,02 p.p.).

O coordenador da pesquisa em Minas Gerais, Venâncio da Mata, destaca que o avanço nos valores dos alimentos, que já tem sido verificado há algum tempo, está muito relacionado à alta do dólar.

“Muitos produtores estão enviando a produção para fora. Há uma falta de produto no mercado interno, provocando aumento nos preços”, explica ele.

Outro grupo que apresentou incremento foi o de transportes (0,87%). As passagens aéreas (37,46%), aliás, representaram o maior impacto positivo individual no índice, de 0,09 p.p. Já a gasolina registrou um avanço de 0,89%, com impacto de 0,05 p.p.

De acordo com Venâncio da Mata, o aumento que foi observado nas passagens aéreas está relacionado à flexibilização das medidas de distanciamento social, que foram adotadas como forma de ajudar no combate à Covid-19. Com isso, as pessoas passaram a viajar um pouco mais.

Outros números – Os dados do IBGE ainda revelam que os artigos de residência apresentaram um incremento de 1,71%, com avanço de 3,75% em mobiliários e impacto de 0,05 p.p. Também foi observada alta de 20,65% no colchão.

Já os vestuários registraram um incremento de 1,65%, com aumento de 2,11% nas roupas, que impactaram o índice em 0,07 p.p.

No que diz respeito à habitação, houve um avanço de 0,19%. A alta ocorreu, sobretudo, por causa do aumento do valor do aluguel residencial (0,82%), que impactou o índice em 0,03 p.p. Por outro lado, houve queda na energia elétrica residencial (-0,98%), que impactou o índice em -0,05 p.p.

Os demais grupos que são abarcados pela pesquisa também apresentaram aumentos: saúde e cuidados pessoais (0,64%), comunicação (0,27%), despesas pessoais (0,13%) e educação (0,06%).

IPCA registra a maior variação em 18 anos no País

Rio e São Paulo – Os preços dos alimentos voltaram a pesar com força bem como as passagens aéreas, e a inflação oficial brasileira seguiu em ritmo forte em outubro, marcando o resultado mais elevado para o mês em 18 anos.

Em outubro, o IPCA acelerou a alta a 0,86%, de 0,64% em setembro, de acordo com os dados informados na sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado marca a maior inflação para um mês de outubro desde 2002, quando foi de 1,31%, e também é a taxa mais elevada no ano.

No acumulado dos 12 meses até outubro, o IPCA registrou avanço de 3,92%, contra 3,14% em setembro, e com isso fica praticamente no centro da meta para este ano, que é de 4% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de alta de 0,83% em outubro, acumulando em 12 meses avanço de 3,90%.

O IBGE explicou que a maior variação e o maior impacto no índice do mês vieram do grupo Alimentação e Bebidas, cujos preços subiram 1,93%, embora tenham desacelerado sobre o avanço de 2,28% visto em setembro.

Essa desaceleração se deveu principalmente a altas menos intensas em alguns alimentos para consumo no domicílio (2,57%), como o arroz (13,36% de 17,98% no mês anterior) e o óleo de soja (17,44% de 27,54%).

Por outro lado, o avanço de 18,69% nos preços do tomate foi mais intenso do que em setembro, enquanto frutas (2,59%) a batata-inglesa (17,01%) subiram após recuo no mês anterior.

“Isso tem a ver com a oferta desses produtos e também se dá por conta do dólar mais alto, que fomenta exportações e restringe a oferta aqui”, explicou o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

Tanto o pagamento do auxílio emergencial de combate ao coronavírus quanto o câmbio favorável às exportações vêm pressionando os preços dos alimentos, o que já levanta preocupações de uma alta mais disseminada dos preços.

“O auxílio emergencial ajuda a sustentar os preços nesse patamar de inflação mais elevado”, completou Kislanov.

Passagens aéreas – Transportes, com alta de 1,19%, também exerceu impacto relevante em outubro depois que as passagens aéreas subiram 39,83%, sendo o maior impacto individual no índice geral.

“A alta nas passagens aéreas parece estar relacionada à demanda, já que com a flexibilização do distanciamento social algumas pessoas voltaram a utilizar o serviço, o que impacta a política de preços das companhias aéreas”, completou Kislanov.

Por sua vez, os custos de serviços subiram em outubro 0,55%, de uma alta de 0,17% em setembro puxados por passagens aéreas, mas também por outros serviços como barbeiro, manicure, turismo, hospedagem e aluguel de carro, segundo o IBGE.

Outubro também marcou o maior índice de difusão do ano, de 68%, o que dá a ideia de que “a inflação não é só de alimentos. As altas estão mais espalhadas pelo IPCA”, segundo o gerente da pesquisa.

“Isso pode sinalizar uma retomada gradual da economia. O espalhamento maior do IPCA pode ser um indicativo de retomada gradual da economia após um período recessivo na pandemia”, disse Kislanov. (Reuters)

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