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Investimentos em pesquisa minerária são insuficientes em todo o País

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O minério de ferro (foto), ouro, cobre, fertilizantes, níquel, vanádio e bauxita estão entre as substâncias minerais mais pesquisadas | Crédito: PATRICK GROSNER/DIVULGAÇÃO

Mesmo com toda pujança do setor extrativo nacional, os investimentos em pesquisa minerária ainda ficam aquém das necessidades e do potencial do território brasileiro, pouco conhecido em termos geológicos. A falta de regulamentação e orientação claras para a atividade e a consequente baixa segurança jurídica estão entre os principais entraves ao desenvolvimento de novos projetos.

De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM), João Luiz Carvalho, ainda assim, os estudos geológicos acompanham o bom momento vivido pelo setor extrativo, apesar do cenário turbulento e incerto provocado pela pandemia de Covid-19, com altas consistentes nos preços das commodities observadas no decorrer do ano passado.

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Para se ter uma ideia, os pedidos protocolizados junto à Agência Nacional de Mineração (ANM), que incluem requerimentos de pesquisa, licenciamento, lavra garimpeira e extração, passaram de 10.674 em 2019 para 10.746 em 2020, crescendo 1% de um exercício para outro. Minas Gerais liderou o volume de projetos, com 1.674 documentos, ou seja, 15,6% do total.

Segundo Carvalho, a pesquisa mineral visa à descoberta de jazidas cujas dimensões, formato e teores permitem o aproveitamento econômico da substância mineral de interesse. É a pesquisa mineral que mitiga o risco do investidor e orienta a tomada de decisão de se investir.

“O ano já se mostra mais promissor em termos de volume de serviços em relação a 2020, em virtude dos preços atuais das commodities minerais e da manutenção da taxa cambial. O mercado está se mantendo aquecido e já se projeta um crescimento de 18% sobre o ano passado”, afirmou.

Perfil – Conforme o dirigente, a maioria dos trabalhos relacionados à pesquisa mineral tem ocorrido principalmente no Pará, Amapá, Minas Gerais, Maranhão, Bahia, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo que minério de ferro, ouro, cobre, fertilizantes, níquel, vanádio e bauxita estão entre as substâncias minerais mais pesquisadas.

“O cobre está voltado à utilização no setor industrial; o minério de ferro mantém o consumo elevado, principalmente na China; e o ouro, em momentos de instabilidade, torna-se um porto seguro e não está tendo os preços pressionados”, detalhou.

Por fim, Carvalho defendeu que, para melhorar o ambiente de negócios da pesquisa mineral no País, é necessário criar linhas de crédito para empresas do setor. Ele citou também o financiamento de pequenos e médios projetos de mineração, instituindo mecanismos que estimulem a atração de capital local e estrangeiro.

“A exemplo das bolsas canadenses e australianas, o que daria um forte impulso ao setor, pois não faltam empreendedores e potenciais projetos”, concluiu.

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