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IPCA-15 apresenta alta de 0,74% em junho na RMBH

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O preço médio do etanol aumentou 9,47% enquanto que a gasolina subiu 1,05% na RMBH | Crédito: Divulgação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15),  considerado uma prévia da inflação para o mês, apresentou um aumento de 0,74% na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Combustíveis e energia elétrica impactam os resultados em junho. Os dados foram divulgados na sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi o quinto menor resultado mensal entre as 11 áreas pesquisadas – maior apenas do que Belém (0,29%), Brasília (0,44%), Goiânia (0,61%) e Rio de Janeiro (0,69%). No País, a variação mensal foi de 0,83%. Quanto às variações acumuladas em 12 meses, a RMBH ficou com o quinto maior resultado entre as capitais pesquisadas, acumulando uma inflação de 8,93%, acima da média nacional, que foi de 8,12%.

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Na RMBH, oito grupos apresentaram alta: Artigos de residência (1,43%), Habitação (1,40%), Transportes (1,20%), Saúde e cuidados pessoais (0,69%), Vestuário (0,67%), Despesas pessoais (0,33%), Alimentação e Bebidas (0,33%) e Educação (0,10%). Somente o grupo Comunicação (-0,07%) apresentou deflação.

O resultado em transportes, grupo que apresentou o maior impacto no índice geral (0,24%), foi provocado principalmente pelos aumentos nos preços do etanol (9,47%), da gasolina (1,05%), do automóvel novo (1,71%) e do automóvel usado (0,67%).

Já a alta no grupo de habitação foi consequência principalmente do aumento no preço da energia elétrica residencial (3,72%). Ainda dentro deste grupo, destacaram-se os aumentos do gás de botijão (0,94%) e do aluguel residencial (0,25%).

No grupo de alimentação e bebidas, o aumento de junho do IPCA-15 foi ocasionado sobretudo pelos aumentos do lanche (2,36%), do café moído (4,42%) e das carnes (1%). Por outro lado, houve quedas nos preços das frutas (-6,17%) e dos tubérculos, raízes e legumes (-10,39%).

Em artigos de residência (1,43%), destacam-se os aumentos dos televisores (4,02%) e dos aparelhos eletroeletrônicos (2,39%) No item saúde e cuidados pessoais (0,69%), o resultado foi provocado principalmente pelo aumento dos preços dos produtos farmacêuticos (0,98%) e do plano de saúde (0,70%).

Economista do IBGE, Luciene Longo explica que a tendência é que a inflação  feche o mês de junho apresentando alta, pois já inclui o aumento no custo da energia elétrica, que foi significativo em decorrência da mudança na bandeira tarifária. “Ela tem um impacto maior, pois é consumida por todas as famílias indistintamente. Aumento de passagens aéreas e outros itens como o etanol, que não são de consumo geral, mas têm pouco impacto, acabam se diluindo no cálculo final do mês”, salienta.

Há também produtos com alta sazonal, que podem alterar os resultados do IPCA. Os laticínios, por exemplo, têm uma alta constante nos meses de inverno e caem nos últimos meses do ano. Questionada sobre se as altas de preço representam uma tendência, a economista é taxativa. “Não nos cabe fazer análises futuras e projeções. Não é nossa função. Apenas medimos os dados e os divulgamos na data certa”, explica.

Brasil – O IPCA-15 ficou em 0,83% em junho, acelerando em relação ao mês de maio, que foi de 0,44%. Mais de um terço da taxa registrada em junho é derivada das altas na gasolina e na energia elétrica.

No trimestre encerrado em junho (IPCA-E), o acumulado é de 1,88%, enquanto, em igual período de 2020, a variação havia sido de -0,58%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,13% e, em 12 meses, de 8,13%.

Em termos de grupos analisados, a maior alta foi na habitação (1,67%), que acelerou em relação ao mês anterior (0,79%), foi puxado pela mudança na bandeira tarifária de “vermelha patamar 1” (R$ 4,169) para “vermelha patamar 2” (R$ 6,243). A alteração se deve à crise hídrica que tem exigido o acionamento das termelétricas, de energia mais cara. Os valores extras das bandeiras tarifárias são cobrados a cada 100 kWh consumidos.

Mas o maior impacto no mês de junho veio dos transportes (1,35%), que havia sido o único grupo a apresentar queda em maio (-0,23%). O resultado foi influenciado pela alta nos preços dos combustíveis (3,69%). Embora a gasolina (2,86%) tenha tido uma das menores altas do grupo dos transportes – comparada ao gás veicular (12,41%), ao etanol (9,12%) e ao óleo diesel (3,53%) – tem o maior peso e já acumula variação de 45,8% nos últimos 12 meses.

Alimentação e bebidas continuam subindo também, mas de forma estável. Em junho, a alta no país foi de 0,41%, resultado próximo ao IPCA-15 de maio. A alimentação no domicílio passou de 0,5% em maio para 0,15% em junho.

Contribuíram para essa desaceleração os recuos nos preços das frutas (-6,44%), da batata-inglesa (-9,41%), da cebola (-10,32%) e do arroz (-1,91%). Por outro lado, as carnes (1,14%) seguem em alta. Além disso, os preços do leite longa vida (2,57%) e de alguns derivados como o queijo (1,99%) também subiram em virtude do inverno.

Na alimentação fora do domicílio (1,08%), o movimento foi inverso. Tanto a refeição (0,86%) quanto o lanche (1,67%) aceleraram em relação a maio. Em parte, as altas podem ser explicadas pelos aumentos nos preços dos produtos de proteínas como carne e queijos, assim como pela alta de outros custos, assim como transporte e energia.

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