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Inflação tem a maior alta para setembro em BH

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A energia ficou 6,61% mais cara e pressionou o IPCA | Crédito: REUTERS/Rafael Marchante

A inflação em Belo Horizonte, em setembro, apresentou nova alta e foi a maior para o mês desde 1996. De acordo com os dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,31% no mês, elevando para 6,6% o avanço acumulado nos primeiros nove meses de 2021 e para 9,34% nos últimos 12 meses. A alta registrada em setembro foi puxada, principalmente, pelo aumento da energia elétrica, que ficou 6,61% mais cara. 

De acordo com o gerente de Pesquisa do Ipead, Eduardo Antunes, a tendência é que a inflação continue subindo. Além da crise hídrica, que aumenta os custos com energia, os reajustes nos combustíveis, alimentos e serviços também contribuem para que o índice siga em alta.

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A retomada das atividades a níveis mais normais com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e as festas de final do ano tendem a estimular o consumo e a inflação. 

“O aumento da inflação em setembro foi bem expressivo. Normalmente, setembro não sofre este tipo de impacto, já que não tem datas comemorativas. Esta foi a maior variação da inflação registrada no mês desde 1996. A pandemia gerou muitas mudanças de cenário, muitas incertezas e impactos em vários setores. No mês, a alta foi puxada pela energia elétrica. Devido à crise hídrica, foram adicionadas bandeiras tarifárias que impactaram nos valores”, explicou. 

Conforme o levantamento do Ipead, além do aumento de 6,61% na energia elétrica, a inflação em setembro também sofreu impacto do automóvel novo, cujos preços subiram 4,68%, gasolina comum, com elevação de 3,53%, excursões, 5,91%, e refeição, 2,54%.

“O setor de automóveis novos está sendo impactado pela falta e encarecimento dos insumos. Além disso, houve reajuste nos preços da gasolina, que segue as tendências do mercado internacional. Com o maior controle da pandemia e flexibilização, a demanda pelas excursões subiu e deixou os preços mais caros”, disse.

Dentre os 11 itens que compõem o IPCA da capital mineira, as maiores altas foram verificadas em Alimentos in natura (5,57%), Alimentação em restaurante (2,52%), Despesas Pessoais (2,02%), Alimentos elaboração primária (1,54%), Encargos e manutenção (1,51%), Alimentos industrializados (1,38%) e Produtos administrados (1,23%).

No período, foram registradas quedas apenas em Bebidas em bares e restaurantes (-3,37%) e Vestuário e complementos (-2%).

Com o resultado mensal, a inflação acumulada nos últimos 12 meses, na Capital, está em 9,34%. Índice muito acima da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional para o Brasil, que é de 3,75%, podendo variar entre 2,25% e 5,25%.

A tendência é que a inflação se mantenha em alta mesmo. A chance de crescer dois dígitos em 2021 é muito grande, já que temos muitos fatores impactando. Os últimos meses do ano, tradicionalmente, apresentam alta na inflação devido ao maior consumo”, explicou Antunes.

Cesta básica atinge valor recorde na Capital

O mês de setembro também foi marcado pelo valor recorde do preço da cesta básica, que apresentou mais um aumento em Belo Horizonte. De acordo com o levantamento do Ipead, o custo da cesta teve alta de 2,42%. O reajuste elevou para R$ 588,42 o valor da cesta.

A pesquisa do Ipead mostrou que os principais responsáveis pelo incremento foram o açúcar cristal (12,33%), o tomate Santa Cruz (11,98%), a batata-inglesa (9,42%) e o óleo de soja, com alta de 4,16%.

O gerente de pesquisa do Ipead, Eduardo Antunes, explica que o encarecimento é resultado do maior custo de produção, que sofre interferência dos aumentos da energia elétrica, combustíveis e outros insumos. Também contribui para a alta o clima adverso, que impactou a produção de alimentos.  

“A produção acaba sendo muito impactada pelo clima e também pela alta de produtos e serviços. Seguimos sem expectativa de redução do valor da cesta básica”, disse. 

Com o resultado mensal, a cesta básica apresentou avanço expressivo de 19,90% nos últimos 12 meses. Neste intervalo, as maiores altas foram registradas nos preços do açúcar, 56,82%, café moído, 44,44%, óleo de soja, 37,87%, chã de dentro, 29,10%, batata-inglesa, 25,5%, e tomate Santa Cruz, 24,96%.

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