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IPCA tem alta acumulada de 1,25% em dois meses em BH

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Preço da gasolina aumentou 6,49% em fevereiro e foi a maior contribuição para o IPCA | Crédito: Charles Silva Duarte / Arquivo DC

A inflação em Belo Horizonte avançou mais uma vez em fevereiro. De acordo com os dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais da Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead/UFMG), em fevereiro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aumentou 0,32%, elevando para 5,2% a inflação acumulada nos últimos 12 meses.

No primeiro bimestre, a inflação ficou 1,25% maior. No segundo mês de 2021, a gasolina foi o produto que mais contribuiu para a alta na inflação, já que o produto apresentou variação positiva de 6,49% nos preços.

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Os dados do Ipead mostram que dos 11 itens agregados que compõem o IPCA, ao longo de fevereiro, foram registradas altas de 1,70% em artigos de residência, de 1,68% em vestuário e complementos, de 1,64% em encargos e manutenção e de 1,24% em produtos administrados.

Ainda no segundo mês de 2021, alguns itens que compõem o IPCA apresentaram queda, com destaque para a redução de 3% em alimentos in natura, de 2,35% em alimentação em restaurante e de 1,72% em alimentos de elaboração primária.

Dentre os produtos que tiveram as maiores altas, o destaque principal foi a gasolina comum. Os reajustes constantes anunciados pela Petrobras fez com que o preço da gasolina subisse 6,49% em fevereiro. O impacto na composição da inflação é grande, já que a contribuição do item foi de 0,26 ponto porcentual. O gás de cozinha também ficou mais caro, com variação positiva de 4,07%.

Alta também foi vista no valor do condomínio residencial, que subiu 1,6% em fevereiro e tem participação de 0,08% na composição da inflação. Em terceiro lugar ficou o produto tapete, cujo preço subiu 12,3%.

Mesmo com a alta expressiva, o impacto do preço do tapete na composição do IPCA é menor que o da gasolina, já que o item tem uma contribuição de 0,05%. Em mão de obra de pedreiro, marceneiro e eletricista, houve uma variação positiva de 3,74% no valor em fevereiro.

“Em fevereiro, os grupos de alimentos apresentaram queda frente a janeiro, por isso, a alta veio de itens não alimentares, com destaque para grupos dos produtos administrados, onde estão os combustíveis. No segundo mês do ano, a gasolina foi a grande vilã, que sozinha contribui com 0,26 p.p na inflação”, explicou a coordenadora de pesquisas da Fundação Ipead, Thaize Vieira Martins Moreira.

Cesta básica

Ao longo de fevereiro, com a queda de preços em itens alimentares, o valor da cesta básica recuou 0,96% frente a janeiro, encerrando o mês a R$ 570,80, o que é equivalente a 51,89% do salário mínimo. Mesmo com a queda, o valor acumula alta de 22,8% nos últimos 12 meses e de 0,71% no primeiro bimestre.

De acordo com Thaize, a tendência é que os preços de alguns produtos possam recuar em março, já que irão entrar no período de safra, porém, o valor da cesta continua muito acima do praticado antes da pandemia.

“Apesar da queda no valor da cesta básica em fevereiro, o valor continua em patamares elevados. Ao longo da pandemia, muitos produtos encareceram pela menor oferta. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta é de 22,8%, ficando bem acima da inflação”, explicou.

Os principais responsáveis pela queda vista no valor da cesta básica em fevereiro foram o tomate Santa Cruz, com retração de 13,26%, o feijão carioquinha, com queda de 4,84%, e a manteiga (3,09%). No mesmo mês, o açúcar cristal ficou 3,72% mais caro, seguido pela banana caturra, com alta de 3,51% e a carne chã de dentro com elevação de 1,9%.

Índice de confiança tem melhora

A reabertura do comércio em fevereiro e a queda nos índices de contaminação pelo Covid-19 foram essenciais para que o Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte (ICC-BH) apresentasse alta, atingindo 36,05 pontos. O ICC voltou a subir após duas quedas consecutivas. Apesar do aumento da confiança, a expectativa é que o índice recue em março.

“Para março esperamos uma piora no humor do consumidor, já que o cenário mudou. Fevereiro foi marcado pela recuperação dos índices de controle da pandemia e pela reabertura do comércio após passar parte de janeiro fechado e, isso, impactou de forma positiva no humor do consumidor. Para março, temos muitas incertezas em relação à economia, aos preços dos combustíveis e à alta no índice de contaminação pelo Covid-19, o que pode causar novo fechamento das atividades econômicas”, explicou a coordenadora de pesquisas da Fundação Ipead, Thaize Vieira Martins Moreira.

A pesquisa da Fundação Ipead mostrou que, em fevereiro, o Índice de Expectativa Econômica (IEE) apresentou uma alta de 3,55% em comparação com o mês anterior, influenciado pela melhora na percepção dos consumidores sobre a inflação e o emprego.

O Índice de Expectativa Financeira (IEF), também apresentou elevação de 2,33% em comparação com o mês de janeiro, sendo o item pretensão de compra o que apresentou a maior alta, 14,19%.

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