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Crédito: Adão de Souza/PBH

Daniel Vilela

O prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, em coletiva de imprensa concedida ontem, fez ameaças aos comerciantes e donos de bares e restaurantes da Capital. Kalil afirmou que os “irresponsáveis” serão punidos, e até mesmo presos, se for necessário. O prefeito também falou sobre a autorização para a abertura do comércio aos domingos no período que precede o Natal.

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“O comitê autorizou o pedido da CDL-BH, do Sindilojas, e vamos autorizar a abertura dos três domingos que foram pedidos pelo comércio. Boa vontade não está faltando”, garantiu. Entretanto, Kalil avisou que a Polícia Militar e a Guarda Municipal estão prontas para endurecer as medidas contra os estabelecimentos comerciais que não estão cumprindo as orientações sanitárias para o controle da Covid-19.

“Acabou a notificação, agora vamos fechar as portas dos irresponsáveis. Se nós não tínhamos medo, e não trocávamos votos por vidas, vocês imaginam agora o medo que eu estou do voto depois de eleito”, ironizou Kalil.

Confiante com o resultado alcançado na eleição municipal, o prefeito reeleito de Belo Horizonte lembrou as manifestações populares a favor de um novo lockdown. “Ao contrário do que meia dúzia de comerciantes pensa, a população respondeu na urna o que ela pensa de fechar a cidade”, ressaltou.

“Estou recebendo uma pressão muito forte para fechar a cidade. Vamos dar uma oportunidade, mas se a Fiemg, a CDL-BH, o Sindicato de Bares e Restaurantes, e  a Abrasel, que gritou muito, não tomarem conta, vamos fechar a cidade”, alertou o prefeito.

Durante a entrevista, Kalil deixou claro que as permissões ao funcionamento do comércio podem ser revogadas imediatamente. “Comerciantes, donos de bares: tomem conta uns dos outros, porque senão, nós não vamos chegar no Natal. Do mesmo jeito que nós estamos autorizando aqui a abertura, amanhã podemos estar aqui fechando tudo”, advertiu.

Fiscalização – Durante a entrevista coletiva, o subsecretário de Fiscalização, José Mauro Gomes, e representantes da Polícia Militar e da Guarda Municipal detalharam as ações de fiscalização que ocorrerão na capital a partir do próximo fim de semana.

Segundo o subsecretário, será reativada uma lógica de fiscalização comumente usada durante o Carnaval. Serão utilizadas equipes rolantes, compostas por agentes fiscais, além de agentes da Guarda Municipal e oficiais da Polícia Militar.

A Guarda Municipal reforçou o comunicado garantindo que a estrutura de fiscalização estará nas ruas independente de denúncias feitas pela população. Segundo a PM, a intenção da fiscalização continua sendo a de conscientizar, em vez de fechar estabelecimentos.

Apoio – Após a coletiva, o presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte (Sindibares), Paulo Pedrosa, reforçou o apoio da entidade às medidas de prevenção à Covid-19. “Vamos reforçar os protocolos. Como presidente do Sindibares, meu papel é reforçar, a fiscalização vai agir, e quem desobedecer pode ser até preso. O que nós queremos é cooperar e diminuir esse número que está crescente”, afirmou.

O presidente do Sindicato de Lojistas de Belo Horizonte (Sindilojas), Nadim Donato, fez um pedido aos consumidores. “Estamos apelando à população, que ela possa se cuidar e o comércio não fechar. Isso é o mais importante”, destacou.

Em nota, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), ressaltou que toda a população deve zelar e seguir com rigor os protocolos de saúde, para que não seja necessário regredir, mais uma vez, na flexibilização das atividades econômicas em Belo Horizonte.

Lojas poderão abrir as portas em três domingos

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, confirmou a autorização para a abertura do comércio em três domingos que antecedem o feriado de Natal. O pedido, feito por entidades que representam os comerciantes da Capital, se refere a três datas específicas: 29 de novembro, e nos dias 13 e 20 de dezembro.

O presidente do Sindicato de Lojistas de Belo Horizonte (Sindilojas), Nadim Donato, comemorou a decisão da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). “É excelente a conquista desses domingos. Nesse domingo já é a Black Friday, e depois teremos os domingos dos dias 13 e 20. Também pedimos a extensão do horário de funcionamento do comércio com a proximidade com o Natal. Acreditamos que vamos conseguir”, avaliou.

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) enviou uma solicitação à PBH para ampliar o horário permitido para funcionamento dos setores de comércio e serviços na Capital. Porém, o Executivo municipal ainda não respondeu à demanda da entidade.

A proposta da CDL-BH é que na próxima sexta-feira (27), Black Friday, e no sábado (28), as lojas de rua funcionem de 8 às 20 horas, e as lojas dos shopping centers fiquem abertas de 10 às 22 horas.

“Esperamos que, com a ampliação do horário, os consumidores consigam realizar suas compras de forma mais tranquila e segura, diminuindo as chances de aglomerações nos passeios públicos e comércios”, afirmou o presidente da CDL-BH, Marcelo de Souza e Silva.

População terá vacina, diz prefeito

O prefeito reeleito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, afirmou que, independente dos governos federal e estadual, a população da Capital não ficará sem a vacina para a Covid-19. Durante a entrevista, o prefeito cobrou da população e dos comerciantes maior disciplina e consciência com relação aos protocolos sanitários e disse que a vacina está próxima.

Kalil exaltou a capacidade administrativa de sua gestão ao falar sobre a compra da vacina. “A Prefeitura está muito bem administrada. Seja qual for o preço, temos dinheiro em caixa. Temos uma situação financeira muito confortável”, garantiu.

O prefeito afirmou que no caso de “uma loucura” do governo federal, de não distribuir a vacina para todo o Brasil, não há risco da população de Belo Horizonte ficar sem imunização. “Nós temos condições de compra da vacina, a Prefeitura se armou para comprar a vacina”, reafirmou.

Sem falar em números, Kalil garantiu que os recursos para a compra da vacina já estão disponíveis. “Nós já estamos com 2 milhões de seringas estocadas, se necessário. E a vacina, nós estamos com dinheiro separado para compra, seja ela qual for”, ressaltou.

“Estamos no final do túnel. Estamos há um mês, dois meses e pouco de uma vacina”, alertou o prefeito ao pedir da população e dos comerciantes da capital mais responsabilidade e consciência nas ações de prevenção contra a Covid-19.

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