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Lançamentos imobiliários na Capital e Nova Lima têm expansão de 90%

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Lançamentos de alto padrão – com valor estimado entre R$ 1 milhão até R$ 2 milhões - tiveram um crescimento de 366,67% em relação a março | CRÉDITO: ALISSON J. SILVA

O mercado imobiliário de Belo Horizonte e Nova Lima, na região metropolitana, registrou um aumento nos lançamentos de 90% em abril em comparação a março. O crescimento foi de 259,86% quando confrontado com abril de 2020, no início da pandemia da Covid-19. Os dados são do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).

Conforme dados do Sinduscon-MG, lançamentos de padrão de luxo – com valor estimado entre R$ 1 milhão até R$ 2 milhões – tiveram aumento de 366,67% em relação a março. Já as vendas de apartamentos padrão tiveram recuo 2,4% em abril em relação a março, mas registraram alta de 130,99% na comparação com abril de 2020. 

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O vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-MG, Renato Michel, avalia que um dos grandes problemas enfrentados pelas construtoras é o aumento do custo de produção. “Sem dúvida, é uma grande ameaça para o setor, apesar da pandemia. O setor cresceu em 2020, gerando emprego, pode ajudar a economia do País a se recuperar, mas no meio do ano passado as coisas mudaram e o aumento no custo do material de construção pesou. No início, achávamos que era porque algumas fábricas teriam fechado devido ao início da pandemia, mas o problema foi se prolongando, as coisas foram ficando mais graves e não poderíamos imaginar que os insumos aumentariam 100%”, conta.

Apesar da queda nas vendas e o expressivo aumento nos lançamentos, o estoque de apartamentos disponíveis para comercialização ainda preocupa o setor. Em abril, a oferta correspondia a 2.623 unidades, um dos menores patamares da série histórica.

O aumento dos materiais de construção ainda pressiona o setor e ameaça uma elevação nos preços dos imóveis. Ainda de acordo com Renato Michel, nas classes média e alta, as construtoras tiveram que repassar o reajuste. No ano passado, o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) foi de 16%.  “O reajuste foi de 10,77%, superior à inflação básica. Mesmo assim, não foi suficiente. Para o comprador isso é ruim e para nós também, mas não tínhamos como não repassar o reajuste”, explica.

Bom momento

Apesar do momento de incerteza, Renato Michel avalia que o cenário está aquecido. “O momento para compra é agora. Estamos com ótimos lançamentos. Nunca tivemos taxas de juros tão baixas. Mesmo com o aumento da Selic, que ainda não foi repassado para os financiamentos imobiliários, as condições estão muito boas”.

Segundo o vice-presidente do Sinduscon-MG, por causa da pandemia, as pessoas estão buscando novos imóveis, principalmente devido aos novos hábitos adquiridos na crise sanitária mundial. “Com a pandemia, as pessoas aprenderam a ficar em casa, a dar valor ao imóvel. Elas querem locais que tenham um espaço maior, uma varanda ou talvez um espaço para o home office ou um local mais agradável, confortável”, explica Renato Michel.

Para o futuro, Renato Michel espera que o governo federal intervenha no custo dos insumos para que não aumente o serviço da construção civil. “Somos o setor que mais gera emprego e renda para o País. Diferentemente de outros setores, não houve desemprego na construção civil. Precisamos de reequilíbrio nas contas; se continuar assim, não vamos conseguir manter o setor em equilíbrio”, pontua. 

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