Liderança humanitária é nova tendência nas empresas
Já se passou o tempo em que as empresas tinham os conhecidos “chefes”. Atualmente, o termo “líder” é o mais utilizado e adequado dentro das corporações. Não é uma surpresa que ter alguém que inspire pelo exemplo e mostre o caminho a ser seguido tem muito mais a agregar do que os chefes tradicionais.
Depois que a quarentena foi imposta, durante a pandemia do Covid-19 no Brasil, o ambiente corporativo da maioria das empresas mudou, a liderança humanitária se fez ainda mais presente dentro das organizações.
De acordo com Luan Donadio, assessor da área de projetos da Poli Júnior – empresa júnior de Engenharia da USP -, o líder se torna responsável por enxergar as situações e não pensar somente nas questões econômicas da empresa. “É necessário saber adaptar a equipe pensando no bem-estar coletivo e conseguir manter a qualidade mesmo com o trabalho remoto ou outra variação de ofício que podem vir a surgir durante a quarentena”, comenta.
Para se tornar um líder humanitário, o profissional precisa apresentar em suas atitudes e no diálogo uma maneira exemplar e efetiva de lidar com o grupo pelo qual é dirigente. “Os membros precisam ser vistos como uma equipe, ser bem motivados e muito compreendidos pelo líder. Dessa forma, eles passam a fazer um bom trabalho, bem entrosados e com um desenvolvimento em equipe muito mais eficiente”, completa o assessor.
Podemos tomar como exemplo a própria Poli Júnior, que se readaptou a partir do momento em que a empresa teve como ambição alcançar um ponto de destaque no mercado, competindo no mesmo nível de empresas seniores e garantindo grandes rendimentos. Vale ressaltar que no período do isolamento social, a realidade da empresa também precisou de novos modelos, onde todo o ambiente e os horários de trabalhos foram alterados e tiveram que ser adaptados dependendo da singularidade de cada membro em sua residência.
“Em dados, pode-se comparar um ponto importante que mostra o humanitarismo dentro de nossa empresa. O faturamento de 2019 cresceu em 122% em relação ao ano anterior, quando não havia esse valor como fator fundamental na cultura da Poli Júnior. Isso comprova uma enorme melhora no desempenho de todos os setores da organização, mostrando a eficácia da compreensão e do reconhecimento da equipe”, completa.
A liderança humanitária se faz muito eficaz independentemente do tipo de empresa, seja ela júnior ou sênior. Em ambos os casos, o olhar de um líder para a sua equipe é essencial e se torna uma peça fundamental para o seu crescimento e para o sucesso diante do mercado de um trabalho extremamente competitivo. (Da Redação)
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