COTAÇÃO DE 27/05/2022

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$4,7380

VENDA: R$4,7380

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$4,8300

VENDA: R$4,9460

EURO

COMPRA: R$5,0781

VENDA: R$5,0797

OURO NY

U$1.853,86

OURO BM&F (g)

R$284,80 (g)

BOVESPA

+0,05

POUPANÇA

0,6462%

OFERECIMENTO

Economia exclusivo zCapa

Lideranças da indústria defendem o governo

COMPARTILHE

Crédito: José Paulo Lacerda

Apesar de classificarem como frustrante o crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2019, representantes da Coalizão Indústria – que reúne importantes setores da indústria da transformação e da construção civil, responsáveis por 45% do PIB da indústria nacional –, defendem a política econômica do governo federal, sob o argumento de que resultados mais robustos virão no longo prazo. Dentro deste contexto, a reforma tributária é o principal pleito dos dirigentes para 2020.

“A reforma tributária é imprescindível. Uma mudança nos impostos pode significar ganhos imediatos, por isso, tem que ser resolvida com a maior rapidez possível. Na nossa visão, ainda no primeiro semestre”, afirmou o presidente do Instituto Aço Brasil (Aço Brasil), Marco Polo de Mello Lopes.

PUBLICIDADE




Segundo o grupo, composto pelos setores automotivo, químico, têxtil, de cimento, brinquedos, construção, plásticos, máquinas e equipamentos, eletroeletrônicos, entre outros, as incertezas quanto à reforma tributária paralisaram os investimentos no fim do ano passado, prejudicando o desempenho da economia brasileira. Para eles, o que afugentou possíveis investidores foram, mais uma vez, os impostos e o chamado “custo Brasil”.

Neste sentido, Lopes destacou que a prioridade da Coalizão Indústria é a retomada do crescimento econômico. “E para esta retomada é preciso primeiro arrumar a casa, fazendo o ajuste fiscal. Depois da reforma da Previdência tem agora a tributária, mas tem também a parte referente à necessidade de redução dos gastos públicos, que envolve a reforma administrativa. Esta e a previdenciária são corretivas. Os efeitos para a indústria virão mesmo, a partir da tributária”, ressaltou.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, chamou atenção para a importância das medidas em prol da redução do custo Brasil, que hoje representa de R$ 1,4 trilhão a R$ 1,6 trilhão para as indústrias, prejudicando a competitividade nacional.

“O conjunto de reformas vem de encontro ao nosso desejo de reconstruir o Brasil. A indústria é o maior pagador de impostos deste País, o ente mais exposto à competitividade mundial. Por isso, o reequilíbrio é tão importante. O desafio é grande, mas entendemos que a direção é correta”, resumiu completando que “para isso, é preciso ter uma indústria pujante, capaz de atender as reais demandas da sociedade”.

PUBLICIDADE




O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, por sua vez, chamou atenção para a perda de competitividade da indústria nas últimas décadas, em função da elevada carga tributária, citando que hoje a carga da indústria de transformação é de 46%, enquanto outros setores com menor relevância para o PIB pagam bem menos.

“O Brasil é o único país do mundo que exporta impostos e o único que tributa investimentos”, reclamou.

Velloso lembrou ainda que o grupo apoia as propostas para a reforma tributária que estão em discussão no Congresso que convergem para a criação de um imposto único. “A nossa visão é que não cabe colocar uma energia monumental em uma mudança que não seja profunda e completa. Estas propostas vão caminhar para um modelo ideal para o País”, disse.

Encontro – Estes e outros argumentos foram apresentados pelos executivos ao ministro da Economia, Paulo Guedes, na última sexta-feira (6). De acordo com o presidente do Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, a interlocução com o governo tem sido constante em vistas de fortalecer a indústria brasileira.

Entre as medidas apresentadas pela Coalizão ao ministro, como ponto de partida para a reforma tributária, o equilíbrio das cargas tributárias intersetoriais, o fim da cumulatividade de impostos com a mudança do conceito de crédito físico para crédito financeiro, a desoneração das exportações, dos investimentos e da folha de pagamento, e a simplificação e a redução dos tributos.

“Apresentamos um balanço da situação atual, diante de um mercado interno que não se recuperou na velocidade esperada e, cujo nível de ociosidade das indústrias segue elevado e preocupante. Daí a importância de incentivar as exportações, mas que, num cenário internacional tão complexo, exige uma competitividade ainda maior”, finalizou.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!