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Barreiras sanitárias serão colocadas nas entradas de BH | Crédito: Charles Silva Duarte

Embora o Comitê de Enfrentamento do novo coronavírus (Covid-19) de Belo Horizonte ainda estude quais setores poderão ser autorizados a voltar a funcionar a partir do dia 25 de maio, lojas de móveis, colchões, decoração, armarinhos, produtos de higiene e bicicletas possuem maiores chances de ser reabertas dentro de alguns dias.

A flexibilização na capital mineira segue prevista para as próximas semanas, mas, caso os números da doença venham a disparar, a possibilidade de lockdown não está descartada.

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“Eu não quero trancar essa cidade. Mas não se espantem se Belo Horizonte for a primeira cidade a ser trancada. Podemos ser a primeira cidade do País a sair desse embrolho, ou podemos mudar a data do dia 25 de maio”, disse o prefeito Alexandre Kalil (PSD), em entrevista coletiva nesta segunda-feira (11), após anunciar a criação de 13 barreiras sanitárias nas principais entradas da Capital, a partir da próxima semana.

Segundo ele, servidores da Secretaria Municipal de Saúde, agentes da BHTrans e Polícia Militar vão parar carros e ônibus na entrada da cidade para verificação das condições de saúde de quem chegar à cidade. Vale lembrar que a medida de lockdown já foi adotada em 18 cidades brasileiras, em cinco Estados, em função do avanço descontrolado da doença. Em Minas, dos 3.320 casos confirmados, 953 estão na capital mineira. E dos 121 óbitos apurados no Estado, 26 ocorreram na cidade.

Kalil disse que, por enquanto, a evolução da curva epidemiológica de Belo Horizonte permite manter a previsão de reabertura de parte do comércio da cidade para o próximo dia 25.

“Até agora, em estudos minuciosos dos cientistas, nós ainda conseguimos manter. Mas se continuar a flexibilização, a desorganização e a desobediência, nós vamos mudar a data como todos os governadores e prefeitos que flexibilizaram fora da hora e tiveram que voltar atrás. E não vamos fazer isso, vamos flexibilizar na hora certa”, avisou.

O secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Cláudio Beato, quando questionado sobre a ordem de reabertura dos setores, informou que o comitê está conversando com as entidades setoriais para mapear cada situação e o próximo passo será a definição das atividades que serão autorizadas a funcionar. “Estamos na fase da escuta”, disse.

Setores – O presidente do Sindicato de Lojistas de Belo Horizonte (Sindilojas-BH), Nadim Donato, juntamente com representantes de outras entidades e da Câmara Municipal, participa das reuniões semanais do comitê da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e revelou que lojas de móveis, colchões, decoração, armarinhos, produtos de higiene e bicicletas poderão ser as primeiras a serem reabertas.

Segundo o presidente do Sindilojas-BH, em conjunto com o grupo – que é formado pelos secretários municipais das áreas de Saúde, Planejamento, Desenvolvimento Econômico e Fazenda, além de infectologistas – está sendo discutido, em reuniões que acontecem duas vezes por semana, as atividades prioritárias e a maneira como a flexibilização deverá ocorrer. Conforme ele, a intenção era que os alvarás fossem liberados até mesmo antes do dia 25, mas o secretariado vetou.

“Temos uma série de setores sendo avaliados para essa primeira fase, no dia 25. Alguns possuem chance maior de ser liberados, por suas próprias características. As lojas de móveis, colchões e decoração, por exemplo, são amplas e bem arejadas e, possivelmente, não terão aglomeração. Os armarinhos e de higiene, por comercializarem itens essenciais, e as de bicicletas, pois muitas pessoas estão usando estes equipamentos para se locomover”, explicou.

Depois da primeira flexibilização, no dia 25, de acordo com o dirigente, a depender do avanço da curva epidemiológica da Capital nos 14 dias seguintes, o restante das atividades poderá ser liberada ainda na primeira quinzena de junho. Esta, segundo ele, seria uma maneira de amenizar as perdas para a economia da cidade, que segue apenas com os setores considerados essenciais em funcionamento desde o dia 8 de abril.

“Queremos, de alguma maneira, minimizar os prejuízos acumulados durante a pandemia. Sabemos que levaremos o resto do ano para tentar recuperar. De alguma maneira, 2020 já está perdido”, avaliou.

PBH investe R$ 70 mi mensalmente

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, informou que a PBH está investindo mais de R$ 70 milhões por mês no combate ao novo coronavírus. O montante, segundo ele, inclui a estruturação de leitos, a compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), máscaras e cestas básicas para distribuição à população.

Segundo Kalil, Belo Horizonte tem, só para pacientes com Covid-19, 214 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 524 de enfermaria. “E temos à disposição mais 688 UTIs e 1.516 enfermarias, para ativar em curtíssimo tempo”, disse. Além disso, ele citou que a cidade contratou 900 profissionais e tem 17 ambulâncias para transporte exclusivo de pacientes com a doença.

Até o momento, já foram disponibilizadas mais de 620 mil cestas básicas entre famílias de crianças matriculadas na rede municipal, moradores de vilas e favelas e ocupações e mais de 700 mil refeições e 6 mil kits de higiene para a população carente.

Academias entram para lista de atividades essenciais

Brasília – O presidente Jair Bolsonaro informou ontem que editou um novo decreto incluindo academias, salões de beleza, cabeleireiros e barbearias entre as atividades essenciais durante a pandemia de coronavírus, o que permite o funcionamento desses empreendimentos mesmo nos locais que decretaram medidas rígidas de isolamento social.

Este é o terceiro decreto que Bolsonaro edita para ampliar as chamadas atividades essenciais. Depois do texto original, que incluiu serviços como supermercados, farmácias e serviços de saúde, produção e transmissão de energia e combustível, entre outros, Bolsonaro editou no final de março um decreto colocando igrejas e lotéricas como atividades essenciais.

Na semana passada, durante encontro com empresários, o presidente assinou um terceiro texto, liberando também como essenciais a produção industrial e a construção civil e avisou que outros viriam.

Segundo o presidente, as academias e os salões de beleza são questões de saúde e de higiene.

Bolsonaro afirmou ainda que outras áreas devem entrar no rol de serviços essenciais nas próximas semanas.

“A questão da vida tem que ser tratado paralelamente com os empregos. Sem economia não tem vida, não tem médico, não tem material para hospital”, disse Bolsonaro em entrevista no Palácio da Alvorada.

Bolsonaro tem usado os decretos de atividades essenciais para driblar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou que cabe aos estados e municípios determinar o fechamento do comércio, serviços e empresas em função da epidemia de coronavírus. O presidente reclamou mais de uma vez de estar impedido de agir em relação ao tema.

Ao ser perguntado se estava usando os decretos para burlar as decisões dos governadores, disse que não. “Eu não burlo nada, saúde é vida. A decisão de fechar o comércio pertence ao respectivo governador ou prefeito. A minha responsabilidade nós temos feito”, afirmou.

Ao ser perguntado sobre o novo decreto, o ministro da Saúde Nelson Teich afirmou que sua Pasta não foi consultada sobre a decisão do presidente e que essa decisão passa pelo Ministério da Economia.

Segundo ministro, qualquer decisão que envolva a definição de uma atividade como essencial passaria pela capacidade de a abertura ser feita de forma que as pessoas sejam protegidas. (Reuters)

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