Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

A reabertura ontem de alguns setores do comércio da capital mineira trouxe uma série de expectativas positivas para o segmento. O balanço do dia, segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Marcelo de Souza e Silva, foi bastante positivo.

De acordo com ele, a movimentação foi interessante, embora não seja ainda a ideal. Além disso, diz, os cuidados foram tomados, como disponibilização de álcool gel, distanciamento de clientes nas lojas, entre outros.

“Houve uma movimentação de pessoas, até porque a demanda está muito reprimida. A queda na temperatura, por exemplo, levou muita gente a fazer compras nos setores de cama, mesa e banho”, salienta.

O segmento citado pelo presidente da CDL-BH foi um dos permitidos pela prefeitura de Belo Horizonte a retomarem as atividades ontem. Além dele, lojas de cosméticos, produtos de perfumaria e higiene pessoal, de veículos automotores, tecidos e armarinho, artigos de iluminação, entre outros, também puderam reabrir as portas, com horários determinados para ajudar a conter um grande número de pessoas nas ruas ao mesmo tempo. Outros locais permanecem de portas fechadas, como lojas de roupas e calçados e shoppings, exceto os populares.

Expectativas – Marcelo de Souza e Silva ressalta que, diante da retomada de algumas atividades comerciais ontem, quando se pôde ver a preocupação de lojistas e clientes com as devidas medidas de segurança para o momento, as perspectivas são de que novos tipos de estabelecimentos já reabram na próxima semana.

Conforme anunciado pela prefeitura de Belo Horizonte, a retomada se dará em “ondas”, ou seja, a reabertura de determinadas áreas de atividades será feita uma de cada vez, com um intervalo de tempo. Para isso, está sendo realizado um monitoramento de perto acerca dos níveis de ocupação de leitos de hospitais na Capital e de contágio da Covid-19. A hipótese de fechar tudo novamente não foi descartada. Porém, Marcelo de Souza e Silva não acredita que isso vai acontecer.

“Estamos orientando as pessoas dos grupos de risco a não saírem de casa. Já as outras, que façam as compras, não que fiquem olhando produtos. Alguns hábitos terão de ser mudados. Não queremos que os índices de contágio mudem de forma abrupta. Precisamos ter todos os cuidados para que não tenha que fechar tudo de novo”, salienta ele.

Para o presidente da CDL-BH, o comércio irá retomar em uma crescente constante. As fases, segundo dele, deverão ser cumpridas conforme o planejamento, tudo de uma forma gradual e segura.

Lentidão – Apesar, porém, de o movimento no comércio da Capital ter sido uma realidade ontem e das boas perspectivas, a retomada aos níveis da pré-pandemia, segundo Marcelo de Souza e Silva, vai ser lenta.

“A economia vai tomando pé como está acontecendo em todo o mundo. De jeito nenhum a movimentação chegou ao que era antes da pandemia. Procuramos atender a demanda reprimida, mas não será, ainda, no volume que era antes”, salienta.

Para Marcelo de Souza e Silva, a normalidade poderá se dar por volta dos meses de setembro e outubro. Contudo, conclui ele, “os lojistas estão satisfeitos com a retomada e com o movimento ter voltado, pelo menos, um pouco”.