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Lojistas estão otimistas mas famílias têm cautela

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Insegurança diante da situação macroeconômica do País ainda interfere no consumo da população | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

A combinação do avanço na vacinação na capital mineira, ainda que lento, com a elevação de importantes índices macroeconômicos, como a inflação, o desemprego e o custo do crédito, tem provocado sentimentos distintos entre consumidores e empresários de Belo Horizonte. Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG) mostra otimismo do empresário que contrasta com o receio das famílias em consumir.

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), calculado pela entidade, captou o ânimo dos empresários diante da retomada do setor e do avanço da vacinação contra a Covid-19, que ultrapassou a marca de metade da população imunizada com a primeira dose na Capital. O índice chega ao fim de julho no mesmo patamar de dezembro de 2020, quando atingiu 102,3 pontos, superando a fronteira do otimismo (100 pontos) – uma expansão que chegou a 11,7 pontos percentuais (p.p.) sobre o mês anterior.

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Já a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) mostrou, mais uma vez, a cautela do consumidor. Em julho, o indicador variou 1,9 ponto acima do apurado em junho, atingindo 63,7 pontos. A inflação, o desemprego e o encarecimento do crédito mantiveram esse valor distante do período pré-pandemia, quando chegou a 94,6 pontos em fevereiro de 2020.

Na avaliação do economista-chefe da Fecomércio-MG, Guilherme Almeida, a manutenção da reabertura do comércio  tem beneficiado as empresas. Porém, as famílias ainda sentem o impacto da redução da renda. “Quanto mais imunizados contra Covid-19 tivermos, mais previsíveis serão as medidas do poder público, dando confiança ao empresário. Mas, diante da piora da situação macroeconômica, o consumidor ainda tende a privilegiar o consumo essencial para fugir das dívidas”, afirma.

Vale destacar que o Icec é composto por três índices. O destaque foi o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), que alcançou 75,5 pontos, um avanço expressivo de 18,2 pontos. O item avalia a evolução das condições atuais da economia do País, do setor e das empresas. Com projeções para o futuro próximo, o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec) fechou em 134,7 pontos, 8.8 p.p. acima do apurado em junho.

Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec) registrou a menor alta entre os três itens: 8,2 p.p. acima do verificado em junho. Com isso, encerrou o mês de julho em 88,5 pontos. O subindicador retrata os planos de melhoria na loja e de ampliação de estoques e do quadro de funcionários. Em relação às admissões, 61,8% disseram que pretendem contratar nos próximos meses.

Por fim, todos os itens da ICF tiveram alta ou se mantiveram estáveis: emprego atual (de 90,4 pontos para 93,2); perspectiva profissional (de 79,7 para 87,1); renda atual (de 76,7 para 75,9); acesso ao crédito (62,1 para 63,4); nível de consumo (de 40,4 para 42,2); perspectiva de consumo (61,6 para 62,8) e intenção de consumo de bens duráveis (de 21,8 para 21,1).

No País, otimismo do consumidor avança

São Paulo – A confiança do consumidor no Brasil chegou ao nível mais alto em julho em nove meses diante da melhora na percepção sobre as expectativas em relação aos próximos meses.

Os dados divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostraram que seu Índice de Confiança do Consumidor (ICC) avançou 1,3 ponto em julho, na quarta alta seguida, chegando a 82,2 pontos. Esse é o nível mais alto desde outubro de 2020 (82,4 pontos).

No mês, O Índice de Situação Atual (ISA) perdeu 0,7 ponto, indo a 70,9 pontos, mostrando acomodação da satisfação em relação à situação presente, segundo a FGV.

Já o Índice de Expectativas (IE) aumentou 2,5 pontos, para 90,8 pontos, maior nível desde setembro de 2020.

“Há uma melhora das perspectivas futuras, mas o índice que mede a situação atual continua rodando em torno dos 70 pontos, mostrando que apesar do otimismo os consumidores vêm tendo dificuldade de recuperação financeira, principalmente as famílias de menor poder aquisitivo que têm mais dificuldade de obter emprego, organizar as finanças familiares e sofrem maior impacto do aumento dos preços”, disse Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das sondagens, em nota.

“O cenário dos próximos meses vai depender do avanço da vacinação, do controle das novas cepas para que a confiança continue avançando”, alertou ela. (Reuters)

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