COTAÇÃO DE 17/09/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,2820

VENDA: R$5,2820

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,3100

VENDA: R$5,4500

EURO

COMPRA: R$6,2293

VENDA: R$6,2322

OURO NY

U$1.754,86

OURO BM&F (g)

R$298,96 (g)

BOVESPA

-2,07

POUPANÇA

0,3012%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia

Lucro líquido da Usiminas bate recorde

COMPARTILHE

A Usiminas obteve no 2º trimestre lucro líquido de R$ 4,5 bilhões, um salto de 277% sobre o trimestre anterior | Crédito: Divulgação
Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) registrou lucro líquido de R$ 4,5 bilhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo líquido de R$ 395 milhões apurado no mesmo período do ano passado. O resultado representa um aumento de 277% sobre o primeiro trimestre do exercício (R$ 1,2 bilhão) e recorde trimestral para a companhia.

A receita líquida da siderúrgica alcançou R$ 9,6 bilhões no período e também significa recorde para a produtora de aços planos, em meio ao aumento de receita em todas as unidades de negócio. Houve alta de 35,8% na receita líquida em relação aos três primeiros meses de 2021, quando o resultado havia sido de cerca de R$ 7,06 bilhões. Já na comparação anual, a alta foi de 296%, uma vez que no segundo trimestre de 2020 a receita foi de R$ 2,42 bilhões.

PUBLICIDADE

“Este foi o melhor trimestre do século, quiçá da história da companhia”, comemora o presidente da Usiminas, Sergio Leite. Ele destaca que o resultado é fruto de uma combinação de fatores internos e externos, como o momento de retomada da economia, o aumento dos preços das commodities no mercado internacional e o trabalho realizado pela equipe da siderúrgica.

“São resultados muito robustos. Há cinco anos estávamos em situação de extrema fragilidade e iniciamos um trabalho de dedicação, planejamento e gestão. Hoje temos uma empresa sólida, preparada para o futuro e trabalhando o planejamento de longo prazo, alinhado com as ações a nível mundial de mudanças climáticas, agenda ESG, pensando em um legado para as próximas gerações”, resume.

Ao contextualizar o passado recente da empresa, Leite se refere ao período de intensa turbulência que quase levou a Usiminas a um processo de recuperação judicial. O processo teve início com uma crise mundial no setor, em 2013, e foi aguçado por uma briga pública entre os sócios majoritários da siderúrgica e um posterior e profundo endividamento.

Sobre o desempenho no trimestre, com relação às vendas de aço, a empresa registrou um volume de 1,32 milhão de toneladas, o maior desde o terceiro trimestre de 2014. O mercado interno respondeu por 1,25 milhão das vendas, maior volume desde o primeiro trimestre daquele ano. A perspectiva da companhia é atingir 9 milhões de toneladas ao final do exercício. O volume chegou a 4 milhões no primeiro semestre.

Na Mineração Usiminas, as vendas de minério de ferro ficaram em 2,1 milhões de toneladas no segundo trimestre, contra 1,9 milhão registrado nos três primeiros meses do ano.

“Mesmo com todos os desafios, muitos deles ainda em curso, encerramos mais um trimestre com resultados muito positivos. Afora os problemas estruturais do País, enfrentamos ainda crise mundial sem precedentes com a pandemia e conseguimos manter nossos principais resultados em curva ascendente e com foco no atendimento dos nossos clientes do mercado interno”, completa.

Investimentos se mantêm em evolução

Diante da elevada demanda, os investimentos seguem em expansão. O Capex no segundo trimestre totalizou R$ 335 milhões, 40,5% superior ao registrado nos três primeiros meses do ano. Os recursos foram destinados, principalmente, para manutenção, segurança e meio ambiente.

Segundo o presidente da companhia, Sergio Leite, os aportes projetados para 2021 somam R$ 1,5 bilhão. Deste total, R$ 600 milhões já foram aportados na primeira metade do exercício. O restante (R$ 900 milhões) será aplicado nos próximos meses em diferentes frentes e projetos, incluindo a reforma do Alto-Forno 3 da Usina de Ipatinga, no Vale do Aço, e a conclusão do projeto de empilhamento a seco na Mineração Usiminas.

Conforme já publicado, deste total, R$ 600 milhões serão aplicados nos preparativos para a reforma do alto-forno, que estava prevista para meados de 2022, mas em função de uma série de quesitos foi adiada para abril de 2023. O projeto todo está orçado em R$ 2,1 bilhões e neste ano serão adquiridos equipamentos e insumos para a parada efetiva que levará 110 dias.

Já sobre o projeto de empilhamento a seco na Mineração Usiminas, Leite diz que teve um pequeno atraso, mas que já está quase no fim e estará em operação plena no quarto trimestre.

Por fim, questionado sobre a possível instalação de uma nova linha de galvanização na usina de Ipatinga, diante da forte demanda local e sua confortável situação de caixa, conforme afirmou o vice-presidente financeiro da companhia, Alberto Ono, Leite confirma que o assunto voltou a ser estudado com mais intensidade pela siderúrgica e que as três linhas estão realmente operando à plena carga. Porém, ele diz que há uma probabilidade maior de que seja implantada em Cubatão (SP).

“Estamos desde o início do ano trabalhando no planejamento estratégico de longo prazo, no sentido de preparar a empresa para os próximos dez anos e isso inclui uma nova linha de galvanização. Mas ainda estamos estudando. Depois que consolidarmos esta etapa, levaremos ao Conselho de Administração para posterior execução em uma das unidades”, conclui.

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!