Lucro líquido da Usiminas chega a R$ 1,2 bilhão no 1º trimestre

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Lucro líquido da Usiminas chega a R$ 1,2 bilhão no 1º trimestre
As vendas de aço da Usiminas avançaram 20% de janeiro a março, com um total de 1,25 milhão de toneladas | Crédito: REUTERS/Alexandre Mota

O lucro líquido da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) chegou a R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre, ante prejuízo de R$ 424 milhões no mesmo período do ano passado. O resultado foi impulsionado pela forte demanda de aço no País, que levou ao aumento dos preços. Em relação ao último trimestre de 2020, quando o lucro havia sido de R$ 1,913 bilhão, houve queda de 37%.

O volume de vendas de aço da Usiminas aumentou 20% sobre o mesmo período do ano passado, para 1,25 milhão de toneladas, o maior volume registrado desde o segundo trimestre de 2015. Já a comercialização de minério de ferro caiu 12% na mesma base de comparação, para 1,94 milhão de toneladas. Com isso, a receita líquida aumentou 86%, para R$ 7,1 bilhões, recorde trimestral.

Dessa maneira, o Ebitda (lucro líquido antes do Imposto de Renda, contribuição social, despesas financeiras líquidas, despesas de depreciação e amortização) Ajustado Consolidado da produtora de aços planos nos primeiros três meses deste ano foi de R$ 2,4 bilhões, o maior dos anos 2000. Já a Margem Ebitda Ajustado no primeiro trimestre de 2021 ficou em 34,2%.

O presidente da Usiminas, Sergio Leite, destacou que mesmo com o cenário ainda bastante desafiador, com todos os impactos sociais e econômicos da pandemia de Covid-19 que ainda persistem, a empresa conseguiu manter os resultados numa curva ascendente. “Encerramos o primeiro trimestre com a produção em alta e vários recordes em diferentes áreas de negócio. Aumentamos nossa produção de aço bruto em Ipatinga e de laminados tanto na Usina de Ipatinga quanto na de Cubatão, reflexo dos nossos esforços para o atendimento da demanda interna“, citou.

Tamanho o aquecimento do mercado doméstico que, segundo Leite, a participação das vendas nacionais da Usiminas aumentou neste primeiro trimestre. Tradicionalmente, a siderúrgica destina cerca de 80% da produção para o mercado nacional e 20% para o exterior. Nos últimos três meses o volume de vendas se dividiu entre 93% para o mercado brasileiro e 7% para o internacional.

A economia brasileira está indo bem e o consumo de aço está crescendo significativamente. O aquecimento do mercado interno a partir do segundo semestre do ano passado está sendo mantido e essa fatia que sempre foi prioridade para a Usiminas, neste período de forte retomada, segue sendo ainda mais”, ressaltou.

E, embora não faça projeções, por liderar uma empresa de capital aberto, o presidente disse que as expectativas para o restante do exercício são positivas, dada a própria previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro superior a 3%. “Crescimento econômico e consumo de aço andam juntos e a estimativa do Instituto Aço Brasil também caminha neste sentido, prevendo aumento do consumo de aço em 6%, mas como no primeiro trimestre o avanço foi bem superior, é possível que esse número seja revisto”, revelou.

Investimentos

No que diz respeito aos investimentos, a companhia encerrou o primeiro trimestre com um Capex de R$ 239 milhões (R$ 245 milhões no 4T20), aplicados, principalmente, em ações de manutenção, saúde, segurança e meio ambiente.

Vale dizer que no início do ano a Usiminas anunciou uma nova previsão de investimentos para 2021, com recursos da ordem de R$ 1,5 bilhão, que devem ser destinados para iniciativas como a reforma do alto-forno 3 da Usina de Ipatinga, no Vale do Aço, e para a conclusão do projeto de empilhamento a seco na Mineração Usiminas.

“Do total, R$ 600 milhões serão aplicados nos preparativos para a reforma do alto-forno, que está prevista para meados de 2022. O projeto todo está orçado em R$ 1,8 bilhão e neste ano serão adquiridos equipamentos e insumos para a parada efetiva que levará 110 dias”, disse o executivo em fevereiro.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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