Metade dos compradores quer gastar até R$ 350 mil com imóvel em BH, mas preço médio chega a R$ 612 mil

Diferença entre valores esperados por compradores e vendedores amplia espaço para negociação no mercado imobiliário da Capital
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Metade dos compradores quer gastar até R$ 350 mil com imóvel em BH, mas preço médio chega a R$ 612 mil
Belo Horizonte | Foto: Reprodução/ Adobe Stock

Metade dos moradores de Belo Horizonte que planejam comprar um imóvel nos próximos 12 meses pretende desembolsar até R$ 350 mil na aquisição. No entanto, apenas 32% dos proprietários da capital mineira esperam receber até esse valor, enquanto 45% pretendem vender o imóvel por preços entre R$ 351 mil e R$ 800 mil. Os dados são de uma pesquisa realizada pela Loft em parceria com a Offerwise, entre 1º e 30 de julho, com 1.400 entrevistados e amostra representativa da população adulta de Belo Horizonte.

Segundo a empresa, o descompasso entre as expectativas de preço pode ampliar o espaço para negociação no mercado imobiliário da capital, onde o valor médio das transações chegou a R$ 612 mil, conforme os dados mais recentes do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Ao todo, 83% dos vendedores afirmaram estar dispostos a conceder algum desconto para fechar negócio. Entre eles, 70% aceitariam reduzir em até R$ 50 mil o preço inicialmente pedido pelo imóvel.

“Ainda que haja boa vontade para fechar um acordo imobiliário, essa disparidade entre o que se espera receber e o que se espera pagar pode levar a um tempo maior de negociação entre as partes, tornando o processo mais demorado. No Brasil, o tempo médio para a venda de um imóvel é de 16 meses”, afirma o gerente de dados da Loft, Fábio Takahashi.

A pesquisa mostra ainda que 15% dos proprietários esperam receber entre R$ 801 mil e R$ 2 milhões pelo imóvel, enquanto 3% projetam valores acima de R$ 2 milhões.

O preço médio de R$ 612 mil registrado nas transações de Belo Horizonte, portanto, está acima do limite de R$ 350 mil estabelecido por metade dos potenciais compradores, mas dentro da faixa de R$ 351 mil a R$ 800 mil pretendida pela maior parcela dos vendedores.

Financiamento

O financiamento bancário é a principal alternativa apontada pelos moradores que pretendem comprar um imóvel. Segundo o levantamento, 58% dos entrevistados afirmam que devem recorrer ao crédito para viabilizar a aquisição. Desse grupo, 31% pretendem utilizar programas governamentais, como o Minha Casa, Minha Vida.

Entre os potenciais compradores que estabelecem um teto de R$ 350 mil, predominam pessoas de 45 a 54 anos e integrantes das classes C e D/E. Já entre os consumidores das classes A e B, a principal faixa de valor pretendida para a aquisição de um imóvel vai de R$ 351 mil a R$ 800 mil, justamente o intervalo de preço esperado pela maior parcela dos vendedores.

Sobre o autor

Ana Luisa Sales

Repórter do Diário do Comércio desde 2025, graduada em jornalismo pela UFMG e especialista em ESG e sustentabilidade corporativa pela FGV.

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