O governo de Minas Gerais atraiu R$ 24,2 bilhões de investimentos privados no primeiro ano do governador Romeu Zema (Novo) à frente da administração do Estado. O montante praticamente se iguala às cifras conquistadas pela gestão de Fernando Pimentel (PT), cujos aportes chegaram a R$ 28,2 bilhões considerando o período dos últimos quatro anos. A meta, segundo o próprio governador, é alcançar R$ 150 bilhões e gerar 600 mil empregos diretos até 2022.

“Minas Gerais tem recebido investimentos em todos os ramos: autopeças, café, etanol, mineração, energia, celulose solúvel e outros. E ainda há outras empresas interessadas a investir no Estado, por isso tenho dedicado grande parte do meu tempo a receber estes empresários, mostrando que aqui eles vão ser bem recebidos”, declarou Zema, destacando que, assim, conseguirá resolver boa parte do desemprego que é um dos grandes problemas hoje em Minas.

“É desta maneira, informando o que está acontecendo e o que estamos fazendo, que vamos fazer um Estado melhor para todos”, garantiu.

De acordo com balanço da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), o montante atraído é resultado das ações da Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi), que elaborou estratégias para a retomada da confiança do mercado no governo de Minas, conforme solicitado pelo governador.

No caso da Sede, o trabalho foi feito em um formato macro, com uma estratégia de segmentar ações por setores, fortalecendo as cadeias produtivas. Por parte do Indi, as ações foram formuladas com foco na execução de políticas públicas que contribuíssem para a atração de investimentos para o Estado.

Os R$ 24 bilhões correspondem aos novos projetos e ações de expansão de empreendimentos já instalados em Minas, nos mais diversos setores da economia, com destaque para mineração e energia. Ao todo, 44 protocolos foram assinados até o momento, incluindo também os setores de siderurgia, bebidas e fumos, sucroenergético, automotivo e autopeças, metalurgia, lácteos e café, comércio, aeronáutico, fármacos, alimentos, embalagens, software e tecnologia da informação, móveis e artefatos de madeira, elétrico e eletrônicos.

Negociação – Além do montante já atraído para o Estado por meio de projetos de investimento das empresas atendidas neste ano pelo Indi, outros projetos estão em fase de tramitação e negociação. A expectativa é que para o ano que vem a Sede, por meio do Indi, alcance ainda mais os objetivos do programa Vem Pra Minas, de promover investimentos nacionais e internacionais, simplificando e acelerando os processos envolvidos na atração desses investimentos.

Entre os investimentos de maior relevância conquistados nos últimos meses, há, por exemplo, o de mais uma fábrica da Laticínios Porto Alegre, recém-inaugurada no município de Antônio Carlos, no Campo das Vertentes.

Outro exemplo foi a chegada em Minas Gerais da primeira unidade fabril no Hemisfério Sul da Boston Scientific, empresa norte-americana de soluções médicas. A instalação da fábrica, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), criou 600 empregos no Estado e teve investimentos próprios de US$ 32 milhões.

Além disso, grandes empresas como a Fiat Chrysler Automobiles (FCA), a Ambev e a Azul Linhas Aéreas ampliaram os investimentos no Estado. A Fiat anunciou R$ 500 milhões para uma fábrica de motores a ser instalada em Betim, na RMBH; e a Ambev R$ 700 milhões em uma unidade de latas em Sete Lagoas (região Central).