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Montadoras anunciam paralisação no País

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Crédito: Alisson J. Silva/ Arquivo DC
Crédito: Alisson J. Silva/ Arquivo DC

São Paulo – Fiat Chrysler (FCA), Renault e Toyota engrossaram, na sexta-feira (20), anúncios de paralisação de produção de montadoras de veículos no Brasil a partir da próxima semana, sinalizando forte queda no PIB do segundo trimestre, uma vez que a indústria automotiva é responsável por cerca de 20% do produto industrial do País.

Mais cedo, nesta semana, General Motors e Mercedes-Benz também haviam anunciado paradas, concedendo férias coletivas a milhares de funcionários. Volkswagen e Volvo fizeram o mesmo com suas unidades industriais no Paraná.

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A indústria automotiva é responsável por 3% do PIB geral do País e por 18% do PIB industrial. O setor já iniciou contatos com o governo, reforçando o coro de outros segmentos da economia, por medidas que aliviem o impacto causado pela forte queda na demanda provocada pelo pânico em torno do coronavírus.

Na sexta-feira, o presidente da General Motors na América do Sul, Carlos Zarlenga, disse, em teleconferência com membros do governo federal, que incluiu o presidente Jair Bolsonaro e transmitida ao vivo pela TV pública, que a indústria de veículos “será uma das mais impactadas pela crise”. Ele foi um entre vários empresários apresentando a situação para o governo.

Defendendo medidas que ajudem a reduzir o impacto do coronavírus no setor, como garantia de liquidez e redução de custos trabalhistas, Zarlenga afirmou que “Vamos precisar de muita flexibilidade laboral. A ideia é segurar o emprego o máximo possível”.

O setor, que emprega cerca de 126 mil trabalhadores no Brasil, tem hoje estoque para 40 dias de vendas, mas com a interdição de uma série de estabelecimentos comerciais, incluindo concessionárias de veículos em várias regiões do País, este inventário passará a representar custo financeiro para o setor, informou a associação de montadoras Anfavea.

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A associação começou o ano com expectativa de crescimento do PIB de 2,5% em 2020 e com previsão de alta na produção de veículos de 7,3%, “mas agora elas (estimativas) ficarão como documento histórico”, comentou um porta-voz da entidade.

Segundo a Anfavea, até meados desta semana as vendas de veículos novos neste ano estavam subindo em linha com a expectativa de alta de 9,4% em 2020, com licenciamentos de 542.120 unidades. Mas Zarlenga afirmou que as vendas agora “estão caindo de forma repentina. Estamos operando quase 50% menos vendas em todos os estados”.

Prevendo a futura queda na demanda por aço, a Usiminas, uma das maiores fornecedoras da liga para o setor automotivo nacional, afirmou, na sexta-feira, que espera queda de vendas “nos próximos meses”.

A Usiminas, porém, disse que não tem como precisar o tamanho da retração ou o impacto da pandemia sobre seus negócios. As ações da companhia fecharam a sexta-feira em baixa de 4%, valendo R$ 4,32.

Paradas – A Fiat Chrysler afirmou que começa a parar em 24 de março, com paralisação total a partir de três dias depois. A empresa, que tem cerca de 10 mil funcionários no Brasil divididos em três fábricas (Betim-MG, Goiana-PE e Campo Largo-PR), espera retomar a produção em 21 de abril.

Já a Renault vai suspender atividade no complexo industrial de São José dos Pinhais (PR), que abriga quatro fábricas, de 25 de março a 14 de abril, deixando cerca de 7.500 funcionários em férias coletivas. A Toyota, que emprega 6 mil trabalhadores no País, concentrados em São Paulo, para suas quatro fábricas em 24 de março e prevê reiniciar a produção em 6 de abril.

Também na lista de anúncios de paralisações, a Volkswagen Ônibus e Caminhões, que emprega cerca de 4.500 funcionários em um complexo industrial em Resende (RJ), vai interromper atividade entre 30 de março e 20 de abril.

E já de olho na futura queda na demanda dos clientes, a fabricante de pneus Pirelli decidiu suspender por tempo indeterminado a produção na América do Sul, paralisando fábrica na Argentina desde sexta-feira e outras três no Brasil a partir de segunda-feira. A companhia emprega na região cerca de 8 mil pessoas, que entrarão em férias coletivas.

A analista Stephanie Brinley, da empresa de pesquisa de mercado His Markit, afirmou esperar que a produção de veículos na América do Sul caia em cerca de 98 mil unidades entre março e abril. “Tenho certeza que, até segunda-feira, esse número será revisado”, disse ela. “É uma situação muito volátil”. (Reuters)

Governo monitora situação do setor elétrico durante pandemia

São Paulo – O governo tem conversado com empresas de energia elétrica e acompanhado a situação do setor em meio a um cenário de forte redução no consumo de eletricidade esperado no Brasil, devido à pandemia global de coronavírus, disseram, na sexta-feira (20), o Ministério de Minas e Energia e representantes da indústria.

Para evitar a disseminação da doença, governos estaduais e prefeituras têm adotado medidas de restrição ao funcionamento de empresas, enquanto muitas companhias têm colocado funcionários sob regime de trabalho remoto ou mesmo férias coletivas.

Um estudo da consultoria especializada Thymos Energia divulgado na sexta-feira apontou que o consumo de eletricidade no Brasil pode cair 1,6% frente a 2019 em uma visão mais otimista, com retração de 4% em simulação “moderada” e recuo de até 14% em um cenário “catastrófico”.

“O governo tem acompanhado a situação pari passu, para que possa tomar as medidas necessárias e possíveis frente a cada desafio que se apresentar”, disse o Ministério de Minas e Energia, após questionamento da Reuters.

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia (Abradee), que reúne 41 concessionárias, mantém conversas diárias com o ministério e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre possíveis impactos da epidemia, disse o chefe da entidade, Marco Madureira.

Revisão de regras – Ele afirmou que, além das preocupações com a queda no consumo, as empresas querem que sejam revistas temporariamente regras que estabelecem diversas obrigações para as distribuidoras, uma vez que muitas não poderão ser cumpridas devido a riscos trazidos pelo vírus.

Madureira ainda citou como exemplos a obrigação de atendimento a clientes em agências presenciais e normas para leituras de medidores, manutenção e atendimento telefônico em call centers.

“Para tudo isso, estamos precisando adequar procedimentos para preservar a saúde de nosso pessoal e da população. São pontos vitais para a gente. Algumas regras precisam ser mudadas”, afirmou. “Estamos em uma situação diferente”, defendeu. (Reuters)

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