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Vendas líquidas da MRV somaram R$ 1,97 bilhão no terceiro trimestre, atingindo 12.183 unidades | Crédito: Leo Drumond / NITRO
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Apesar de a MRV Engenharia Participações S/A ter apresentado a maior geração de caixa da história da empresa no terceiro trimestre deste ano, chegando a R$ 306 milhões, e de também ter registrado recorde histórico de vendas líquidas, o lucro líquido da companhia no acumulado do ano ainda é negativo.

De acordo com balanço divulgado ontem, de janeiro a setembro deste ano, em comparação ao mesmo período de 2019, o recuo do lucro líquido da companhia foi de 26,4%. Enquanto nos primeiros nove meses de 2020, o lucro líquido foi de R$ 397 milhões, em igual período de 2019 atingiram R$ 539 milhões.

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Nesse sentido, a variação também é negativa quando se observa o terceiro trimestre deste ano em relação à mesma época do ano passado. O recuo foi de 1,6% nessa base de comparação, uma vez que no terceiro trimestre deste ano o lucro líquido da companhia foi de R$ 158 milhões, frente a R$ 160 milhões em igual período de 2019. Houve avanço, porém, de 26,6% no terceiro trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior, que registrou R$ 124 milhões.

Em contrapartida, as vendas líquidas vêm em uma crescente e bateram o recorde pelo terceiro trimestre seguido. No terceiro trimestre, elas somaram, ao todo, R$ 1,97 bilhão e 12.183 unidades. O número representa um aumento de 41,1% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado (R$ 1,395 bilhão) e de 8,3% em relação ao segundo trimestre deste ano (R$ 1,816 bilhão).

De acordo com o diretor executivo de Finanças e relações com investidores da MRV, Ricardo Paixão, as quedas verificadas nos números da empresa, como a do lucro líquido, guardam relação com uma diminuição da produção no primeiro semestre deste ano, por conta da pandemia da Covid-19. “Quando produz menos, tem menos receita”, salienta ele.

Nesse cenário, o Ebitda da empresa teve um aumento de 9% no terceiro trimestre deste ano (R$ 253 milhões) em relação ao segundo trimestre de 2020 (R$ 232 milhões) e de 1,9% em relação ao segundo trimestre do ano passado (R$ 248 milhões). Em contrapartida, apresentou uma retração de 11,4% de janeiro a setembro de 2020 na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram R$ 779 milhões, frente a R$ 690 milhões.

No entanto, apesar de algumas quedas, o diretor ressalta que o terceiro trimestre deste ano contou com resultados robustos. Além da geração de caixa e do recorde de vendas líquidas, a MRV também apresentou a maior receita operacional líquida da história, chegando a R$ 1,760 bilhão no terceiro trimestre deste ano. O número representa um avanço de 7,4% em comparação ao segundo trimestre de 2020 (R$ 1,639 bilhão) e de 12,2% em relação a igual período do ano passado (R$ 1,569 bilhão). Já de janeiro a setembro, o incremento foi de 5,7% (R$ 4,898 bilhões frente a R$ 4,636 bilhões).

Em relação aos lançamentos do terceiro trimestre, a MRV alcançou R$ 1,87 bilhão, o que equivale a 11.106 unidades. O número mostra um crescimento de 98,9% na comparação com o trimestre anterior (R$ 942 milhões) e de 15% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 1,630 bilhão). Segundo a companhia, o resultado também está relacionado à “crescente regularização do funcionamento de prefeituras e cartórios em todo o País”.

Paixão destacou que a empresa vem investindo na diversificação do seu portfólio e conta com uma dependência cada vez menor do programa Casa Verde e Amarela, antigo Minha casa, minha vida, e tem apresentado uma entrada importante em outros segmentos. Um exemplo é a linha Premium, com funding do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

Desafios – Segundo o diretor da MRV, o cenário atual tem se mostrado positivo, tendo em vista ainda o fato de que a casa própria ganhou uma importância maior diante do período de pandemia. Entretanto, afirma, há desafios pela frente.

“O desafio agora que nós estamos observando é como vai ficar a taxa de desemprego, que está muito alta. Além disso, o coronavoucher está prestes a acabar. Não sabemos o impacto que isso terá na renda dos consumidores. É importante a retomada da economia”, salienta.

Vendas de imóveis avançam 11,21% na Capital

O menor retorno com a renda fixa, a redução das taxas de financiamento imobiliário e o efeito da pandemia de Covid-19, que fez as pessoas repensarem a relação com a casa, têm fomentado um movimento positivo no mercado imobiliário. No terceiro trimestre deste ano, a comercialização de imóveis em Belo Horizonte teve alta de 11,21% na comparação ao mesmo período do ano passado: foram vendidas 5.752 unidades neste ano. Os dados são do Instituto Data Secovi, da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG).

A pesquisa revela que esse foi o melhor período desde o quarto trimestre de 2015, quando foram comercializadas 5.466 unidades. Em setembro deste ano, o aumento foi de 12,44% em relação ao mesmo mês no ano passado, com 1.997 unidades vendidas.

Os bons resultados do setor também são comprovados pelo aumento no número de financiamentos imobiliários, que atingiram novo recorde em setembro deste ano desde o início da série histórica, em 1994. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o valor do crédito imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) chegou a R$ 12,91 bilhões, uma alta de 70,1% em relação ao mesmo mês do ano passado.

“Atualmente, temos algumas instituições financeiras que estão praticando taxa de juros para financiamento de imóveis de 4% ao ano mais poupança, chegando a 5,39% ao ano. É muito vantajoso para quem quer adquirir o imóvel financiado nesse momento; a título de comparação, em 2016, a taxa média era de 15,6% ao ano”, analisa o diretor da CMI/Secovi-MG e responsável pelo Data Secovi, Leonardo Matos.

Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a evolução do número de empregados na construção civil é a maior em oito anos. Matos explica que já há carência de mão de obra no segmento e houve aumento no custo dos insumos para a construção, indicadores importantes para onerar o valor dos imóveis. “Aliado a tudo isso está a alta procura, o que, sem dúvida, vai pressionar os preços para cima. Por isso, afirmo que esse é o melhor momento para a aquisição de imóveis.” 

Rentabilidade – Levantamento do Instituto Data Secovi também comparou a rentabilidade do investimento em imóveis e a aplicação em renda fixa atrelada a 100% CDI (Certificado de Depósito Interbancário), de 2004 a setembro de 2020, e constatou que a valorização do bem imóvel é superior à aplicação financeira. Segundo dados do instituto, a valorização de um apartamento neste período é 6,4% superior em relação ao CDI.

O comparativo foi realizado com base no valor médio de apartamentos comercializados em Belo Horizonte — tipo imobiliário que representa 70% das vendas na capital — versus a aplicação de 100% desse valor em renda fixa.

Segundo Leonardo Matos, investir em imóvel pode trazer, ainda, outras rentabilidades, como a locação. “Ao considerarmos somente a valorização do bem imóvel, já temos uma rentabilidade maior que o CDI. Porém, ao adquiri-lo, o investidor também pode usufruir dele, seja para moradia própria ou para locação. A rentabilidade do aluguel residencial gira em torno de 5% ao ano”, explica.

A comparação também foi realizada com outros tipos imobiliários — lote, sala/andar corrido, casa/barracão, galpão, loja e flat/apart hotel — e apenas o segmento de flat/apart hotel não apresentou maior rentabilidade que o CDI.

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