MRV bate recorde de vendas líquidas no 1º trimestre: R$ 1,673 bilhão

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MRV bate recorde de vendas líquidas no 1º trimestre: R$ 1,673 bilhão
Crédito: Divulgação/MRV

A construtora e incorporadora MRV Engenharia e Participações S/A, sediada em Belo Horizonte, iniciou 2020 com recorde histórico nas vendas. Nos primeiros três meses deste ano, a companhia alcançou vendas líquidas de R$ 1,673 bilhão, totalizando 10.493 unidades comercializadas. Apesar dos números expressivos, os lançamentos caíram, chegando a R$ 1,083 bilhão e 6.719 novos apartamentos entre janeiro e março deste exercício.

As informações constam da prévia operacional divulgada pela construtora e conforme o diretor Executivo de Finanças e Relações com Investidores da empresa, Ricardo Paixão, refletem, mais uma vez, a estratégia de atuação da empresa. Segundo ele, os incrementos das vendas, em valores, de 27,9% sobre o mesmo trimestre do ano passado e de 21,1% frente aos últimos três meses de 2019, são fruto também da quantidade e qualidade dos lançamentos realizados no fim do ano anterior.

Por isso, conforme o diretor, também a queda nos lançamentos. “No fim do ano passado fizemos uma série de lançamentos que nos permitiram adiar algumas ações até então previstas para o começo deste exercício. E quando analisamos os números dos primeiros meses de 2020 observamos que estão em patamares semelhantes ao início dos anos anteriores”, explicou.

Conforme o balanço, houve queda de 54,3% no VGV dos lançamentos sobre o intervalo de outubro a dezembro de 2019, quando as unidades somaram R$ 2,37 bilhões, e de 1% frente aos R$ 1,094 bilhão dos três primeiros meses do ano passado. Em unidades, as 6.719 criadas entre janeiro e março de 2020 foram 52% inferior às 14.007 dos três últimos meses de 2019 e 1,8% que as 6.846 da mesma época um exercício antes.

“O que tivemos, na verdade, foi uma estratégia de lançamentos mais pontual e cirúrgica, em praças mais demandantes”, justificou, citando que além dos lançamentos do último trimestre do ano anterior, também pesou na decisão da construtora o início da adoção de medidas de distanciamento social em várias cidades brasileiras, conforme recomendação das autoridades médicas mundiais, em vistas de combater a disseminação do novo coronavírus (Covid-19) pelo País.

Coronavírus – Sobre a pandemia, Paixão destacou que a estrutura tecnológica mais avançada do setor e a transformação digital da companhia possibilitaram mitigar os efeitos negativos do isolamento social no desempenho das vendas. Conforme ele, não fosse a plataforma digital de vendas da MRV, o recorde de vendas não teria sido alcançado.

A ferramenta permite, por exemplo, que o cliente faça a simulação com o banco financiador, negocie as parcelas e entrada, análise de crédito, além de assinar o contrato com a companhia, tudo virtualmente, utilizando um certificado digital, que permite que a compra de um imóvel seja feita sem sair de casa. “Mais de mil contratos foram assinados de maneira eletrônica apenas em março. Um sistema que implantamos em janeiro e que vem ganhando adeptos a cada mês”, completou.

Segundo o diretor, em função da pandemia, a construtora teve que suspender obras em algumas regiões do País. O pico chegou a 30% dos canteiros paralisados e agora há cerca de 15% das obras suspensas. Isso foi observado em estados como Santa Catarina, Goiás, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Em algumas praças o ritmo já voltou à normalidade.

E, diante da nova realidade vivida pelos brasileiros, a MRV tem optado por realizar feirões virtuais, com lançamentos específicos para venda digital, oferecendo produtos com condições e preços especiais. Mas, segundo Paixão, já são observadas consequências negativas na efetivação dos contratos.

“A procura pelos imóveis está mais forte. Mas como se trata de um momento de incerteza, o cliente está demorando mais a tomar a decisão final e está mais receoso de efetivar a compra. Com isso, a taxa de conversão está menor”, admitiu.

Por fim, o diretor elogiou as medidas de estímulo ao setor propostas pela Caixa Econômica Federal, como forma de mitigar os impactos do Covid-19. De acordo com ele, as ações estão sendo fundamentais para a manutenção dos negócios do setor imobiliário em todo o País.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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