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Municípios da RMBH articulam flexibilização

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Prefeito de Belo Horizonte, Betim, Nova Lima e Contagem se reuniram ontem para articular os próximos passos em relação ao Covid-19 | Crédito: Mara Bianchetti

Algumas das principais cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), como a própria Capital, Betim, Contagem e Nova Lima, adotarão medidas de flexibilização do distanciamento social de acordo com as respectivas peculiaridades, porém, de maneira conjunta.

O objetivo é amenizar os impactos da crise econômica imposta pelo novo coronavírus (Covid-19) e, ao mesmo tempo, evitar a propagação do vírus no Estado.

Logo após o primeiro encontro para discutir o tema, ontem, os chefes dos Executivos municipais detalharam a situação de cada cidade e citaram a elaboração de análises semanais para continuidade ou não das medidas.

A começar pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD), que anunciou a criação de um grupo técnico na Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) chamado de “pós-pandemia”, com a participação de secretários municipais das áreas de Saúde, Planejamento, Desenvolvimento Econômico e Fazenda, que vai iniciar, na próxima semana, as discussões da abertura das atividades de comércio e serviços na cidade.

Porém, ele voltou a afirmar que só vai afrouxar a quarentena na cidade após os técnicos da Secretaria de Saúde concluírem que a decisão não vai aumentar o número de contaminados e mortos na capital mineira.

“Belo Horizonte, apesar de ser a terceira capital do Brasil, é a única que estão querendo forçar a abrir o comércio de forma precipitada. Parece que o ‘sucesso’ da antecipação da pandemia obriga a cidade a ser a primeira a ser pressionada a abrir o comércio antes da hora”, reclamou.

Isolamento intermitente – Segundo o secretário municipal de Planejamento, André Reis, a perspectiva da prefeitura é de que seja adotado um isolamento intermitente em Belo Horizonte. De acordo com ele, além do corpo do Executivo municipal, o grupo já está em contato com diversas entidades de classe da cidade para a tomada de decisões.

“A pré-condição para a reabertura da cidade será o termômetro epidemiológico da doença. É ele que vai determinar quando e como abrir, e se for necessário, recuar. É isso que esse grupo vai discutir. O que vai determinar o relaxamento das medidas é a evolução dos casos de Covid-19 na Capital”, afirmou. Os últimos dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) dão conta de 548 infectados e 11 mortes em Belo Horizonte.

A criação do grupo técnico pós-pandemia da prefeitura deverá ser publicada no Diário Oficial do Município (DOM) de hoje. “Esse grupo técnico será coordenado pela Secretaria de Saúde, que, em conjunto com o mercado, vai construir uma saída dessa quarentena, mas não temos nenhuma data prevista ainda”, ponderou.

Vitor Penido (DEM), prefeito de Nova Lima e presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de BH (Granbel), por sua vez, destacou que a expectativa é de que todas as cidades da Grande Belo Horizonte possam trocar informações e chegar a um consenso sobre o melhor caminho a ser seguido na flexibilização das medidas de distanciamento social. Para isso, além dos municípios que já se reuniram, outro grupo deve se encontrar no começo de maio para discutir o assunto.

“Gradativamente, vamos analisando as cidades e os setores que têm condições de abrir. Nova Lima, por exemplo, é praticamente um bairro de Belo Horizonte. O coronavírus é um problema que não se resolve nos próximos 12 meses e precisamos discutir e reabrir gradativamente e com muita responsabilidade”, disse. De acordo com o boletim da SES-MG, a cidade soma 53 casos confirmados e nenhum óbito.

Betim recua e vai reduzir relaxamento no comércio

A Prefeitura de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), que reabriu grande parte do comércio na semana passada, vai publicar novo decreto com algumas mudanças nas regras de funcionamento das atividades, tornando-se, então, a primeira cidade mineira a recuar nas medidas de flexibilização do distanciamento social em combate ao novo coronavírus (Covid-19).

Ao todo, conforme a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), a cidade tem 12 casos confirmados, mas nenhum óbito.

De acordo com o prefeito Vittorio Medioli, o município deve determinar novamente o fechamento de bares, restringir o funcionamento de restaurantes, proibir o consumo de bebida alcoólica em espaços públicos, bem como exigir planos de funcionamento por parte dos estabelecimentos comerciais.

“Nós estamos fechando os bares, e os restaurantes serão limitados até as 15 horas. Não haverá funcionamento noturno, e deveremos proibir o consumo de bebidas alcoólicas em lugares públicos. Neste primeiro fim de semana de fiscalização, notamos que, durante a noite, há um relaxamento muito difícil de controlar”, justificou Medioli.

Além disso, conforme o prefeito, restaurantes e igrejas terão que apresentar um plano de funcionamento dos estabelecimentos. “Estes precisarão cumprir não apenas as normas genéricas, mas as específicas para seus segmentos”, completou sem dar mais detalhes.

Medioli afirmou que, para tomar as decisões sobre a volta das atividades, é preciso analisar as condições de cada município. Ele defendeu equilíbrio na adoção das medidas, ressaltando que grande parte da arrecadação do Estado depende de Betim, que abriga, por exemplo, a Refinaria Gabriel Passos (Regap) e a Fiat Chrysler Automóveis (FCA).

“O prejuízo econômico poderá desestruturar ainda mais a economia e gerar um desemprego em números inadmissíveis. Precisamos contemplar os vários lados e aspirações da sociedade. O coronavírus vai durar dois ou três anos e não há como o mundo parar por causa dele. Precisamos aprender a conviver. Não é escancarar o comércio, mas tomar as medidas necessárias e reabrir”, avaliou.

Por fim, o prefeito de Contagem, Alex de Freitas (sem partido), admitiu cortes de quase R$ 200 milhões em investimentos por parte do Executivo nas mais diversas áreas. “Tudo em prol de preservar vidas”, citou.

Ele destacou a importância da união dos municípios nas decisões quanto ao distanciamento social e à retomada das atividades econômicas a partir de análises de especialistas e lembrou que não pode haver competição entre as cidades. “Com as equipes técnicas trabalhando em conjunto, acertaremos mais ou erraremos juntos.

Existe uma pressão muito forte de setores produtivos, mas vamos fazer tudo com cautela”, finalizou. Contagem tem 46 casos confirmados de Covid-19 e duas mortes pela doença.

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