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Minas Gerais, ao longo do primeiro trimestre, registrou 21 operações de fusões e aquisições no território estadual e nacional, o que representou uma queda de 19% frente às 26 operações fechadas em igual intervalo de 2018.

O resultado mineiro ficou aquém do observado no Brasil, que apresentou alta de 7%. O cenário econômico de crise estadual pode ser um dos fatores que contribuíram para a queda nas operações realizadas por empresas instaladas no Estado. A Pesquisa de Fusões e Aquisições no Brasil é feita pela KPMG.

No Estado, foram registradas 15 operações de vendas de empresas mineiras no primeiro trimestre de 2019. O número estadual ficou 16,6% menor quando comparado com o resultado dos três primeiros meses de 2018, quando foram identificadas 18 transações. Estas operações, chamadas targets, envolvem empresas de qualquer parte do mundo comprando empresas em Minas.

Já as empresas que fizeram aquisições (empresas mineiras que compram em qualquer lugar do mundo) somaram 8 operações no primeiro trimestre deste ano, frente a 15 realizadas em igual intervalo do ano anterior, retração de 46%.

Nestas duas operações citadas acima, ocorreram duplicidades, quando empresas de Minas adquirem empresas localizadas no Estado. Em 2018 foram 7 operações e em 2019 somente 2 transações, queda de 71%.

“Ajustando os números e tirando a duplicidade, temos um total de 26 transações envolvendo empresas em Minas Gerias ao longo do primeiro trimestre de 2018 e 21 no mesmo período de 2019, queda de 19%. É importante ressaltar que houve uma retração significativa nas aquisições de empresas mineiras pelos próprios mineiros. A crise que envolve o Estado pode ser uma das justificativas para a retração. A retração também sinaliza que as empresas estão mais cautelosas na hora de fazer negócios. Talvez, tenha ocorrido um aumento da percepção de risco”, explicou o sócio-líder da área de Fusões e Aquisições da KPMG, Luis Motta.

A pesquisa feita pela KPMG também identificou nas transações mineiras de 2019, uma ampla variedade de negócios fechados, com uma operação para cada um dos seguintes setores: química e petroquímica, serviços, equipamentos elétricos e eletrônicos, indústrias extrativas, instituições financeiras, alimentos, bebidas e tabaco, laboratórios de hospitais e análises clínicas, tecnologia da informação, empresas de internet, mineração, serviços portuários e aeroportuários, pontos de venda, centros comerciais, transportes e outros.

Motta explicou que os processos de fusões e aquisições demandam tempo, em média de 8 a 10 meses, para ser concluídos, por isso, os dados obtidos no primeiro trimestre de 2019 refletem um período próximo às eleições de 2018. O cenário de incertezas também pode ter influenciado o resultado mineiro.

Ainda segundo Motta, a expectativa, para os próximos meses, são mais positivas, principalmente caso a reforma da previdência seja aprovada.

Nacional – Ao contrário de Minas Gerais, na avaliação nacional, o número total de fusões e aquisições manteve tendência de crescimento no primeiro trimestre de 2019. No período, foram registradas 250 operações, contra 243 do trimestre anterior, variação positiva de 3% e 234 registradas no primeiro trimestre do ano anterior, alta de 7%.

Em todo o País, os setores com maior número de transações no primeiro trimestre de 2019 foram os seguintes: companhias de internet (53); tecnologia da informação (32); mídia e telecomunicações (13); companhias de energia (13); hospitais e clínicas de análises laboratoriais (12); e instituições financeiras (11).