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Crédito: Amira Hissa/PBH

Quase 100 dias do primeiro decreto que limitou o funcionamento dos estabelecimentos comerciais na capital mineira, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) seguirá sem avançar para a terceira fase do plano de flexibilização das medidas de distanciamento social em combate ao novo coronavírus (Covid-19).

A cidade e o Estado vivem o pior momento da pandemia, com recordes de casos, saturação de leitos e óbitos crescentes.

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Em coletiva de imprensa, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) destacou que o plano de ação criado pelo Comitê de Enfrentamento à Pandemia do Executivo Municipal é que permite a manutenção das atividades já liberadas, mesmo diante da proximidade do pico da curva. Mas voltou a dizer que nada o impede de fechar a cidade, caso seja necessário.

“Continuaremos como estamos. Não haverá fechamento nem abertura. Estamos seguindo uma regra correndo riscos, mas gostaria de dizer à população que isso não quer dizer que, na próxima semana, não fechemos a cidade inteira. Se as máscaras continuarem no queixo, os churrascos continuarem acontecendo, nós não teremos o menor problema em fechar”, informou.

Kalil também falou acerca dos comentários que a prefeitura tem recebido do governo do Estado no tratamento à pandemia. Nos últimos dias, membros do Executivo estadual endureceram as críticas ao protocolo adotado na capital mineira – fora do programa estadual Minas Consciente.

“Quando fechamos a cidade, sofremos duras críticas, inclusive do governo do Estado. Isso aconteceu no dia 18 de março. E, hoje, o governo de Minas autorizou a todas as cidades que aderiram àquele protocolo a abertura dos shoppings. Temos um protocolo, temos gente especializada, estamos seguindo uma regra correndo riscos. Protocolos não resolvem o problema, nem tendas. O que resolve são médicos, intensivistas, virologistas. Nós nos preparamos com gente e equipamento”, ressaltou.

Ocupação dobrou – Desde que os serviços não essenciais começaram a ser liberados, em 25 de maio, a taxa de ocupação dos leitos hospitalares praticamente dobrou. Conforme o boletim de monitoramento da PBH, a taxa de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), por exemplo, passou de 40% para 78% – permanecendo no nível vermelho.

Além disso, a demanda por leitos clínicos para pacientes com coronavírus também aumentou de 34% para 62% e está em nível de alerta – amarelo. Assim como a taxa de transmissão, que está em 1,13%.

“Estes números não permitiram que nós abríssemos mais a cidade. Não recuamos porque ainda temos uma folguinha. Aumentamos os leitos e agora temos 280 leitos de UTI. Podemos chegar a ter 341 em junho ou 970 leitos se for preciso. No caso de enfermaria, temos 726, podendo chegar a 1.677 e podendo abrir mais 518, mas abriremos conforme a necessidade, sempre com recursos humanos e equipamento, seguindo o planejamento de não ter Hospital de Campanha e utilizar os hospitais conveniados”, disse o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado na sexta-feira (19) pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES), Belo Horizonte registra 3.879 casos de coronavírus e 90 óbitos.

O prefeito anunciou que, além da Guarda Municipal e da Secretaria de Políticas Urbanas, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) também passará a fiscalizar o comércio e a população de Belo Horizonte para averiguar se as medidas determinadas pelo Comitê estão sendo cumpridas.

“Tivemos uma reunião exatamente para que a fiscalização seja endurecida. Conforme já está determinado por decreto, quem estiver funcionando fora das determinações poderá ter seus alvarás de funcionamento cassados”, alertou.

Medida deixa entidades do comércio apreensivas com futuro

Membros de entidades representantes do comércio da capital mineira acompanharam o anúncio da prefeitura e se mostraram bastante apreensivos quanto à situação de alguns segmentos do município. Tanto o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Marcelo de Souza e Silva, quanto o presidente do Sindicato de Lojistas de Belo Horizonte (Sindilojas-BH), Nadim Donato, pediram atenção especial ao setor de vestuário, que, conforme eles, tem sido um dos mais afetados pelo fechamento do comércio por exatos três meses.

“Alguns setores estão definhando, como o de vestuário. Belo Horizonte já foi o terceiro polo de moda do Brasil e agora está prestes a acabar. Precisamos achar uma solução. E, para isso, a prefeitura e o governo precisam dialogar. Todos juntos podemos somar esforços e encontrar soluções para resolver estes problemas”, reivindicou o presidente da CDL-BH.

Já Donato enfatizou que o setor de vestuário é o maior em número de lojas e empregabilidade do comércio da cidade e precisa urgentemente ser reaberto. “Os lojistas estão sofrendo há mais de 90 dias. Eles não têm caixa mais para pagar os empregados. Não têm condições de arcar com qualquer tipo de despesa, seja aluguel ou conta de luz”, argumentou.

Questionado sobre qual ajuda a PBH poderia dar a estes e outros empresários, o prefeito Alexandre Kalil disse que financeira, nenhuma. “Há uma ajuda considerável vinda do governo federal em termos de empregos e crédito e que sabemos que será estendida. A Prefeitura de Belo Horizonte não passa de uma prefeitura. O que podemos fazer é discutir com as associações e sindicatos maneiras para adequar a cidade ao ‘novo normal’”, informou. Ele disse que ainda não é possível dizer como e que as pastas de Planejamento e Fazenda é que discutirão isso com os setores.

Reuniões suspensas – Neste sentido, o presidente da CDL-BH ressaltou que as reuniões semanais das entidades de classe com o Comitê de Enfrentamento à Pandemia da PBH foram suspensas e que o diálogo precisa existir de alguma forma.

Silva ponderou que representantes do município têm se reunido com cada setor e que, nos últimos dias, houve conversas com os segmentos de academia e shoppings, mas que isso precisa ser mais frequente.

“Os setores precisam de uma perspectiva de retomada. Não podemos vincular a reabertura do comércio ao aumento do número de casos, pois os lojistas estão fazendo sua parte”, declarou.

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