Funcionamento irregular é alvo de fiscalização da PBH

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Funcionamento irregular é alvo de fiscalização da PBH
Dados da Prefeitura apontam que 48 estabelecimentos foram interditados na Capital | Crédito: Adão de Souza / PBH

Há exatos 139 dias com algum tipo de restrição no funcionamento das atividades econômicas, Belo Horizonte já soma quase 28 mil abordagens a estabelecimentos comerciais ou prestadores de serviços que trabalhavam de maneira irregular, com as portas entreabertas.

Neste tempo, foram necessárias 48 interdições a locais que insistiram em manter ativas as operações, mesmo em desconformidade com os decretos da cidade. Ainda assim, nenhuma multa foi aplicada.

Os dados são da Subsecretaria de Fiscalização, ligada à Pasta de Política Urbana da capital mineira, e incluem ainda 1.342 vistorias fiscais em diversos pontos da cidade e 1.098 ações educativas sobre a lei de uso obrigatório de máscara – que neste caso, entrou em vigor em meados de julho.

Os números poderiam ser maiores, uma vez que o próprio prefeito Alexandre Kalil (PSD) já chegou a reconhecer falhas na fiscalização e propôs endurecer o cerco. As averiguações têm sido realizadas pela Guarda Municipal e, desde o fim de junho, passaram a contar com reforço da Polícia Militar.

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), cerca de 600 pessoas, entre fiscais, diretores, gerentes e agentes de campo atuam na vistoria do comércio da cidade. Os profissionais se revezam, em escala e em plantões no Centro de Operações da Prefeitura (COP-BH).

Questionada sobre o volume de estabelecimentos abertos de maneira indevida, principalmente nos bairros, e com destaque para salões de beleza e centros de treinamento esportivo e academias, a secretária de Política Urbana, Maria Caldas, se limitou a dizer que os responsáveis pela fiscalização atuam diária e diuturnamente.

“A fiscalização somou forças com o contingente da Guarda Municipal e vem atuando desde o início das medidas para contenção do vírus. Infelizmente é um esforço que poderia ser desnecessário se todos cooperassem e, certamente, poderíamos sair desta situação mais rápido”, avaliou.

Vale dizer que, antes de o estabelecimento perder o alvará, é feita uma vistoria educativa, que pode ser realizada pela Guarda ou pela Subsecretaria de Fiscalização. O comandante Guarda Municipal, Rodrigo Sérgio Prates, já afirmou por inúmeras vezes que o objetivo principal das ações é educativo e não punitivo. As abordagens acontecem por patrulhas preventivas rotineiras por toda a cidade, ou com base em denúncias recebidas pelos canais da PBH.

Assim, apenas locais reincidentes e flagrados novamente em funcionamento estão sujeitos à interdição. Além de terem o alvará de funcionamento cassado, estes estabelecimentos ainda podem ser multados em mais de R$ 17 mil.

Coletiva – O prefeito e os integrantes do Comitê de Enfrentamento ao Covid-19 da PBH concedem entrevista coletiva ainda hoje (3). Há expectativa quanto à flexibilização das medidas de distanciamento social na cidade e a autorização de reabertura de grande parte do comércio.

Na última sexta-feira (31), o Executivo Municipal divulgou novo plano para retomada das atividades, que seria adotado assim que os índices de ocupação dos leitos hospitalares para a doença e de transmissão do vírus alcançassem os patamares estabelecidos pelo município.

De acordo com o último boletim epidemiológico, Belo Horizonte tem, até o momento, 552 óbitos pela doença e 21.072 casos confirmados. Em termos de leitos, 84% das UTIs para Covid-19 estão ocupadas e 67% das enfermarias voltadas para a doença também.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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