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PBH pode reavaliar fechamento do comércio

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CREDITO: CHARLES SILVA DUARTE
Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

Representantes dos setores de comércio e serviços se reuniram com membros da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em busca da reavaliação das restrições de funcionamento das atividades na cidade e propuseram ajustes nos protocolos que estabelecem as regras sobre o que pode ou não abrir. O Executivo, por sua vez, apresentou as justificativas para o fechamento e alegou que qualquer flexibilização vai depender da melhoria nos índices epidemiológicos e assistenciais da pandemia de Covid-19 na capital mineira.

Desde a última segunda-feira (11), apenas atividades essenciais como farmácias, supermercados, padarias, sacolões, açougues, postos de combustíveis, óticas, lojas de material de construção, agências bancárias, entre outras, podem funcionar na Capital. A medida foi tomada, conforme anunciado pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD), em virtude do sucessivo aumento dos casos e da ocupação recorde dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da rede hospitalar.

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O boletim epidemiológico de ontem, por exemplo, revelou que o nível de transmissão está em 1,05, o de ocupação de leitos de enfermaria em 69,1% e o de UTI em 86,2% e que Belo Horizonte já registrou 71.246 casos e 1.962 óbitos pela doença.

Desde o anúncio do recuo nas medidas de contenção do vírus, as principais entidades dos setores de comércio e serviços têm lamentado e contestado a decisão da Prefeitura, inclusive com protestos, e vinham pleiteando uma reunião com o Executivo, em vistas de discutir as novas regras de funcionamento dos estabelecimentos e propor alternativas para a cidade.

Ontem, os secretários municipais de Governo, Adalclever Lopes; de Planejamento, Orçamento e Gestão, André Reis; e de Desenvolvimento Econômico, Cláudio Beato, se reuniram com vereadores e representantes de 24 associações.

Expectativa por posicionamento – De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), ficou acordado que a Prefeitura vai reavaliar o fechamento do comércio, uma vez que as entidades presentes mostraram que não há nenhum dado que correlacione o aumento do número de casos graves com a reabertura do comércio ocorrida no segundo semestre do último ano. Um posicionamento do Executivo sobre o assunto ficou previsto para a próxima semana.

“O que observamos é que há uma conjuntura de fatores que direcionam a elevação do número de casos, graves ou não, mas que não apresentam conexão direta com o funcionamento do comércio na Capital”, disse o presidente da entidade, Marcelo de Souza e Silva, que participou da reunião.

O dirigente ponderou que os setores poderão vir a discutir algum tipo de restrição para evitar aglomerações, mas ressaltou que precisam estar de portas abertas para o público. “Também solicitamos que tenhamos em conjunto, poder público e sociedade civil organizada, mais ações de conscientização de prevenção à Covid-19. Todas as entidades estão dispostas a colaborar com iniciativas para conter o avanço da doença”, disse.

Bares e restaurantes – O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG), Matheus Daniel, que também esteve presente, destacou, por meio de um vídeo divulgado pela entidade, que, enquanto os secretários expuseram o lado da Prefeitura com os números da pandemia, os empresários apresentaram o cenário caótico que se encontram e que os impedem de manter seus empregados. Ele ressaltou que entre as propostas apresentadas está a redução de atendimento por parte dos estabelecimentos. “Entendemos que todos devem ceder neste momento”, resumiu.

Daniel lembrou que o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) de 2021 não foi postergado e que o de 2020 ainda depende de conversas e está para vencer nos próximos meses, “apesar de o setor ter ficado praticamente seis meses sem funcionar”.

Procurada, a Prefeitura informou que ouviu os pleitos dos setores, esclareceu dúvidas e apresentou o atual cenário na Capital, a exemplo de 40 novos leitos disponibilizados para o atendimento de pacientes da Covid-19 nesta semana. Disse ainda que, também na oportunidade, o secretário Adalclever Lopes sinalizou que reuniões com prefeitos da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) devem ser realizadas nos próximos dias para discutir ações conjuntas de enfrentamento à pandemia.

O Executivo destacou também que, na segunda-feira (11), reuniu-se com membros de academias e similares e que a próxima reunião acontecerá hoje (13), com representantes da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas). “O objetivo é construir conjuntamente alternativas e soluções para tentar minimizar os impactos da pandemia”, disse por meio de nota.

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