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Crédito: REUTERS/Paulo Whitaker

Rio e São Paulo – A Petrobras iniciou a hibernação de 62 plataformas em campos de águas rasas nas bacias de Campos, Sergipe, Potiguar e Ceará, informou a empresa em comunicado ontem, acrescentando que o corte de produção decorrente da medida deve ser de 23 mil barris de petróleo por dia (bpd).

A medida faz parte de um plano da empresa para cortar 200 mil barris diários de sua produção, fixando um patamar de bombeamento de 2,07 milhões de bpd para abril, ante média de 2,394 milhões de bpd registrada no último trimestre de 2019.

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Segundo a petroleira, as plataformas que serão hibernadas não possuem condições econômicas para operar com os baixos preços do petróleo, cujas cotações têm sido pressionadas devido à queda de demanda em função da pandemia de coronavírus e de um excesso de oferta.

“(A medida) faz parte de uma série de ações para preservar os empregos e a sustentabilidade da empresa nesta que é a pior crise da indústria do petróleo em 100 anos”, afirmou a estatal, destacando que 80% dessas plataformas não são habitadas e que os funcionários das unidades habitadas não serão demitidos.

A petroleira não informou o número de trabalhadores impactados pela medida. Mas, segundo a companhia, esses empregados serão realocados para outras unidades organizacionais da Petrobras ou poderão aderir a um plano de desligamento voluntário.

Em um outro comunicado ontem, a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa 13 sindicatos, afirmou ter sido informada pela Petrobras sobre a paralisação de 39 plataformas marítimas, em águas rasas do Ceará ao Rio de Janeiro, além de 11 sondas de perfuração terrestre.

“Essas paralisações irão impactar cerca de 360 trabalhadores próprios, que serão transferidos para refinarias em todo o país”, afirmou a FUP em nota.

GLP – A Petrobras tem feito um esforço extraordinário importando cargas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, e o mercado está normalizado, afirmou o presidente da petroleira estatal, Roberto Castello Branco.

De acordo com ele, em abril, os volumes importados juntamente com os produzidos nas refinarias da petroleira estatal são “mais do que suficientes” para suprir o mercado “com sobras”.

A afirmação vem enquanto a Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg-BR) tem apontado uma escassez do produto em diversos Estados brasileiros.

“Não há perspectiva de falta de abastecimento”, disse Castello Branco, ao participar de videoconferência promovida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), transmitida pela internet. (Reuters)

Cortes na produção podem não compensar

Londres – A Agência Internacional de Energia (IEA) projetou ontem uma queda de 29 milhões de barris por dia na demanda por petróleo em abril, para níveis não vistos há 25 anos, alertando que cortes de produção não poderão compensar totalmente a queda do mercado no curto prazo.

Os futuros do petróleo Brent, referência internacional, caíam cerca de 4% pouco após o relatório mensal da IEA, operando próximos de R$ 28,30 por barril.

A IEA estimou uma queda de 9,3 milhões de bpd na demanda em 2020, apesar de ter qualificado como “um sólido início” o acordo entre produtores para restrições recorde à oferta de petróleo, como resposta à pandemia do coronavírus.

“Ao reduzir o pico do excesso de oferta e achatar a curva de crescimento dos estoques, eles ajudam um sistema complexo a absorver o pior da crise”, disse a agência com sede em Paris em seu relatório mensal.

“Não há um acordo viável que possa cortar oferta o suficiente para compensar tais perdas de demanda no curto prazo. No entanto, o acordo da semana passada é um sólido início”.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros produtores incluindo a Rússia chegaram a um acordo no domingo (12) para uma redução recorde na produção a partir de maio, de 9,7 milhões de bpd.

Antes disso, no entanto, abril pode se mostrar o pior mês da história para a indústria de petróleo, uma vez que a produção deve crescer enquanto a demanda tem um tombo devido a medidas de isolamento adotadas pelo mundo contra o coronavírus, disse o diretor executivo da IEA, Fatih Birol.

“Quando olharmos para trás, para 2020, poderemos talvez ver que esse foi o pior ano… e abril bem pode ser o pior mês – ele pode ficar conhecido como ‘abril negro’”, disse Birol a jornalistas em uma teleconferência.

Os produtores de petróleo “perderam dois meses muito importantes”, acrescentou ele, em referência ao fracasso da Opep e aliados em obter um acordo em março para restringir a oferta.

Agora, além dos cortes de produção, alguns países devem aumentar compras para suas reservas estratégicas.

A IEA disse que ainda aguarda detalhes, mas destacou que EUA, Índia, China e Coreia do Sul estão entre os que devem fazer as compras ou estão considerando a ideia. (Reuters)

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