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Preço médio da gasolina registra aumento de 2,3% em Minas Gerais

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Preço médio do etanol hidratado atingiu R$ 3,87 por litro na semana passada em Minas Gerais | CRÉDITO: ALISSON J. SILVA/Arquivo DC

Apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como um dos principais responsáveis pelo aumento da inflação na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) no último mês, o preço da gasolina subiu mais uma vez na comparação semanal. A alta também é verificada quando se observa os últimos três meses deste ano.

Na última semana, de 4 a 10 de abril, o preço médio da gasolina chegou a R$ 5,75 em Minas Gerais, o que representa alta de 2,3% na comparação com a semana anterior (R$ 5,62). Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis (ANP). Apesar disso, os números mostram que há quatro semanas, o valor estava ainda maior e chegou a R$ 5,77% no período de 14 a 20 de março.

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Já na capital mineira, na última semana, o preço médio da gasolina foi R$ 5,74, um aumento de 3,6% na comparação com a semana imediatamente anterior (R$ 5,54). Há quatro semanas, em meados de março, o valor era de R$ 5,72 em Belo Horizonte.

Outros combustíveis, porém, experimentaram retração dos preços nas últimas semanas no Estado. O gás natural veicular (GNV), por exemplo, chegou a R$ 3,47 em meados do mês passado, de 14 a 20 de março. O valor apresentou alguns recuos até chegar a R$ 3,33 na última semana. Em Belo Horizonte, na mesma base de comparação, o número baixou de R$ 3,39 para R$ 3,34.

O preço médio do óleo diesel, por sua vez, apresentou estabilidade nas duas últimas semanas e foi comercializado em média no Estado a R$ 4,23. O valor é menor do que o verificado na semana de 14 a 20 de março, que chegou a atingir R$ 4,30 em Minas Gerais. Em Belo Horizonte também é observada uma tendência de queda nas últimas quatro semanas, passando de R$ 4,40 para R$ 4,32.

Já o etanol hidratado chegou a ser comercializado a R$ 4,21 no Estado em meados do mês passado. Na última semana, o preço médio do produto foi R$ 3,87. A diminuição também foi percebida em Belo Horizonte no mesmo período, passando de R$ 4,19 para R$ 3,81.

Três últimos meses

Os dados da ANP também mostram a evolução dos preços dos combustíveis nos três últimos meses, de fevereiro a abril. Avaliando todo o período em Minas Gerais, a gasolina continua mostrando aumentos consecutivos, passando de R$ 5,08 no segundo mês do ano para R$ 5,75 neste mês, o que representa um incremento de 13,1%.

O aumento dos preços no Estado quando se analisa os últimos meses também foi percebido no óleo diesel, que foi comercializado, em média, a R$ 4,01 em fevereiro e a R$ 4,23 em abril. Na mesma base de comparação, o etanol hidratado partiu de R$ 3,44 para R$ 3,87.

O preço médio do GNV, por sua vez, era R$ 3,36 em fevereiro e chegou a R$ 3,33 em abril.

Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro), Carlos Guimarães destaca que a alta dos preços dos combustíveis impacta os postos das mais diferentes formas.

“Os donos de postos são muito afetados com o aumento de preços. Cada vez que aumenta o custo do combustível sobe o custo do posto porque ele precisa de mais capital de giro para estoque, precisa de mais capital de giro porque as vendas de cartão de crédito ele só recebe com 30 dias. As vendas caem muito porque o consumidor não tem dinheiro, a gasolina está muito cara, então ele acaba rodando menos com o seu veículo”, diz ele.

Guimarães acrescenta que, “efetivamente, o aumento da bomba não foi aumento de margem do posto. Foi apenas aumento de custo do produto e aumento de impostos. Se a gente olhar as margens que são divulgadas pela própria ANP, as margens dos postos de gasolina vêm caindo nos últimos sete anos constantemente, vêm achatando a margem dos postos, o que a gente infelizmente não vê com os tributos que estão subindo”, salienta ele.

Petrobras reduz as exportações para a China

Rio – A Petrobras reduziu as exportações de petróleo para a China no primeiro trimestre de 2021, diante de uma melhora nas margens de refino locais, disse à Reuters o executivo Roberto Castello Branco, em sua última entrevista antes de deixar o cargo de CEO da estatal.

A China é a maior importadora de petróleo do mundo e chegou a ser responsável por até 90% das vendas externas da Petrobras há um ano, quando a pandemia de Covid-19 reduziu a mobilidade e afetou a demanda por combustíveis no mercado doméstico. A petroleira produz cerca de 2 milhões de barris por dia.

Castello Branco permaneceu no cargo de forma interina até ontem, após o presidente Jair Bolsonaro indicar em fevereiro um novo CEO, devido ao descontentamento com a política de preços de combustíveis.

Embora o apetite da China pelo petróleo brasileiro persista, Castello Branco disse que o prêmio pago pelo país asiático pela commodity do Brasil não tem sido suficiente para compensar margens mais elevadas que o mercado agora oferece por gasolina e diesel.

“Isso torna mais lucrativo produzir e vender combustíveis do que petróleo”, disse ele.

As exportações de petróleo do Brasil para a China recuaram em cerca de um terço em janeiro e fevereiro, em comparação com igual período do ano passado, de acordo com dados alfandegários chineses e da Refinitiv.

A Petrobras vendeu 37% mais diesel em março, também em comparação anual, disse Castello Branco, e 15% a mais do que em março de 2019, sendo a maior parte do volume destinada ao mercado interno brasileiro.

O consumo de diesel no Brasil – guiado pela demanda dos caminhões – avançou em março, quando produtores de grãos começaram a transportar suas safras para exportação.

Por outro lado, a demanda por gasolina e querosene de aviação no Brasil diminuiu em março, afirmou Castello Branco, já que diversos estados impuseram medidas restritivas para conter o coronavírus. A Petrobras tem exportado o excedente de gasolina e direcionado a matéria-prima que seria usada para o querosene para o diesel, segundo ele.

Bolsonaro demitiu Castello Branco após o executivo elevar os preços do diesel conforme a paridade internacional, desagradando os caminhoneiros, que constituem parte da base eleitoral do presidente. (Reuters)

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