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Economia

Preços de imóveis têm queda na capital mineira

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Charles Silva Duarte / Arquivo DC
Charles Silva Duarte / Arquivo DC

A cidade de Belo Horizonte foi uma das três capitais, entre as 16 monitoradas pelo Índice FipeZap, que iniciaram o ano com queda no preço médio de venda dos imóveis residenciais.

Em janeiro, na comparação com dezembro, a retração na capital mineira foi de 0,53%, conforme os dados divulgados pela Fipe e o ZAP+, registrando R$ 6.892/m². Enquanto isso, o preço médio no País foi de R$ 7.524/m².

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Além da capital mineira, Campo Grande (-0,13%) e Fortaleza (-0,13%) também apresentaram números negativos na passagem do mês de dezembro para janeiro.

Economista do DataZAP, Edivaldo Constantino salienta que a pandemia da Covid-19 tem refletido no mercado imobiliário.

“É inequívoca a relação existente entre a pandemia do coronavírus e seus efeitos na economia, incluindo nesse bojo o mercado imobiliário. De fato, o mercado imobiliário, mesmo que mostrando sinais claros de resiliência, ainda sofre com os efeitos da pandemia e das medidas de combate que foram adotados”, diz.

Nesse cenário, a capital mineira, lembra ele, está passando por um momento delicado, de intensificação dos números relacionados à pandemia.

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“Em particular, Belo Horizonte vem atravessando um período de agravamento da pandemia, inclusive com o aumento do rigor de medidas de isolamento social, cujos efeitos possuem potencial para influenciar o mercado imobiliário. Isso acaba por se refletir através da redução da demanda e consequente queda de preço”, diz.

No entanto, ressalta, também podem existir situações específicas. “Um ponto importante a ser destacado é que, apesar desse efeito médio de redução dos preços capturado pelo FipeZAP, podem existir situações específicas em que os preços variaram positivamente. Uma vez que o mercado imobiliário possui um perfil inerentemente heterogêneo (nenhum imóvel é igual a outro), espera-se que diferentes nichos de mercado sejam influenciados de forma distinta pela pandemia. Sempre é bom ter em mente esse caráter extremamente local e particular do mercado imobiliário”, afirma.

Apesar do recuo registrado na passagem de dezembro para janeiro, ainda é verificado um crescimento de 3,75% no preço médio de vendas dos imóveis residenciais em Belo Horizonte na variação acumulada em 12 meses em relação aos 12 meses anteriores.

O avanço, entretanto, é inferior aos que foram registrados em Manaus (+11,0%), Brasília (+9,52%), Maceió (+9,48%), Curitiba (+9,32%), Vitória (+7,78%), Florianópolis (+7,35%), Campo Grande (+5,12%) e São Paulo (3,91%).

Bairros – O Índice FipeZAP ainda mostra quais foram os bairros que registraram os maiores e também os menores preços médios de vendas de imóveis residenciais em Belo Horizonte.

Quando o assunto são os valores mais elevados, a liderança é da Savassi (R$ 12.649/m²). Posteriormente vêm Santo Agostinho (R$ 11.427/m²), Funcionários (R$ 11.226/m²), Lourdes (R$ 10.580/m²) e Boa Viagem (R$ 10.239/m²).

Já os menores valores por metro quadrado foram registrados nos bairros Pongelupe (R$ 2.559/m²), Solar do Barreiro (R$ 2.553/m²), Conjunto Califórnia II (R$ 2.505/m²), Flávio de Oliveira (R$ 2.393/m²) e Ribeiro de Abreu (R$ 2.270/m²).

Expectativas – Quando o assunto são as perspectivas para este ano, Constantino salienta que se espera um reaquecimento da economia “e com isso aumento do dinamismo do mercado imobiliário, que foi um dos mais resistentes durante a pandemia. Isso tenderá a pressionar os preços, entretanto, o efeito final irá depender da velocidade com a que a atividade econômica retorna a níveis satisfatórios. Irá depender também da forma com a qual o País lida com a pandemia e como conduz o processo de vacinação da população”, diz.

Além disso, ele lembra ainda dos juros baixos e seus efeitos. “Não menos importante, os juros em patamares baixos e a disponibilidade de crédito imobiliário tornam o imóvel um bem atrativo, atraindo, inclusive, investidores para o mercado e justificando, assim, a expectativa positiva para o setor neste ano”, finaliza.

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