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Preços dos combustíveis disparam no Estado

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Crédito: Charles SIlva Duarte/Arquivo DC

Em 2021, os combustíveis ficaram mais caros em Minas Gerais. De acordo com os dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de janeiro até meados de junho, somente na gasolina foi verificado aumento de 24,38%. No caso do etanol, o reajuste foi ainda maior e chegou a 36,6%. Já o diesel teve o preço reajustado em 20,6% no período.

Os sucessivos reajustes nos preços dos combustíveis, anunciados pela Petrobras desde o início do ano, justificam as altas expressivas. 

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No Estado, conforme os dados da ANP, enquanto em janeiro o litro da gasolina era comercializado, em média, a R$ 4,74, no fechamento até o dia 12 de junho, o mesmo volume passou a ser comercializado a R$ 5,88. 

Entre a primeira e a segunda semana do mês de junho, houve um reajuste de 0,40% no valor da gasolina, passando de R$ 5,85 para R$ 5,88. 

O comportamento de alta também foi visto em Belo Horizonte, com o valor da gasolina saindo de R$ 4,60, para R$ 5,76, variação positiva de 25,21%. 

No caso do etanol, o reajuste acumulado desde o início do ano até 12 de junho, em Minas Gerais, já chega a 36,6%, com o valor do litro saindo de R$ 3,23, na média de janeiro, para atuais R$ 4,42.

Mesmo em plena safra, o biocombustível apresentou variação positiva de 0,68% nas primeiras duas semanas de junho.  No Estado, os preços do litro variam do mínimo de R$ 4,05 por litro, ao máximo de R$ 4,93. 

Em Belo Horizonte, desde o início do ano, o preço do etanol hidratado foi reajustado em 35%, saindo de uma média de R$ 3,20, em janeiro, para atuais R$ 4,34 o litro.

Assim como na gasolina e no etanol, os preços do diesel também ficaram maiores. Conforme o levantamento da ANP, em Minas Gerais, a alta acumulada de janeiro a 12 de junho é de 20,69%. Com os reajustes feitos pela Petrobras, o litro passou de R$ 3,74 em janeiro para R$ 4,51. Na semana de 6 a 12 de junho, os preços variavam, nos postos de Minas, de R$ 4,28, menor valor, a R$ 5,25, maior cotação do Estado. 

Apesar da alta registrada desde o início do ano, nas últimas quatro semanas, o valor do litro ficou praticamente estável. Na semana de 16 a 22 de maio, o preço médio estava em R$ 4,52 e encerrou a semana do dia 6 a 12 de junho a R$ 4,51.

Em Belo Horizonte, o litro do diesel subiu de R$ 3,74, em janeiro, para os atuais R$ 4,60, representando uma valorização de 22,99%. Nos postos da capital mineira, na última semana, o diesel foi comercializado entre o valor mínimo de R$ 4,49 e o máximo de R$ 4,69.

Gás natural – No que diz respeito ao gás natural veicular (GNV), o metro cúbico do combustível foi comercializado no Estado a um valor médio de R$ 4,15 na semana de 6 a 12 de junho, enquanto em janeiro o preço girava em torno de R$ 3,26, elevação de 21,44%. Nas últimas quatro semanas, foi registrado aumento 19,59% com o preço subindo de R$ 3,47 para R$ 4,15.

Na capital mineira, o GNV foi comercializado a um valor médio de R$ 3,99 na semana passada, enquanto em janeiro o preço era de R$ 3,23, valorização de 23,52%.

Leilão de biodiesel negociou 1 bilhão de litros

O 80º leilão de biodiesel, para entregas em julho e agosto, negociou 1,1 bilhão de litros, cerca de 50 milhões de litros acima do certame anterior, e ainda registrou queda de R$ 0,05 por litro, afirmou a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) ontem, citando que os resultados mostram que o setor tem condições de ampliar a oferta.

O leilão 80 – assim como o 79 – foi realizado para uma mistura de 10% de biodiesel no diesel, após o governo decidir reduzir temporariamente em três pontos percentuais o “mix” citando preços altos do óleo de soja, matéria-prima que responde por mais de 70% da produção do biocombustível.

“Esse desempenho sinaliza que a indústria do biodiesel tem plena capacidade para aumentar a produção no Brasil gerando empregos, renda, segurança energética e contribuindo com a produção de farelo proteico, além de reduzir as emissões de poluentes”, disse o economista-chefe da Abiove, Daniel Furlan Amaral, em nota.

Procurada, a reguladora ANP não comentou os resultados do leilão, acrescentando que, pelo cronograma, a homologação deverá ocorrer em 30 de junho.

A Abiove citou que o volume adquirido pelas distribuidoras no leilão 80 representa uma queda de 13% sobre o comercializado na licitação para atender o bimestre julho/agosto de 2020, quando a mistura obrigatória estava em 12%.

Mas a Abiove destacou que, a despeito de o total arrematado ter aumentado 5% em relação ao leilão 79, houve sobreoferta de 355,5 mil litros, “volume mais que suficiente para que o Brasil adotasse o B13 ainda nesse bimestre”.

A entidade disse que a queda no valor do biodiesel seguiu redução dos preços das matérias-primas em moeda nacional – a decisão do governo de reduzir temporariamente a mistura obrigatória se deu considerando interesses dos consumidores relacionados a preços.

A associação afirmou também que, enquanto o preço do biodiesel cai, o petróleo segue aumentando, atingindo nesta semana US$ 73 por barril, maior nível em dois anos, com possíveis reflexos no preço do diesel brasileiro.

Se está destinando menos óleo de soja para biodiesel, a indústria está ampliando as exportações das matérias-primas do biocombustível, reduzindo o processamento interno.

Com base nos resultados do leilão 80, as usinas brasileiras de biodiesel terão capacidade ociosa de 40,2% durante julho e agosto, índice que pode chegar a cerca de 60% nas regiões Sudeste e Nordeste, comentou a associação. (Reuters)

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