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Private equity atrai como opção para diversificar

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Crédito: Pixabay

Com as taxas de juros ainda baixas, muitos investidores têm buscado alternativas para obter maior lucro com as aplicações financeiras. Uma das modalidades que tem atraído cada vez mais investidores é o private equity, que tem sido adotado como opção para diversificação de carteira.

Ao investir em empresas de capital fechado, é possível promover o crescimento da mesma para que possa gerar lucro em uma venda futura. Por isso, a modalidade pode gerar alto retorno financeiro, mas é aconselhável buscar auxílio em uma assessoria financeira especializada para reduzir os riscos.  

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O presidente da Corporate Consulting e economista, Luís Alberto de Paiva, explica que com a queda e a recuperação lenta da taxa Selic, o investidor de poupança privada – que tem características mais conservadoras – migrou fortemente para os investimentos privados. A mudança tem o objetivo de buscar a rentabilização do capital em negócios que proporcionem ganhos mais elevados, ao mesmo tempo em que busca uma interação mais forte do investidor no business.

“O investidor financeiro que conjuga capital e o fortalece através dos fundos de private equity – que são fundos privados – atua principalmente aferindo investimentos que possam potencializar crescimento e consolidação de negócios. A enorme quantidade de oportunidades que o mercado financeiro oferece tem sustentado as altas taxas de crescimento neste setor, que tira um pouco de oportunidades dos debts investiments com instituições financeiras, mas dá também oportunidades às fintechs”.

Ainda segundo Paiva, os investimentos realizados pelas private equity permitem aportes diretos em empresas de capital fechado. Estes aportes proporcionam o crescimento de pequenas e médias empresas e de startups para que possam lucrar com uma venda futura.

“Qualquer setor pode ser algo de investimentos de private equity, desde que se tenha um bom potencial para crescimento e uma estrutura de gestão e governança adequada aos modelos de negócios exigidos por esse novo mercado. O private equity pode potencializar a conclusão dos investimentos necessários, ou a redução da alavancagem financeira, ou até mesmo proporcionar um melhor ordenamento de aquisições para regular os limites de mercado”.

Paiva ressalta que o fundo, ao fazer seus investimentos, pode exigir uma estrutura de conselho, ou a nomeação de determinadas cadeiras executivas, ou a gestão interina, sempre com o foco atingindo os resultados esperados ou superá-los. 

“Levarão os resultados à exaustão sempre com muita transparência e controle de gestão. Não há dúvida de que o capital aliado à capacidade de gestão leva a resultados muito maiores, diferentemente dos velhos modelos de crescimento via endividamento com terceiros”.

Não é para todos 

O economista e professor do Ibmec BH Gustavo Andrade explica que a busca por investimentos alternativos e líquidos, como o private equity, no País vem sendo estimulada pela taxa de juros baixa. Ao buscar retorno, além da bolsa e dos tradicionais ativos, os investidores estão olhando de fato para a economia real e buscando identificar empresas que podem se tornar grandes empresas e ingressam nas mesmas antes deste processo de crescimento.

“Ao optar pelo private equity se tenta precificar a antecipação do crescimento das empresas da economia real. Lá fora isso já é muito pujante e no Brasil se tornou cada vez mais necessário. Não só pela necessidade da reclassificação da baixa dos juros, de onde vou investir, mas também como opção de diversificação. Além do cenário de juros baixos por mais tempo, há uma preocupação de inflação global e, em cenário inflacionário, o que se beneficia são os ativos reais, como imóveis, commodities e empresas. Dado todo este cenário, é uma belíssima classe de ativos para se avaliar”.

Andrade ressalta que apesar da boa oportunidade de se optar pelo private equity, a opção não é para todo mundo.

“Em geral os private equity exigem um tíquete de entrada mais alto, exigindo que o investidor tenha maior liquidez e esteja disposto a deixar o dinheiro parado por muito mais tempo. Além disso, o investidor, ao optar pela modalidade, está acreditando que a empresa vai andar ou quebrar, onde se tem outros riscos. Se pegarmos a bolsa, por exemplo, as empresas que estão nela são consolidadas. Então, private equity é um ativo de risco muito maior”, explicou.

A indicação é que este tipo de investimento seja feito como uma forma de diversificação de aportes e que não se tenha necessidade de liquidez. “É excelente, mas para o investidor certo, que entende o risco de que se está comprando uma empresa de economia real que depende do cenário econômico, do setor dela andar, que depende de ter capital de giro, lucro e dos sócios”.

Quando se investe e dá certo, o retorno da aplicação é alto. “A rentabilidade pode ser bizarra. São retornos de IPCA mais 25%, 40% ao ano. Mas, se der errado, se perde tudo. Hoje os setores mais observados são os de comércio eletrônico, empresas de saúde e empresas que se beneficiam da transformação cultural do padrão de consumo. Mas é preciso escolher bem quem vai assessorar o aporte”, disse Andrade.

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