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Produção industrial tem melhor nível em 9 anos

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Indicador de expectativa do número de empregados voltou a apresentar crescimento - Crédito: Alisson J. Silva

Embora a indústria mineira tenha apresentado índices de produção, emprego e utilização da capacidade instalada abaixo do usual no mês de setembro, o setor produtivo registrou recordes de desempenho quando comparado com o mesmo mês dos anos anteriores. Os números podem ser atribuídos à retomada gradual da economia brasileira, que justifica também a oscilação mês a mês.

A explicação é da economista da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Daniela Muniz. Segundo ela, apesar de a maioria dos resultados apurados pela Sondagem Industrial ter ficado abaixo dos 50 pontos, indicando recuo, a análise geral é positiva.

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“Mesmo com os recuos observados em relação ao mês anterior, que em alguns casos, se justificam pelo menor número de dias úteis, foram registrados recordes históricos na produção, na geração de emprego e na utilização da capacidade instalada. O cenário de recuperação da economia – mesmo que lento – justifica o movimento”, explicou.

De acordo com o levantamento, o índice de evolução da produção de setembro chegou a 49,8 pontos, número abaixo da linha de 50 pontos, indicando recuo. Dessa maneira, o indicador foi 0,9 ponto menor que o verificado em agosto (50,7 pontos) e 5,9 pontos acima do apurado em igual mês do ano passado (43,9 pontos).

“Além disso, o índice foi o melhor para o mês desde 2010. Isso significa que o recuo da produção foi o menos intenso nos últimos nove anos”, ressaltou.

O indicador de evolução de emprego permanece abaixo dos 50 pontos há seis meses consecutivos e, em setembro chegou a 48,5 pontos. O índice apontou relativa estabilidade frente a agosto (48,4 pontos), mas aumentou 0,4 ponto na comparação com setembro de 2018 (48,1 pontos) e foi o melhor para o mês em sete anos.

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Já o índice de utilização da capacidade instalada efetiva em relação à usual, registrou 41,6 pontos no mês passado, caindo 1,7 ponto em relação a agosto (43,3 pontos). O resultado mostra que a indústria operou com capacidade produtiva abaixo da habitual para o mês. Em contrapartida, o indicador foi 1,6 ponto superior ao observado em setembro de 2018 (40 pontos) e o mais alto para o mês em sete anos.

Apesar do leve recuo da produção no mês, os estoques de produtos finais das indústrias apresentaram crescimento em setembro, conforme índice de 50,2 pontos. Desta forma, as empresas encerraram o mês com acúmulo indesejado de estoques e o indicador de estoque efetivo em relação ao planejado marcou 52,7 pontos, mostrando que a demanda ficou aquém da esperada.

Expectativas – Em relação às expectativas da indústria para os próximos meses, Daniela Muniz ressaltou que os empresários seguem otimistas, indicando a perspectiva favorável em relação ao aumento da demanda. “Contribuem para o otimismo dos empresários a combinação de trajetória do crescimento econômico, os baixos níveis de inflação, a redução das taxas de juros e, mais recentemente, a liberação dos recursos do Fundo de Garantia”, explicou.

A expectativa da demanda recuou 1,2 ponto em outubro (56,4 pontos), na comparação com setembro (57,6 pontos). Apesar da queda, o índice sinalizou que os empresários esperam aumento da demanda por seus produtos. O indicador avançou 3,7 pontos em relação a outubro de 2018 (52,7 pontos) e foi o maior para o mês desde 2010 (57,9 pontos).

Os industriais também esperam elevação das compras de matéria-prima, conforme índice de 54,8 pontos. O indicador ficou praticamente estável frente a setembro (54,9 pontos). Por outro lado, cresceu 3,3 pontos na comparação com outubro de 2018 (51,5 pontos) e foi o maior para o mês desde 2009 (57,3 pontos).

O indicador de expectativa do número de empregados sinalizou perspectiva de aumento das contratações nos próximos seis meses pelo 12° mês seguido. O índice marcou 51,9 pontos em outubro, com avanço de 1,7 ponto em relação a setembro (50,2 pontos). O índice também cresceu 3,5 pontos na comparação com outubro de 2018 (48,4 pontos), e foi o mais elevado para o mês desde 2010 (52,7 pontos).

Já o índice de intenção de investimento marcou 55,1 pontos, recuo de 1,4 ponto em relação a setembro (56,5 pontos). Por outro lado, avançou 3,8 pontos frente a outubro de 2018 (51,3 pontos) e foi o mais alto para o mês desde o início da série histórica, em 2014.

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