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Produção fabril tem queda de 4,6% em MG

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Indústria extrativa ainda sente os efeitos da tragédia da Vale - Crédito: Divulgação

Após registrar um crescimento de 2,4% em setembro, a produção industrial de Minas Gerais recuou 0,7% em outubro frente ao mês imediatamente anterior. Com o resultado negativo, o desempenho da indústria teve queda de 4,6% no acumulado dos dez primeiros meses de 2019 frente a igual período de 2018 e de 4% no acumulado dos últimos 12 meses, se confrontado com o mesmo intervalo do ano passado. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação de outubro com igual mês do ano anterior, o setor industrial em Minas Gerais mostrou recuo de 3,9%, com nove das 14 áreas pesquisadas apontando resultados negativos. Os pesquisadores do IBGE ressaltam que vale citar que outubro de 2019 (23 dias) teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (22).

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De acordo com o IBGE, em outubro, os maiores avanços foram verificados nas atividades de fabricação de celulose, papel e produtos de papel (26,8%) e fabricação de produtos alimentícios (13,3%). Por outro lado, os principais recuos podem ser observados na indústria extrativa (-15%), fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-20,8%), fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-13,2%) e fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-8,4%).

De acordo com a analista do IBGE Cláudia Pinelli, em outubro, a indústria de Minas Gerais não acompanhou o resultado positivo observado em nível nacional. “Após encerrar setembro com alta de 2,4%, em outubro a indústria estadual não acompanhou o resultado nacional e recuou 0,7%. O resultado se deve às particularidades da economia mineira. O impacto negativo veio, principalmente, da indústria extrativa, que apresentou forte recuo no mês e ampliou a queda no acumulado do ano. O rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, é a principal causa do desempenho negativo”, explicou Cláudia.

Acumulado – No ano até outubro, o resultado negativo em Minas se deve, principalmente, à queda observada na indústria extrativa (minérios de ferro em brutos ou beneficiados), que caiu 23,6%, impactada pela paralisação parcial da mineração no Estado desde o rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho.

No período, também houve queda de 17,1% na fabricação de outros produtos químicos e de 2,4% em produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos. Na fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis o resultado foi 1,2% menor.

Os destaques positivos foram fabricação de máquinas e equipamentos, com elevação de 7,3%, seguido pela indústria de bebidas, 7,1%, celulose, papel e produtos de papel, 7,3%, e fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com variação positiva de 2,7%.

Nos resultados da indústria estadual ao longo dos últimos 12 meses, o impacto negativo se deu, principalmente, pelos desempenhos ruins da indústria extrativa, que recuou 19,7% no Estado no período.

Também foi verificada retração na fabricação de produtos químicos (-14,1%), em produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (- 4,3%) e fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (- 1,1%).

Dentre os setores que apresentaram expansão nos últimos 12 meses, destaque para a fabricação de máquinas e equipamentos (9,1%), celulose, papel e produtos de papel (6,5%), fabricação de bebidas (6,4%), produtos alimentícios (3%) e indústria de transformação (1,1%).

País registra crescimento de 0,8%

Rio de Janeiro – A indústria cresceu 0,8% em outubro de 2019, na comparação com o mês anterior. Houve incremento do setor em sete dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo Pesquisa Industrial Mensal Regional divulgada ontem. Os destaques foram para Goiás (4,0%), que, pela quinta vez consecutiva, registra taxa positiva e acumulou ganho de 6,4% no período. O Amazonas teve alta de 2,3% e eliminou a perda de 1,6% de setembro. São Paulo cresceu 1,5%, a Região Nordeste, 1,2%, e Bahia, 0,9%.

São Paulo foi responsável por puxar o índice médio nacional para cima já que concentra 34% da indústria brasileira. “Os setores de veículos e de alimentos, com destaque para a produção de cana-de-açúcar, foram os principais impulsionadores na alta de 1,5% apresentada na produção paulista”, explicou o pesquisador do IBGE Bernardo Almeida.

Também cresceram, mas abaixo da média nacional, o Mato Grosso (0,6%) e o Rio de Janeiro (0,2%). O Espírito Santo, que tinha registrado crescimento de 3,3% no mês anterior, teve queda de 8,1%, em outubro. Após crescer por três meses consecutivos, o Paraná registrou variação nula (0,0%). Os outros locais com resultados negativos foram Pará (-1,3%), Ceará (-1,1%), Minas Gerais (-0,7%), Pernambuco (-0,6%), Santa Catarina (-0,6%) e Rio Grande do Sul (-0,2%).

Se comparado com outubro de 2018, o crescimento do setor industrial ficou em 1,0% em outubro de 2019. O IBGE destacou que outubro deste ano teve 23 dias úteis, um a mais que igual mês do ano anterior. Nesse período, as expansões mais intensas foram em Goiás (11,2%) e no Paraná (9,4%). De acordo com o órgão, a alta em Goiás foi influenciada, principalmente, pelos avanços nos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, produtos alimentícios, veículos automotores, reboques e carrocerias, produtos farmoquímicos e farmacêuticos. Já no Paraná os setores de veículos automotores, reboques e carrocerias e produtos alimentícios puxaram a elevação. Também ficaram acima da média Amazonas (6,1%), Rio de Janeiro (5,7%), São Paulo (5,0%) e Mato Grosso (2,2%). Pernambuco ficou com apenas 0,3%.

O Espírito Santo mostrou recuo acentuado (-22,5%), pressionado, principalmente, pelo comportamento negativo das atividades de indústrias extrativas, de celulose, papel e produtos de papel e de metalurgia. A queda também foi registrada em Minas Gerais (-3,9%), Pará (-2,8%), Bahia (-1,7%), Rio Grande do Sul (-1,7%), Santa Catarina (-1,6%), Região Nordeste (-1,6%) e Ceará (-0,4%). (ABr)

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