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Produção da indústria mineira recua pelo segundo mês seguido

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Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC
Apesar da produção menor registrada em janeiro, o número de empregados nas indústrias de Minas Gerais cresceu pelo sétimo mês consecutivo | Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

A produção da indústria mineira apresentou recuo pela segunda vez consecutiva, segundo dados da Sondagem Industrial de janeiro, divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). A queda já era esperada devido ao fim das encomendas para o final de ano, que acontecem entre outubro e novembro.

Abaixo dos 50 pontos, o índice de evolução da produção registrou 48,6 pontos em janeiro, crescimento de 0,8 ponto na comparação com dezembro. Na comparação com janeiro de 2020 (48,8 pontos), o indicador mostrou pequena queda, de 0,2 ponto.

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Apesar da tendência de desaceleração do crescimento por questões sazonais, a gerente de economia da Fiemg, Daniela Muniz, ressalta que fatores como o recrudescimento da pandemia, o atraso no processo de vacinação, com necessidade de reforço do isolamento social em várias cidades, a manutenção de elevadas taxas de desemprego e o fim dos programas de estímulo do governo contribuíram para que esse recuo fosse mais intenso.

“É normal que dezembro e janeiro sejam meses mais fracos em termos de produção. Tivemos um período muito difícil logo no ápice da pandemia e a indústria apresentou uma recuperação acima do que era esperado. Agora aconteceu essa desaceleração do crescimento, principalmente por questões sazonais”, afirma.

Por outro lado, a sondagem mostra que o número de empregados cresceu pelo sétimo mês seguido, chegando a 51,4 pontos em janeiro. O índice foi semelhante ao apurado em dezembro e, ante janeiro de 2020 (51,6 pontos), diminuiu 0,2 ponto.

Capacidade instalada – Mesmo abaixo da habitual para o mês, a utilização da capacidade instalada efetiva em relação à usual foi a mais elevada para janeiro desde o início da série histórica mensal, em 2010. O índice registrou 49,7 pontos em janeiro, com leve retração frente a dezembro (49,9 pontos), o que mostra que a indústria operou abaixo do usual para o mês. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o indicador cresceu 4 pontos.

As empresas fecharam o mês com os níveis de estoques abaixo do esperado pelos empresários, com 47 pontos em janeiro. Em relação ao resultado de dezembro (45,2 pontos), o indicador apresentou elevação de 1,8 ponto, mostrando que a distância entre os níveis de estoques planejados e os observados vem caindo nos últimos meses.

“Os empresários têm conseguido, ao longo dos últimos meses, fazer um ajuste do nível de estoques, mas por enquanto continua abaixo do que era planejado”, aponta Daniela Muniz.

Expectativas – De acordo com o levantamento realizado pela Fiemg, os industriais se mostraram mais otimistas quanto à demanda e ao emprego nos próximos seis meses.

O indicador de expectativa da demanda marcou 58,8 pontos em fevereiro, avanço de 0,5 ponto ante janeiro (58,3 pontos). Na comparação com fevereiro de 2020 (61,1 pontos), o índice caiu 2,3 pontos e foi o menor para o mês em três anos.

Já o índice de expectativa do número de empregados chegou aos 54,6 pontos em fevereiro, aumento de 0,4 ponto na comparação com janeiro (54,2 pontos). Desde julho de 2020, o indicador vem mostrando perspectiva de expansão das contratações no curto prazo. Quando comparado com fevereiro de 2020 (55,4 pontos), o índice teve queda de 0,8 ponto.

As intenções de investimento foram as maiores para fevereiro desde o início da série histórica do indicador, em 2014. O índice registrou 60,9 pontos em fevereiro, aumento de 0,8 ponto frente a janeiro (60,1 pontos). Quando comparado ao mesmo mês de 2020 (60,0 pontos), houve avanço de 0,9 ponto.

Após uma desaceleração no desempenho dos índices de expectativas nos últimos seis meses em consequência das incertezas geradas pela intensificação da contaminação pela Covid-19 e os possíveis desdobramentos na atividade econômica, o início da vacinação trouxe perspectivas positivas para os próximos trimestres.

A gerente de economia da Fiemg alerta para um contraponto que deve ser avaliado. “Sabemos que o crescimento da economia em 2021 vai depender do ritmo da vacinação. Há uma expectativa positiva com a imunização, mas ainda existe medo da pandemia e dos efeitos na economia, principalmente sobre o mercado de trabalho. Isso deve continuar mantendo o consumidor cauteloso neste primeiro semestre de 2021”, explica Daniela Muniz.

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