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Produção recua, mas setor sinaliza retomada em Minas

Sondagem Industrial divulgada ontem pela Fiemg aponta patamar próximo ao usual

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Crédito: Alisson J. Silva/ Arquivp DC
Crédito: Alisson J. Silva/ Arquivp DC

Apesar da queda no índice de evolução da produção no mês de dezembro em relação a novembro, a indústria mineira tem mostrado sinais de recuperação, com crescimento do emprego e satisfação dos empresários com os seus lucros.

A Sondagem Industrial divulgada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) mostrou que, no mês passado, o índice de evolução da produção apresentou uma retração de 6,7 pontos na comparação com novembro (54,5 pontos), totalizando 47,8 pontos. O índice ficou acima dos 50 pontos por seis meses.

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Por outro lado, o índice apresentou um incremento de 5,5 pontos em relação a dezembro de 2019 (42,3 pontos) e foi o mais alto para o mês desde o início da série histórica, no ano de 2010.

A gerente de economia da Fiemg, Daniela Brito, explica que a retração em dezembro na comparação com novembro foi motivada por fatores sazonais. “As indústrias produzem para a entrega no comércio até no máximo outubro e novembro. As empresas operaram com a capacidade produtiva próxima ao usual para o mês”, diz ela.

Os dados da entidade revelam, inclusive, que o índice de utilização da capacidade instalada efetiva em relação à usual apresentou um crescimento de 6,1 pontos em dezembro (49,9 pontos) na comparação com igual período de 2019 (43,8 pontos).

Os empregos também continuam em alta, mostrando crescimento pelo sexto mês seguido, apesar da queda de 2,8 pontos em novembro (54,2 pontos) frente a dezembro (51,4 pontos).




A alta no número de empregados também pode ser verificada quando se compara o último mês de 2020 com igual período de 2019 (48,4 pontos). Nesse caso, o avanço foi de 3 pontos.

“O emprego cresceu pelo sexto mês seguido e foi um recorde histórico para dezembro, em linha com a recuperação que a indústria vem apresentando”, diz Daniela Brito.

Os estoques de produtos finais também estiveram mais baixos em dezembro e apresentaram queda pela oitava vez consecutiva, totalizando 46,7 pontos no último mês do ano passado. As empresas, inclusive, estão com os níveis de estoque inferiores ao que era esperado. Segundo a Fiemg, o indicador de estoque efetivo em relação ao planejado chegou aos 45,2 pontos.

Condições financeiras – Os números da entidade revelam ainda que o índice de satisfação com o lucro operacional apresentou um crescimento de 4 pontos no quarto trimestre do ano passado (52,2 pontos) na comparação com o trimestre anterior (48,2 pontos). Na comparação com igual período de 2019 (44,9 pontos), a alta foi de 7,3 pontos.

“Os indicadores melhoraram. Os industriais estão satisfeitos pela primeira vez desde o início da série histórica, em 2007”, destaca Daniela Brito.

O indicador de satisfação com a situação financeira também avançou no quarto trimestre, passando de 52,6 pontos para 56,1 pontos, o que representa alta de 3,5 pontos. Esse índice também foi o mais elevado desde o começo da série histórica. Em comparação a igual período de 2019 (50,1 pontos), o avanço foi de 6 pontos.

Falta de insumos desafia as empresas




A Sondagem Industrial divulgada ontem pela Fiemg também evidenciou quais são os maiores problemas enfrentados pelas indústrias em Minas Gerais.

No topo do ranking está a falta ou alto custo de matéria-prima, com 68,2% das marcações no último trimestre do ano passado. No trimestre anterior, eram 63,7%.  Logo depois vêm a elevada carga tributária (41,3%), a taxa de câmbio (27,9%), a burocracia excessiva (16,2%) e a demanda interna insuficiente (14,5%).

Expectativas – Em relação às expectativas dos industriais para os próximos seis meses, o indicador de expectativa de demanda retraiu 0,2 ponto na comparação entre dezembro (58,5 pontos) e janeiro (58,3 pontos) e 4,1 pontos frente a igual período do ano anterior (62,4 pontos).

“Os empresários seguem otimistas, mas houve uma acomodação do índice, um arrefecimento da trajetória de alta, por conta das incertezas atuais”, ressalta Daniela Brito.

O índice de expectativa do número de empregados, por sua vez, apresentou queda de 1,1 ponto em janeiro (54,2 pontos) frente a dezembro (55,3 pontos) e de 1,6 ponto na comparação com igual período do ano passado (55,8 pontos).

A retração no índice de intenção de investimento foi de 2,6 pontos em janeiro (60,1 pontos) em relação a dezembro (62,7 pontos), primeiro recuo desde abril de 2020. No entanto, houve avanço em comparação ao mesmo período de 2019 (59,1 pontos), de 1 ponto.

O índice de compra de matérias-primas cresceu 0,4 ponto em janeiro (57,7 pontos) em relação a dezembro (57,3 pontos), mas retraiu 1,8 ponto em relação a janeiro de 2020 (59,5 pontos).

2021 – Em relação ao que se pode esperar deste ano, Daniela Brito salienta que a recuperação tem se mantido e que o setor industrial está crescendo, até para repor os estoques. No entanto, ela chama a atenção para o fato de que, atualmente, existem dois movimentos distintos.

“Temos o aumento dos casos de contaminação da Covid-19 e a extinção de benefícios governamentais. Porém, há também a vacinação no Brasil. O cenário vai depender muito da velocidade da vacinação, para que se possa diminuir os efeitos da pandemia, a voltar a abrir a economia e a ter fluxo de oferta e demanda compatíveis”, destaca. (JS)

Custos da construção avançam 0,93% no País

Rio – O Índice Nacional de Custo da Construção–M (INCC-M), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou inflação de 0,93% em janeiro deste ano. A taxa é maior que a de  dezembro: 0,88%. 

Com o resultado de janeiro, o INCC-M acumula inflação de 9,39% em 12 meses.

A alta de dezembro para janeiro foi puxada pelos aumentos da inflação da mão de obra, que subiu 0,61% em janeiro ante 0,06% em dezembro, e dos serviços, que passou de 0,38% em dezembro para 0,48% em janeiro.

Os materiais e equipamentos tiveram queda na de inflação de dezembro (2,08%) para janeiro (1,43%).

Confiança – O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela FGV, teve queda de 1,4 ponto em janeiro e atingiu 92,5 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Essa foi a primeira queda do indicador depois de seis altas consecutivas.

Em janeiro, houve piora na confiança em relação tanto ao presente quanto ao futuro. O Índice da Situação Atual, que mede a satisfação do empresariado da construção em relação ao presente, recuou 1,9 ponto e atingiu 90,5 pontos.

O Índice de Expectativas, que mede a confiança do empresário da construção em relação aos próximos meses, teve queda de 0,9 ponto e chegou a 94,6 pontos.

“O ano se inicia com um arrefecimento no ânimo dos empresários da construção. O resultado ocorre no momento em que vem ganhando destaque a elevação dos preços dos insumos setoriais entre os fatores assinalados como limitantes aos negócios. Desde setembro, o custo dos materiais vem crescendo como fator limitativo, associado ao expressivo aumento dos preços observados a partir desse período. Essa questão deve se manter entre as principais dificuldades do setor nos próximos meses”, disse a pesquisadora da FGV, Ana Maria Castelo.O Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) do setor subiu 1,1 ponto percentual e chegou a 74%. (ABr)

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