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Projeções podem ajudar comércio a lidar com crise

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Promoções podem ajudar empresas a encorpar o caixa, entretanto, não é em todos os casos que elas serão a melhor opção | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) trouxe uma série de desafios para as empresas, incluindo diversas perdas e demissões.

Conforme destaca a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), os reflexos são ainda mais intensos nos micro e pequenos negócios, que respondem por nada menos do que 99,1% dos CNPJs do segmento de comércio e serviços do Estado.

No entanto, é possível tomar medidas para tentar driblar algumas dificuldades e cuidar da saúde financeira dos negócios.

O economista-chefe da entidade, Guilherme Almeida, ressalta que algo muito importante neste momento é o planejamento e a realização de projeções. Obviamente que, em meio à pandemia, não é possível saber, com segurança, quando tudo isso vai passar – e está aí a relevância de se programar tendo em vista os mais diferentes cenários.

“É preciso pensar do cenário mais otimista para o mais pessimista. Tem que projetar as receitas e despesas para um prazo de isolamento social de mais uma semana, 30 ou 60 dias, por exemplo”, diz.

Feito isso, é importante traçar as despesas que o negócio terá, como ficará a folha de pagamento para os próximos meses e até ponderar acerca de contratações de linhas de crédito, conforme pontua Guilherme Almeida.

Ao se deparar com as despesas, aliás, vem mais um passo: cortar custos. De acordo com o economista, os empresários devem verificar o que está respondendo pela maior parte dos gastos e averiguar se existe algum serviço que pode ser suspenso. Um exemplo disso é o Wi-fi oferecido para consumidores de determinados estabelecimentos, que já não faz sentido em meio à pandemia e às tantas portas fechadas.

“É importante verificar se o que for cortado não vai inviabilizar uma retomada imediata do negócio”, frisa o economista-chefe da Fecomércio-MG.

Nesse sentido, Guilherme Almeida ressalta que a folha de pagamento pode ser um gargalo para as micro e pequenas empresas e, muitas vezes, será preciso recorrer a ela também. Mas, mais uma vez, diz ele, é necessário ponderar se, mesmo com o corte de pessoal, será possível manter as atividades no momento de retomada.

Estoques e novas formas de atuação – Outro importante controle é o do estoque, de acordo com Guilherme Almeida, principalmente para os varejistas. “O estoque pode estar excessivo, ter muitos produtos. É um recurso parado, que poderia ser empregado em outra operação”, diz.

Diante desse quadro, uma boa dica, de acordo com o economista, é comercializar os itens, inclusive utilizando a Internet para realizar as negociações. O e-commerce tem sido uma alternativa bastante utilizada principalmente nos últimos dias.

As promoções até podem ser um bom negócio neste momento, mas tem de ter cautela, de acordo com Guilherme Almeida. “Pode ser uma alternativa para encorpar o caixa. No entanto, não adianta fazer promoções e descontos, conseguir uma receita mais baixa, ter os custos e acabar tendo que se endividar”, destaca.

Outra ação que pode ser válida, segundo o economista da Fecomércio-MG, é vender serviços que serão prestados posteriormente, como os de salão de beleza. Pode-se, inclusive, oferecer alguma condição especial para obter receita neste momento.

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