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Reabertura do comércio em BH deve ser total em julho

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Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

A reabertura do comércio da capital mineira, prevista para ocorrer a partir do dia 25 de maio, a depender de critérios epidemiológicos estabelecidos pelo Grupo de Trabalho da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), vai ocorrer em quatro fases.

Embora ainda não se fale em setores, as atividades serão liberadas em grupos considerando o volume de pessoas que poderá atingir, que respeitarão o ciclo de 14 dias de incubação do novo coronavírus (Covid-19) e deverão estar 100% liberadas até meados de julho.

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Os detalhes e os critérios foram discutidos na primeira reunião do grupo com representantes da Câmara Municipal de Belo Horizonte, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte, (CDL-BH), o Sindicato do Comércio Lojista de BH (Sindilojas) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-MG), que ocorreu ontem. A próxima está prevista para sexta-feira (8).

O grupo conta com a participação de secretários municipais das áreas de saúde, planejamento, desenvolvimento econômico e fazenda, além de infectologistas. O prefeito Alexandre Kalil (PSD), quando questionado, em coletiva de imprensa, se participaria do encontro, disse que não, mas que tinha plena confiança de que seria uma reunião produtiva, cujos pontos seriam repassados posteriormente a ele para apreciação.

“Não vou participar porque não sou comerciante, nem médico e nem sei planejar. Iria só provocar aglomeração. O que for decidido lá vai ter que ser trazido a mim. Mas tenho plena confiança que será uma boa reunião, com boa vontade que a Prefeitura sempre teve de discutir a reabertura do comércio da Capital com todos os interessados”, disse.

De acordo com o vereador Léo Burguês de Castro (PSL), que participou do encontro, o Grupo de Trabalho da PBH apresentou os critérios que serão utilizados para a flexibilização das medidas de distanciamento social na cidade, como as taxas de ocupação em enfermarias e em unidades de terapia intensiva, e o índice de contaminação e reprodução do vírus.

“A partir destes critérios técnicos, a Secretaria Municipal de Saúde estima que a data provável do início da reabertura será o dia 25 de maio. Mas isso pode mudar se as diretrizes não forem cumpridas e os níveis – de ocupação dos leitos e contaminação da população – aumentarem”, explicou.

Ainda conforme Burguês, as atividades serão liberados em quatro fases distintas, em grupos considerando o volume de pessoas que poderá ser atingida, que respeitarão o ciclo de 14 dias de incubação do vírus. “Se tudo correr dentro do previsto, em meados de julho estaremos com tudo reaberto”, estimou sem precisar quaisquer setores.

Já o prefeito disse que pode adiar a data de reabertura para o fim de junho caso a população não siga as recomendações e o quadro de propagação do coronavírus na Capital aumente. “A flexibilização depende da população de Belo Horizonte. Isso foi dito pelos cientistas médicos, junto com o planejamento. Se o pessoal não ficar em casa e esse quadro aumentar, isso pode ir para o final de junho, já que alguns institutos dizem que o pico da pandemia – e quanto mais a gente empurrar ele para frente, melhor para nós –, é 6 de junho”, alertou o prefeito.

Presentes na reunião com a Prefeitura sobre a flexibilização das medidas na Capital, Fiemg, CDL-BH e Sindilojas foram procuradas pela reportagem, mas não comentaram o assunto.

Vale destacar que o comércio considerado não essencial de Belo Horizonte está proibido de funcionar desde 9 de abril. Decreto publicado no dia anterior permite apenas o funcionamento de hospitais, supermercados, hipermercados, padarias, farmácias, sacolões, mercearias, hortifrútis, armazéns, açougues e postos de combustível.

Bancas – Também ontem, o prefeito anunciou que vai permitir a reabertura das bancas de jornal da cidade a partir de hoje (6). Segundo ele, o comitê de enfrentamento do coronavírus na cidade passou a considerar o serviço prestado pelas bancas como prioritário.

“A informação é, antes de tudo, essencial. E não sacrificaremos uma indústria tão importante, de papel, impressão, jornal e revista, que dá uma aglomeração muito pequena e prestam um serviço muito grande”, justificou.

Kalil: perda de receita será sentida a partir de agora

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) já estimou perdas de R$ 1 bilhão na arrecadação neste exercício, em função da crise do novo coronavírus (Covid-19) e as medidas de distanciamento social em todo o País.

Com receitas e despesas estimadas inicialmente em R$ 13,7 bilhões para 2020, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) também cortou gastos, como forma de amenizar as perdas provocadas pela pandemia e reclamou agora da falta de repasses por parte do governo do Estado.

Em coletiva de imprensa, Kalil disse que a perda de arrecadação vai ser sentida a partir de agora e citou a expectativa quanto à ajuda do governo federal, que será usada no tratamento da população infectada.

“Virão para Belo Horizonte via ISS (Imposto Sobre Serviços) por volta de R$ 300 milhões mais outro tanto deste (R$ 300 milhões) possivelmente para a Saúde. Mas ainda não comprovamos, porque está tramitando no Congresso, mas esperamos mais ou menos esses valores”, disse em entrevista coletiva.

Kalil falou também da dívida do governo de Minas Gerais com a Prefeitura, que seria atualmente da ordem de R$ 500 milhões com as correções monetárias, segundo ele. No ano passado, um acordo foi firmado para o pagamento da dívida em 36 parcelas.

Conforme o líder do Executivo, parlamentares do seu partido já estão mobilizados para recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) quanto ao pagamento da dívida. Porém, ele garantiu que não vai haver guerra com o governador Romeu Zema para receber os repasses atrasados.

“Não queremos impactar o governo de Minas mais do que ele já está, é uma vitória certa, mas o que adianta pegar o dinheiro para Belo Horizonte e acabar de liquidar o Estado? Não é intenção nossa. Aqui não tem gabinete do ódio”, frisou.

Procurado, o governo de Minas Gerais disse, por meio de nota, que “o acordo firmado entre o Estado e a Associação Mineira de Municípios (AMM) vem sendo cumprido conforme o estabelecido” e que todas as prefeituras já receberam quatro das 33 parcelas a que têm direito.

Sobre Belo Horizonte, que fez uma negociação individual, o governo do Estado informou que, “mesmo não sendo signatária do acordo, a prefeitura recebeu as três primeiras parcelas em função das tragédias ocasionadas pela chuva no início deste ano”.

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