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Receita da mineração avança 118% em MG

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Faturamento da indústria extrativa mineral no Brasil atingiu R$ 70 bilhões no acumulado entre janeiro e março deste ano | Crédito: Ricardo Teles

Minas Gerais respondeu por 40% dos R$ 70 bilhões faturados pelo setor mineral no Brasil no primeiro trimestre de 2021. As receitas minerárias no Estado somaram R$ 28,1 bilhões no período de janeiro a março deste ano contra os R$ 12,9 bilhões apurados em igual época do ano passado. Assim, se o desempenho nacional cresceu 95% sobre o acumulado dos três primeiros meses de 2020, em Minas a alta foi ainda maior e chegou a 118% na mesma base de comparação.

Ainda assim, o Pará foi a unidade federativa com maior fatia do resultado nacional: R$ 31,2 bilhões. Em termos de produção do setor mineral, a estimativa do Ibram para o primeiro trimestre de 2021 é de crescimento de 15% em toneladas em relação a igual período de 2020, tendo chegado a 227 milhões de toneladas. O minério de ferro respondeu por 70% do total faturado, o ouro por 11%, o cobre por 5% e a bauxita por 2%.

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Em entrevista coletiva virtual, o presidente do Conselho Diretor do Ibram, Wilson Brumer, atribuiu o forte desempenho nacional à recuperação da economia chinesa, bem como ao avanço dos preços das commodities e à desvalorização do real frente ao dólar neste início de ano.

No ano passado, de acordo com Brumer, a China foi o país mais impactado pela pandemia de Covid-19, mas também o que conseguiu se recuperar mais rapidamente.

Com o desempenho, a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) em todo o País chegou a R$ 2,1 bilhões, um aumento de 102,9% em relação ao mesmo período do ano passado. E, conforme Brumer, a expectativa é que, neste ano, a arrecadação fique entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões.

“Mesmo diante do cenário desafiador já há mais de um ano, a indústria de mineração optou por manter as operações e os resultados do trimestre comprovam que com uma produção segura, o setor tem conseguido elevar o recolhimento de tributos, criar e manter empregos, gerar negócios para empresas de vários setores e multiplicar as divisas para o País”, comentou.

O diretor-presidente do Instituto, Flávio Ottoni Penido, por sua vez, ressaltou que a mineração passa por um ciclo ascendente, tanto em seu desempenho quanto na geração de benefícios para o Brasil. E, especificamente sobre a contribuição de Minas Gerais no primeiro trimestre deste exercício, lembrou que na mesma época do ano passado, o Estado contava com uma série de minas com operações suspensas, ainda em decorrência do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho (RMBH), em janeiro de 2019.

Segundo ele, essas operações estão sendo retomadas e diversas outras estão recebendo investimentos em tecnologia para o aumento de produção e para o monitoramento de barragens.

“A tendência é que o Estado mantenha o ritmo elevado de crescimento nos próximos meses”, afirmou citando o exemplo da mineradora Samarco, que de maneira similar, retomou as atividades em Mariana (Central), após cinco anos do rompimento de outra barragem: a de Fundão, pertencente ao complexo minerário da companhia na região.

Investimentos do setor mineral

Mas os investimentos não param por aí. Penido lembrou que dos US$ 38 bilhões previstos em investimentos no setor mineral brasileiro de 20201 a 2025, US$ 13 bilhões serão alocados em Minas Gerais. E, apesar de o Estado ter perdido a liderança na produção nacional para o Pará, com desempenho puxado pelo minério de ferro, os aportes ainda são maiores em terras mineiras por uma série de fatores. Entre os motivos destaca-se, por exemplo, o volume de projetos em desenvolvimento ou em operação em Minas Gerais.

Além disso, o montante inclui grandes cifras para a recuperação e descomissionamento de barragens de rejeitos e outras providências relacionadas à segurança das estruturas de rejeitos da mineração. A maior parte deste valor será aportada pela Vale, já que a companhia ainda vai desativar oito barragens no Estado.

Os US$ 13 bilhões previstos para Minas representam 35% do total a ser aportado no setor mineral brasileiro nos próximos anos. Conforme já dito pelo o presidente do Conselho Diretor do Ibram, Wilson Brumer, a diversificação é o que Minas tem de mais importante, neste momento, no setor.

Para se ter uma ideia, o recolhimento da Cfem entre janeiro e março de 2021, que somou R$ 891 milhões, considerou 77 substâncias minerais, assim divididas por ordem de importância: 83,6% minério de ferro, 10,5% minério de ouro, 1,1% fosfato, 0,9% calcário dolomítico, 0,5% minério de zinco, 0,5% granito, 0,5% gnaisse, 0,3% grafita, 0,3% minério de nióbio, 0,3% água mineral, 0,2% minério de lítio e 1,3% demais substâncias.

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