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O comércio foi uma das atividades mais prejudicadas em Belo Horizonte com medidas de distanciamento social | Crédito: Divulgação

Após o encerramento das eleições em Belo Horizonte, que garantiu a reeleição do atual prefeito, Alexandre Kalil, representantes dos principais setores econômicos da Capital esperam que a nova gestão seja aberta ao diálogo e que, em conjunto, possam buscar medidas para a recuperação dos setores do comércio, serviços, indústria e bares e restaurantes, que foram fortemente afetados pelas medidas de controle da pandemia de Covid-19.

Em discurso logo após o resultado que garantiu a reeleição, o prefeito Alexandre Kalil ressaltou que a prioridade da gestão será recuperar a economia de Belo Horizonte, prejudicada pelo fechamento da cidade devido à pandemia. Kalil ressaltou que será importante a união dos setores.

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“Eu e o Fuad Noman – vice-prefeito eleito de Belo Horizonte – temos a obrigação agora de trazer todo o comércio, trazer todos, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-BH), a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), nós queremos unir essa cidade de Belo Horizonte. Queremos ajudar, principalmente, os pequenos empresários e vamos fazer isso. É hora de união da cidade”, destacou.

Ainda segundo o prefeito, estão sendo estudadas medidas que possam contribuir para a retomada dos setores, que foram prejudicados pelas medidas de isolamento social para controle da pandemia.

“Estamos fazendo um plano para a recuperação do comércio. Esse é nosso objetivo e o que teremos que fazer nesta gestão. Como fui reeleito, posso começar a fazer esse projeto agora. Então, é importante dizer que a hora é do comércio. Tivemos a hora do sacrifício, da paulada na cabeça do prefeito e, agora, é a hora de ajudar esse povo que quase faliu”, explicou.

Segundo o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Aguinaldo Diniz, a união dos representantes dos setores econômicos e da PBH será fundamental para a retomada.

“O prefeito reeleito, Alexandre Kalil, disse que fará um entendimento muito grande com o comércio, que foi muito afetado pela pandemia. Estamos vivendo uma crise sanitária, econômica e social e atitudes tiveram que ser tomadas. Nós da ACMinas acreditamos que, em momentos de crise, é preciso sentar e conversar. Prefeitura, entidades e sociedade precisam se unir para achar um caminho mais claro e robusto para que possamos retomar as atividades”, afirmou.

Ainda segundo Diniz, a expectativa é de que a ACMinas, junto a outras entidades,  possa sentar e discutir todo o cenário atual com a gestão da prefeitura.

“Vamos enfrentar pela frente um cenário difícil. Será um cenário de reconstrução da cidade, em função de uma guerra contra um inimigo invisível. Estamos à disposição para discutir aquilo que possa ser útil para o comércio e para a sociedade, juntamente com administradores que foram eleitos e demais entidades de classe. O momento é de união”, explicou.

Redução de tributos – O diretor da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), José Mário Rodrigues Pereira, ressaltou a importância do prefeito Alexandre Kalil querer conversas com o comércio.

“O prefeito entende o momento difícil que o comércio passou ao longo do ano. Nós, da Fecomércio-MG, estamos dispostos e na expectativa de já começar essas conversas e temos muito a contribuir para a retomada. Temos uma série de medidas que queremos discutir e alinhar”, disse.

Dentre as medidas que poderão ser levadas para discussão junto à PBH está o pedido para ampliar a reabertura do comércio e redução de carga tributária, por exemplo.

“O momento é oportuno. Nos primeiros meses, a pandemia nos pegou de surpresa e foi difícil para todos. Nesse segundo período, em que já sabemos lidar com a pandemia, o momento é oportuno e estratégico para que possamos falar de forma consistente e buscarmos soluções para a retomada do comércio”, completou Rodrigues.

Bares pedem ampliação de reabertura

Um dos setores mais afetados pelas medidas de isolamento impostas para a contenção da pandemia de Covid-19, os bares e restaurantes ainda enfrentam restrições de funcionamento. Além do diálogo, junto à prefeitura de Belo Horizonte, entidades defendem que medidas como a mudança na forma de cobrança de impostos e taxas, principalmente, referentes ao período em que estiveram fechados sejam revistas para que o setor se recupere.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Matheus Daniel, a entidade está aberta ao diálogo.

“Temos o interesse em sentar e conversar com o comitê da Prefeitura de Belo Horizonte. Estamos dispostos a contribuir para melhorar a cidade e promover a recuperação do setor. Estamos de portas abertas para negociar e achar as medidas necessárias e esperamos que a PBH nos chame, já que somos uma entidade que representa mais de 500 associados em BH”.

Ainda segundo Matheus, para que o setor se recupere é preciso permitir que a reabertura dos bares e restaurantes seja ampliada. Além disso, outro pleito é a permissão para a venda de bebida alcoólica ao longo de todo o período de funcionamento. As unidades ainda trabalham com horários reduzidos e restrição para a venda de bebidas alcoólicas.

Outras ações que seriam necessárias é a revisão de cobranças de taxas e impostos.

“Sabemos que a prefeitura não pode abrir mão de impostos, mas queremos que a cobrança seja feita em cima do que usamos. Ficamos com os alvarás suspensos por cerca de cinco meses e não achamos justo pagar a licença por esse período em que estávamos fechados. Os restaurantes e bares também pagam a parte pela coleta de lixo, com as unidades fechadas ou com serviço delivery – o que reduziu em muito o volume de lixo dispensado – acreditamos que os valores teriam que ser revisados, assim como a taxa de uso de mesas e cadeiras em vias públicas. Estávamos impedidos de abrir e, por isso, não achamos justa a cobrança integral”, explicou.

Resultados pelo País apontam onda conservadora menor

Brasília – Com os primeiros resultados das eleições municipais confirmados na noite de domingo, o presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para negar que tivesse se empenhado em campanhas locais e afirmar que a “onda conservadora de 2022” chegou para ficar, enquanto os números da apuração mostravam o óbvio: ao menos nos municípios, o poder do bolsonarismo parece ter diminuído.

“Minha ajuda a alguns poucos candidatos a prefeito resumiu-se a quatro lives em um total de 3 horas”, escreveu, minimizando um empenho que, de fato, foi bem maior que isso. “A esquerda sofreu uma histórica derrota nessas eleições, numa clara sinalização de que a onda conservadora chegou em 2018 para ficar. Para 2022, a certeza de que, nas urnas, consolidaremos nossa democracia com um sistema eleitoral aperfeiçoado”.

O fracasso mais retumbante do presidente foi em uma das capitais em que Bolsonaro mais se envolveu pessoalmente, São Paulo. Celso Russomano (Republicanos), para quem o presidente chegou a gravar mensagens, saiu de um início promissor para terminar a campanha em quarto lugar, com 10,5% dos votos válidos – pior, deixou a segunda vaga no segundo turno para Guilherme Boulos, do PSOL, de esquerda.

Mesmo o segundo lugar de Carlos Bolsonaro (Republicanos) para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro não pode ser considerada uma grande vitória. O filho 02 também perdeu o posto de mais votado para Tarcísio Motta (Psol) e fez cerca de 36 mil votos a menos que os 106 mil registrados em 2016.

Depois de dizer por vários meses que não iria se envolver nas campanhas municipais, Bolsonaro passou as últimas semanas empenhando-se na defesa de nomes para prefeitos e até para vereadores, em conversas com apoiadores, em lives e, em alguns casos, recebendo candidatos.

No sábado, fez um post com uma lista de alguns de seus candidatos preferidos – apagada no domingo, quando o resultado começou a se mostrar desfavorável.

De 13 prefeitos citados explicitamente pelo presidente, dois foram eleitos, Gustavo Nunes (PSL), em Ipatinga (MG), e Mão Santa (DEM), reeleito em Parnaíba (PI), possivelmente mais por seu histórico como governador de Estado, senador e prefeito do que pelo apoio presidencial.

Outros dois, Marcelo Crivella (Republicanos) e Capitão Wagner (Pros), disputam o segundo turno no Rio de Janeiro e em Fortaleza, respectivamente. No entanto, nenhum dos dois é considerado favorito para vencer a eleição.

Se o resultado de seus apoios para prefeito foi ruim, no caso de vereadores foi ainda pior. Dos 45 citados pelo presidente, apenas sete foram eleitos.

Da lista de cinco nomes publicados no sábado, que receberam apoio reforçado do presidente, quatro foram derrotados, incluindo a Wal do Açaí – ex-assessora apontada como funcionária fantasma da Câmara, candidata pelo Republicanos em Angra, e Clau de Luca (PRTB) e Sonaira Fernandes (Republicanos), em São Paulo, que Bolsonaro chegou a dizer que, se não fossem eleitas, “pegaria mal” para ele.

Também perdeu a eleição Coronel Fernanda, candidata do Patriotas ao Senado na eleição suplementar do Mato Grosso.

Incômodo – Apesar do tom confiante de Bolsonaro em suas publicações, pessoas próximas do presidente como a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) e o secretário de assuntos internacionais da Presidência, Filipe Martins, mostraram incômodo com um resultado que claramente não foi o esperado pela extrema-direita.

“O que houve com os conservadores? Erramos, nos pulverizamos ou sofremos uma fraude monumental?”, escreveu Zambelli em sua conta no Twitter.

Já Martins apontou os erros no próprio grupo bolsonarista. “Enquanto batíamos cabeça para fazer o básico e tentar nos organizar, a esquerda se renovou, assimilou as lições de 2018 e soube usar a internet e a nova realidade política a seu favor. Ou fazemos a devida autocrítica, ou nossos erros cobrarão um preço ainda maior no futuro”, escreveu.

Sem partido há um ano, quando brigou e deixou o PSL para tentar fundar um partido próprio, o Aliança pelo Brasil – que até agora não conseguiu avançar -, Bolsonaro pulverizou apoios por diversos partidos, sem identificação com nenhum, apenas com os próprios candidatos. (Reuters)

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