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Requisições de benefício de desemprego em MG disparam

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Crédito: REUTERS/Ricardo Moraes

A crise econômica imposta pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) já traz, entre outras consequências, efeito devastador também ao mercado de trabalho. Estudos indicam que a taxa de desemprego do Brasil, hoje de 12,2% da população, poderá superar os 20% ao final de 2020. Minas Gerais deverá acompanhar este movimento. Prova disso é que, em abril, mais uma vez, o Estado registrou o segundo maior número de pedidos de seguro-desemprego do País.

Ao todo, foram 85.990 requisições do benefício em Minas Gerais, no último mês, conforme dados da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia. O Estado ficou atrás apenas de São Paulo, que registrou 217.247 solicitações. O Rio de Janeiro apareceu em terceiro, com 58.945 pedidos.

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Para se ter uma ideia, na comparação com março houve aumento de 35,8%, uma vez que as solicitações do benefício em Minas tinham somado 63.317 naquele mês. Já na comparação com igual período de 2019 o aumento foi de 27,2%, pois em abril do ano passado os pedidos de seguro-desemprego chegaram a 67.567.

Assim, no acumulado dos quatro primeiros meses de 2020, Minas Gerais já atingiu 268.118 pedidos do auxílio, enquanto no primeiro quadrimestre de 2019 este número era de 261.063, indicando alta de 2,7% entre os exercícios.

Na avaliação do economista, professor do Ibmec-BH e pesquisador da Fundação João Pinheiro (FJP), Glauber Silveira, os números refletem o atual momento vivido não apenas por Minas, mas pelo Brasil e pelo mundo, diante da pandemia do novo coronavírus.

Segundo ele, diante tantas incertezas no campo econômico, é natural que o mercado de trabalho seja afetado e, consequentemente, tanto os níveis de desemprego quanto os pedidos de benefício aumentem.

“Estudos indicam aumento da taxa de desemprego entre 20% e 25%. A do Brasil hoje está em 12,2%, mas possivelmente também irá aumentar. Alguns dados já sinalizam essa tendência de aumento dos desempregados, que vai trazer dificuldades adicionais em termos de renda e consumo por parte da população”, comentou.

Estudo – Neste sentido, estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), por exemplo, apontou que a crise do Covid-19 poderá deixar 12,6 milhões de pessoas desempregadas no País, elevando a taxa a 23,8%, além de uma contração recorde de quase 15% na renda dos trabalhadores.

O mesmo estudo mostrou que mesmo com as medidas tomadas pelo governo federal para garantir renda extra a trabalhadores formais e informais, que somam R$ 170 bilhões, a massa salarial deve cair 5,2%, baixa recorde da série iniciada em 2003. Sem as medidas, a queda seria de 10,3%.

Para Silveira, as medidas são necessárias, mas insuficientes para reduzir os impactos de uma crise de tamanha proporção. Segundo ele, o governo precisaria adotar estratégias que estimulassem a economia e a geração de emprego e o que foi feito, até o momento, apenas minimiza os impactos econômicos da doença no País.

“De toda forma, a retomada do emprego deve ocorrer de maneira lenta e gradual a partir do segundo semestre deste ano. Apesar disso, com certeza vamos fechar 2020 com as maiores taxas de desemprego do período recente. Já a partir de 2021, quando a economia voltar a funcionar plenamente e os empresários estiverem confiantes, com questão da saúde resolvida, é que vamos retomar os investimentos e ter uma geração de emprego mais robusta”, finalizou.

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