Saldo da balança mineira aumenta 13,63% em julho

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Saldo da balança mineira aumenta 13,63% em julho

O saldo da balança comercial mineira voltou a crescer em julho. O Estado registrou superávit de US$ 1,508 bilhão no mês passado, contra US$ 1,327 bilhão em julho de 2019, indicando elevação 13,63% entre os períodos.

Ainda assim, a crise causada pela pandemia do Covid-19 continua impactando os números do acumulado do ano. Nos sete meses de 2020, Minas apurou saldo de US$ 9,340 bilhões, com recuo de 2,2% sobre os US$ 9,555 bilhões de igual época do ano anterior.

Os dados são da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (Secint) do Ministério da Economia e revelam ainda que os volumes também cresceram no sétimo mês de 2020. A diferença entre exportações e importações mineiras foi de 13,109 milhões de toneladas neste exercício e de 10,594 milhões de toneladas no ano passado, crescimento de 23%.

Já no acumulado de 2020, houve queda de 7% sobre os sete meses de 2019. Enquanto neste exercício o saldo foi de 72,130 milhões de toneladas, um ano antes chegou a 77,551 milhões.

As exportações chegaram a US$ 2,129 bilhões no mês passado e US$ 2,143 bilhões em julho de 2019. Com isso, no acumulado deste ano, o valor dos embarques ao exterior foi de US$ 13,815 bilhões, representando queda de cerca de 5% sobre os US$ 14,596 bilhões do exercício passado.

As importações somaram a US$ 621 milhões no sétimo mês de 2020 e US$ 816 milhões em igual mês do exercício passado. No acumulado de 2020 as compras externas chegaram a US$ 4,475 bilhões contra US$ 5,041 bilhões em 2019, indicando baixa de 11% entre os períodos.

Em termos de volume, apenas em julho as exportações somaram 13,820 milhões de toneladas, 19% a mais que as 11,601 milhões de toneladas de julho do ano anterior. No ano, as 77,719 milhões de toneladas ficaram 7,9% abaixo das 84,415 milhões de toneladas dos sete meses de 2019.

Importações – As importações somaram 711 mil toneladas no sétimo mês deste exercício e em julho de 2019 chegaram a 1,007 milhão de toneladas, retração de 29%. Entre janeiro e julho, os volumes foram de 5,589 mil toneladas e 5,864 mil toneladas, respectivamente. Isso significou baixa de 4,6%.

No mês, o volume de exportação do minério de ferro totalizou US$ 840 milhões sobre US$ 753 milhões em julho de 2019, alta de 11,5%. Em volume, ao todo foram 12,149 milhões de toneladas neste ano frente a 10,142 milhões de toneladas um exercício antes – aumento de 19,7%.

De janeiro a julho, os embarques do insumo siderúrgico somaram US$ 4,487 bilhões, neste ano, e, na mesma época de 2019, chegaram a US$ 4.606 bilhões, queda de 2,5% entre os períodos. Minas embarcou, entre janeiro e o mês passado, 66,837 milhões de toneladas de minério. No ano anterior o volume chegou a 73,518 milhões de toneladas.

Já as remessas de café ao exterior somaram US$ 222 milhões contra US$ 114 milhões sempre na comparação dos meses de julho. Ao todo foram 104 mil toneladas até o mês passado contra 114 mil toneladas em 2019. Em 2020 foram US$ 1,957 bilhão e, em 2019, US$ 1,999 bilhão, por meio da venda de 854 mil toneladas contra 929 mil de café, respectivamente.

Em relação às importações, o produto mais comprado por Minas Gerais no mercado externo seguiu sendo a hulha betuminosa, que é o carvão mineral, usado nos altos-fornos de usinas siderúrgicas. Foram aportados US$ 7,9 milhões em julho para a compra de 78 mil toneladas do produto. No ano os investimentos chegaram a US$ 232 milhões para a aquisição de 1,796 milhão de toneladas.

China evita choque nas exportações brasileiras

Brasília – A recuperação rápida da economia de diversos países da Ásia, especialmente a China, impediu que a pandemia do Covid-19 provocasse um choque nas exportações brasileiras, disse ontem o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, o “apetite” asiático compensou a queda nas vendas para os Estados Unidos, a Europa e a Argentina.

O ministro participou de uma reunião virtual do Fórum de Incentivo à Cadeia Leiteira, promovido pela Frente Parlamentar da Agropecuária. Durante o encontro, Guedes disse que, graças ao consumo da Ásia, as exportações brasileiras fecharam o primeiro semestre quase estáveis em relação ao mesmo período de 2019.

De janeiro a junho, o Brasil vendeu US$ 102,43 bilhões ao exterior, valor 6,4% inferior ao do mesmo período de 2019. Segundo os números mais atualizados do Ministério da Economia, divulgados nesta segunda-feira, as exportações somam US$ 125,74 bilhões até a primeira semana de agosto, recuo de 6,2% em relação ao mesmo período do ano passado pelo critério da média diária.

A balança comercial, diferença entre exportações e importações, registra superávit de US$ 32,08 bilhões até a primeira semana de agosto. O resultado é 16,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o saldo positivo estava em US$ 27,59 bilhões.

Os saldos crescentes na balança comercial registrados nos últimos meses estão ocorrendo porque, com a alta do dólar e a crise econômica, as importações estão caindo mais que as exportações. Até a primeira semana de agosto, as compras do exterior somavam US$ 93,66 bilhões, com recuo de 11,5% em relação ao mesmo período de 2019 também pelo critério da média diária.

Preços agrícolas – No encontro, o setor leiteiro apresentou reivindicações para que o governo lide com a queda nos preços para o produtor. O ministro da Economia informou que a melhor maneira de lidar com as flutuações no preço do leite consiste em estimular o fornecimento de seguros mais sofisticados contra as oscilações.

O secretário de Política Econômica da pasta, Adolfo Sachsida, disse que o governo trabalha com três instrumentos para conter as flutuações e dar mais previsibilidade para os preços agrícolas. Ele citou o fortalecimento dos seguros, o oferecimento de instrumentos de mercado financeiro e a consolidação de um banco de dados de custos regionais.

Sobre os mecanismos de mercado, Sachsida informou que o governo discute com o Banco do Brasil o fornecimento de contratos de balcão (contratos de investimentos futuros fora da bolsa de valores) para que o produtor possa comprar opções que “garantam preços futuros à frente”. Ele não informou uma data para a adoção da medida.

Por meio de contratos de opções, o produtor se protege de eventuais quedas de preços, com o governo assumindo o prejuízo. Caso o preço suba para além do nível fixado, o contrato perde a validade, e o produtor pode vender o alimento a preços de mercado. Esse mecanismo é aplicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). (ABr)

Acordo automotivo com Paraguai é promulgado

Brasília – O presidente Jair Bolsonaro promulgou o acordo de livre comércio automotivo assinado com o governo do Paraguai em fevereiro deste ano. O decreto sobre a execução e cumprimento do acordo foi publicado ontem no Diário Oficial da União (DOU).

Em nota, a Secretaria Geral da Presidência da República disse que o objetivo do documento é facilitar o comércio e a cooperação aduaneira entre os dois países, em especial para os produtos automotivos. Pelo acordo, as peças e os veículos vendidos pelos dois países terão tarifas mínimas ou zeradas, mas o intervalo para o livre comércio variará entre os dois países.

Os produtos automotivos paraguaios, peças e veículos, terão livre comércio imediato no Brasil. Os produtos brasileiros, no entanto, serão taxados em até 2% no Paraguai. As tarifas cairão gradualmente, por meio da aplicação de margens de preferências, até a liberação total do comércio no fim de 2022.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 415 milhões para o Paraguai e importou US$ 235 milhões em produtos automotivos.

O Brasil já assinou acordos semelhantes com a Argentina, no ano passado, e o Uruguai, em 2015, no âmbito da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi).

As condições valem por tempo indeterminado ou até que todo o setor automotivo se adapte ao Regime Geral do Mercosul, que prevê tarifa externa comum (TEC) em 11 níveis tarifários, cujas alíquotas variam de 0% a 20%, com escalonamento. Insumos têm alíquotas mais baixas e produtos com maior grau de elaboração, alíquotas maiores. (ABr)

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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