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Samarco deve retomar operações no fim do ano

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Volta ocorrerá com concentrador no Complexo de Germano, em Mariana, e uma usina de pelotização em Ubu (ES) | Foto: Alexandre Mota / NITRO

Quase cinco anos se passaram desde o rompimento da barragem de Fundão, em Bento Rodrigues, ocorrido em 5 de novembro de 2015. Com reparações e indenizações ainda em curso, a mineradora Samarco, joint venture entre BHP e Vale, se prepara, agora, para a retomada das operações, prevista para 2020. Considerado o maior desastre ambiental do Brasil, o colapso liberou uma avalanche de lama e resíduos de mineração, que matou 19 pessoas, destruiu casas e poluiu centenas de quilômetros de rios até o litoral.

Segundo a empresa, a previsão de retomada operacional está mantida para o final do ano e ocorrerá após a implantação do sistema de filtragem de rejeitos, em andamento, e conclusão das atividades de prontidão operacional.

Por meio de nota, a companhia ressaltou que a retomada ocorrerá de forma gradual, inicialmente, com um concentrador no Complexo de Germano, em Mariana, na região Central de Minas, e uma usina de pelotização em Ubu, no Espírito Santo. Isso representará 26% da capacidade total da mineradora. A produção inicial prevista é de aproximadamente 8 milhões de toneladas por ano.

“Para a retomada das operações, a Samarco está implementando o sistema de filtragem de rejeitos, que possibilitará o empilhamento a seco de 80% do rejeito a ser gerado no processo produtivo. Os 20% restantes serão dispostos na Cava Alegria Sul, uma estrutura de formação natural rochosa e confinada que permite a contenção natural do rejeito de forma mais segura. Toda a água extraída com a filtragem será recirculada no processo produtivo tornando-o mais sustentável, apoiado em boas práticas de sustentabilidade”, assegurou a empresa.

As operações da mineradora estão paralisadas desde a época do rompimento e, em 2016, a empresa teve todas as licenças operacionais suspensas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Em seguida, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) determinou o licenciamento operacional corretivo de todas as estruturas do complexo.

Há um ano, a Samarco recebeu a Licença de Operação Corretiva (LOC), concedida pela Câmara de Atividades Minerárias (CMI) do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) e foi autorizada a retomar as suas atividades na unidade.

Na época, a mineradora informou que passava a contar não apenas com todas as licenças ambientais para o reinício das operações, mas que também esperava retomar as atividades usando tecnologias novas para o empilhamento de rejeitos. Informou ainda que a construção da planta de filtragem ocorreria em aproximadamente 12 meses.

Por isso, conforme a companhia, “a previsão de retomada operacional está mantida para o final do ano”.

Em relação a vagas de empregos, a empresa disse que, quando abertas, serão divulgadas no site Vagas.com . 

Renova –  Em balanço apresentado na última semana, a Fundação Renova informou que já foram investidos mais de R$ 10 bilhões em ações de reparação da tragédia. Apenas em termos de indenizações, já foram destinados R$ 2,6 bilhões para ressarcimentos e auxílios financeiros a cerca de 321 mil pessoas. Do valor total, 49,2% (R$ 1,28 bilhão) foi entregue aos atingidos em Minas Gerais.

Trauma com desastre da Vale impulsiona ESG

Rio – Diante da resiliência da mineradora Vale para manter forte sua geração de caixa, muitos investidores brasileiros estavam dispostos a perdoar a empresa meses depois do rompimento da barragem de Brumadinho, em 2019, voltando a comprar suas ações após o movimento inicial de venda.

Mas nem todos estavam dispostos a seguir em frente como se nada tivesse acontecido. O segundo desastre de barragem da empresa em três anos foi educativo para o mercado de investimentos éticos no Brasil, onde decisões que levassem em consideração critérios ambientais, sociais e de governança eram amplamente confundidas como ideológicas.

“Nosso fundo sofreu muito. A Vale era de longe nossa principal posição”, disse Marcio Correia, gerente de ações da JGP do Rio de Janeiro, que, assim como outros gestores de fundos, passou apertos quando as ações perderam um quarto do valor dias depois do rompimento da barragem.

“Percebemos que estávamos desprezando os riscos associados com a mineração, a questão climática, e decidimos estudar isso a sério.”

Em reação, a empresa de gerenciamento de ativos de R$ 34 bilhões co-fundada nos anos 1990 por André Jakurski e Paulo Guedes, atual ministro da Economia, vendeu dois terços de sua ações da Vale.

Em agosto, a firma estabeleceu seu primeiro fundo exclusivo balizado por critérios ambientais, sociais e de governança, os chamados ESG.

Outros investidores locais também começaram a perceber que as questões de ESG tinham grandes implicações financeiras.

Até setembro deste ano, cerca de 20 fundos sustentáveis já haviam atraído cerca de R$ 1 bilhão, o dobro de 18 meses atrás, informou a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Mas o País ainda patina em relação à tendência internacional. As três maiores gestoras de investimentos ESG cuidam de menos de R$ 50 bilhões. Duas delas têm fundos que não excluem indústrias poluentes, embora incluam dados ESG para decidir seus investimentos.

Em todo o mundo, os fundos que integram critérios ESG administravam US$ 30 trilhões quando o desastre de Brumadinho ocorreu, mostram cifras da Global Sustainable Investment Alliance. (Reuters)

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