Atualmente, o setor executa, praticamente, apenas obras consideradas essenciais | Crédito: Ricardo Lima - Prefeitura de Contagem - Divulgação

Este ano era para ser de recuperação para a indústria da construção pesada em Minas Gerais. Porém, a pandemia do Covid-19 fez com que as perspectivas para 2020 sejam, agora, de queda, de acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG), Emir Cadar. No entanto, ainda é difícil precisar quanto os números deverão cair.

Atualmente, o setor executa, praticamente, apenas obras consideradas essenciais, como as de manutenção rodoviária. No Estado, diz Cadar, muitas prefeituras paralisaram as obras, enquanto outras diminuíram bastante o ritmo. Em meio às empresas privadas, também houve reduções.

“A pandemia atingiu a todos em cheio. Os gastos relacionados ao Covid-19 agravaram um quadro financeiro que já era ruim. Hoje, o que há, na maior parte dos casos, são investimentos pontuais”, diz ele.

Diante desse cenário, a construção pesada em Minas Gerais não teve alternativas a não ser recorrer a algumas ações, como as demissões. Apesar disso, porém, Cadar afirma que a perda dos postos de trabalho na área não foi tão significativa como em diversos outros setores da economia.

Expectativas – O cenário é ainda de muitas incertezas. Porém, o presidente do Sicepot-MG diz que a espera é de que a retomada já comece no meio do segundo semestre, por volta do mês de setembro.

O que pode contribuir para um quadro mais promissor é o novo marco do saneamento (PL 4.162/2019), aprovado no último dia 24 pelo Senado Federal. Entre as principais mudanças está a possibilidade de o segmento de saneamento receber investimentos também de empresas privadas.

“Com isso, teremos impactos positivos. Vai abrir uma livre concorrência para o setor. Teremos novas empresas entrando para a área. Vai gerar uma nova onda de investimentos para o saneamento”, diz.

Histórico – A construção pesada já vinha sofrendo bastante ao longo do tempo, conforme Emir Cadar já havia dito para o DIÁRIO DO COMÉRCIO no começo deste ano. Desde 2014, já se registravam perdas no setor.

Isso ocorre com uma atividade, diz o presidente do Sicepot-MG, que pode ser vista como o carro-chefe da economia, uma vez que gera um grande número de empregos e movimenta a economia do País.