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Setor de reparação de veículos tem recuo de até 30% em 2020

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Reparação de veículos | Crédito: Alisson J. Silva
Reparação de veículos | Crédito: Alisson J. Silva

O setor de reparação veicular de Minas Gerais acumula prejuízos provocados pela pandemia de Covid-19. Em 2020, com o fechamento das atividades comerciais e indústrias, no período mais crítico da pandemia, o faturamento das empresas chegou a cair cerca de 90%. Com a retomada da maior parte das atividades, foi possível minimizar as perdas e o setor encerrou o ano com queda de 20% a 30%, dependendo do segmento de atuação. 

A princípio, para 2021, a expectativa é de retomada dos resultados obtidos em 2019, porém, com o novo fechamento do comércio em Belo Horizonte e em outras cidades, o receio é grande. A tendência, caso o fechamento das atividades seja longo, é de novas quedas no faturamento das empresas e de aumento das demissões. 

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De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos do Estado de Minas Gerais (Sindirepa-MG), Alexandre Mol, após um ano desafiador como 2020, a expectativa para 2021, inicialmente, é positiva. A retomada da economia e a perspectiva de início da vacinação contra a Covid-19 deixam os empresários otimistas e na esperança de retornarem os níveis de negócios aos patamares de 2019. 

Porém, o setor foi surpreendido de forma negativa com a decisão da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em fechar novamente o comércio, permitindo somente os serviços e segmentos essenciais. Com a maior parte do comércio fechada, a tendência é de que a demanda pela reparação veicular retraia como visto no início da pandemia, podendo gerar mais prejuízos e demissões. 

“A recuperação do setor está em pleno curso, mas, com a medida do prefeito Alexandre Kalil, a gente não sabe mensurar o que vai acontecer. O fechamento das atividades em março e em abril de 2020 reduziu o faturamento do setor em cerca de 90%. O setor vem se recuperando gradativamente, mas ainda está abaixo dos índices de antes da pandemia. Tínhamos uma perspectiva bem favorável para 2021, com os negócios de reparação voltando, mas a medida adotada pela PBH é extremamente inoportuna e ineficaz e vai prejudicar o nosso setor”, avalia.

Ainda segundo Mol, mesmo com as empresas do setor podendo funcionar, já que são consideradas prestadoras essenciais, deve haver queda na procura pelos serviços. “Com o comércio fechando, o serviço diminui, reduz a frota nas ruas e, isso, impacta os negócios. Além disso, haverá menos dinheiro na economia, o que também impacta”.

Demissões – Mol explica ainda que empresários já estão pensando em demitir funcionários, uma vez que a tendência é de queda da demanda. Outro fator que vai contribuir para o aumento das demissões é o fim do Benefício Emergencial para Preservação do Emprego e da Renda (BEM), que permitia a redução de salários e da carga horária ou suspensão dos contratos de trabalho. 

“A situação é muito complicada. A decisão de fechar o comércio novamente acontece em um momento fragilizado, após um ano muito fragilizado também. Alguns empresários estão vendendo patrimônio para manter a empresa aberta. Se o fechamento permanecer por duas a três semanas, as consequências são desastrosas”. 

A situação desfavorável, segundo Mol, não é somente em Belo Horizonte, mas na região do entorno e em muitas cidades do interior. 

“Com o fechamento na Capital, a tendência é que mais cidades adotem a prática. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), já temos restrições em Contagem e Betim, por exemplo. Com toda essa situação desfavorável, os empresários estão falando em demissões porque não enxergam uma recuperação nos próximos meses caso o fechamento se efetive”.

A estimativa de recuo na demanda ocorre em um dos períodos em que os serviços são mais demandados, que é o primeiro trimestre. “Para janeiro, estávamos esperando uma recuperação muito boa. É o período que a demanda por revisões e manutenções aumenta devido ao período de chuvas e férias. Além disso, com a pandemia, as pessoas estão usando mais o carro, comprando, para evitar o transporte coletivo. Mas, com o fechamento, a tendência é de que essa demanda caia. Torcemos para que a medida seja suspensa e não cause muitos prejuízos”, conclui.

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