Setor de serviços retoma o nível pré-pandemia em Minas Gerais

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Setor de serviços retoma o nível pré-pandemia em Minas Gerais
Os serviços prestados às famílias avançaram 48% em MG com a flexibilização das medidas de restrição | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

Depois de apurar queda de 1% em abril frente a março, a atividade de serviços voltou a crescer em Minas Gerais. A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apurou uma elevação de 2,1% em maio na comparação com o mês anterior. Já quando comparado o resultado do quinto mês de 2021 com igual período de 2020 foi observado incremento de 26,9%, um dos mais expressivos do País.

De acordo com a supervisora de pesquisas econômicas em Minas Gerais do IBGE, Cláudia Pinelli, o resultado já representa o retorno ao patamar pré-pandemia e foi puxado pelo segmento de serviços prestados às famílias, que vinha com uma sequência de retrações, mas que com o avanço das medidas de flexibilização das atividades no Estado, nos últimos meses, tem retomado o fôlego.

“Aos poucos já vemos restaurantes, hotéis e outras atividades de serviços prestados às famílias sendo retomados e aquecidos, principalmente porque foi o segmento mais atingido durante o fechamento. Tanto é que no acumulado do ano e em 12 meses ainda continua com resultado negativo, mas a tendência é que, mantendo o retorno das atividades e com o avanço da vacinação, esse resultado vá sendo diluído”, explicou.

O desempenho do setor de serviços de uma maneira geral acumula alta de 12,6% no acumulado dos cinco primeiros meses deste ano e de 1,8% nos últimos 12 meses.

Vale destacar que os resultados por atividades em Minas Gerais, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, apontam variações positivas do volume de serviços em todas as cinco atividades investigadas: outros serviços (56,9%), serviços prestados às famílias (48%), transportes, serviços auxiliares ao transporte e correio (46,4%), serviços profissionais, administrativos e complementares (15,2%) e serviços de informação e comunicação (8,4%).

Acumulado – No acumulado de janeiro a maio, apenas o grupo de serviços prestados às famílias apresentou baixa (-10,6%). Os demais tiveram desempenho positivo e o destaque ficou por conta de outros serviços (47,7%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (24,6%).

Da mesma maneira, no acumulado dos últimos 12 meses, o segmento de serviços prestados às famílias apresentou ainda teve queda de 28%. Já os destaques positivos com outros serviços (26,8%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (5,5%).

Demanda dá sinais de aquecimento no País

Com a redução nos preços das passagens, o transporte aéreo registrou expansão de 60,7% | Crédito: Divulgação

São Paulo – O volume de serviços brasileiro permaneceu em trajetória de crescimento na metade do segundo trimestre e dá sinais de aquecimento com alta recorde para o mês de maio, ficando 0,2% acima do patamar pré-pandemia.

No mês, houve crescimento de 1,2% no volume de serviços em comparação com abril, máxima da série histórica para maio e praticamente em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 1,3%.

Depois de um avanço de 1,3% em abril, o setor acumulou alta de 2,5% nesses dois meses, porém ainda insuficiente para recuperar as perdas de 3,4% registradas em março, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados ontem.

Ainda assim, superou pela segunda vez neste ano o nível em que estava em fevereiro de 2020, antes da pandemia – em fevereiro deste ano o setor havia ficado 1,2% acima do período anterior à adoção das primeiras medidas de isolamento.

O setor de serviços segue sendo o mais afetado pelas medidas para conter a propagação do novo coronavírus.

“O setor vinha mostrando boa recuperação, mas, em março, com um novo agravamento do número de casos de Covid-19, governadores e prefeitos de diversos locais do País voltaram a adotar medidas mais restritivas. Em abril e maio, essas medidas começam a ser relaxadas e o setor volta a crescer”, explicou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

“À medida que se aproxima do patamar pré-pandemia, o setor fica mais perto da normalidade. O setor cresce em consequência da vacinação maior, especialmente aqueles que dependem do consumo presencial”, ressaltou o gerente do IBGE.

Os dados apontaram ainda ganho de 23,0% na comparação anual, contra expectativa de alta de 22,6%.

A pesquisa do IBGE mostrou que entre as cinco atividades pesquisadas, três tiveram crescimento em maio. O volume de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio cresceu 3,7% no mês.

“A expansão nos transportes tem muito a ver com a queda no preço das passagens aéreas, além do aumento da demanda por esse serviço. O transporte aéreo cresceu 60,7% em maio”, disse Lobo.

Os serviços prestados às famílias aumentaram 17,9% no mês mas estão 29,1% abaixo do período pré-pandemia; enquanto serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 1,0%, estando 2,7% abaixo do nível de fevereiro de 2020.

As taxas negativas em maio foram registradas em serviços de informação e comunicação (-1,0%) e outros serviços (-0,2%).

Turismo – O índice de atividades turísticas, por sua vez, registrou expansão de 18,2% em maio sobre abril, segunda taxa positiva consecutiva e acumulando no período ganho de 23,3%.

“Esse avanço recente recupera boa parte da queda de 26,5% observada em março, que foi um mês com maior número de limitações ao funcionamento de determinados estabelecimentos. Contudo, o segmento de turismo ainda necessita crescer 53,1% para retornar ao patamar de fevereiro do ano passado”, disse Lobo. (Reuters)

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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