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Economia

Setor de transporte de cargas em MG espera retomar avanço este ano

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Crédito: Filó Alves
Crédito: Filó Alves

Em Minas Gerais, após registrar queda de até 50% na demanda pelo transporte de cargas, no primeiro semestre de 2020, as empresas de transporte de cargas da região do Triângulo conseguiram superar os desafios e reverter os prejuízos, encerrando 2020 com resultados equivalentes aos de 2019. Para 2021, as expectativas são positivas e é esperado retorno do crescimento do setor. 

A recuperação econômica e a vacinação contra a Covid-19, o que pode favorecer o reestabelecimento das atividades econômicas, são fatores que irão estimular a recuperação este ano. A estimativa inicial é de encerrar o ano com crescimento de pelo menos 5% frente ao ano anterior. 

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Mesmo com as expectativas positivas, o setor ainda enfrenta desafios como a alta dos combustíveis e dos insumos, o que vem comprometendo a capacidade de renovação das frotas e o funcionamento das empresas, já que o repasse para o cliente final não acontece na mesma proporção. 

De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Triângulo Mineiro (Settrim), Cleiton César da Silva, 2020 foi um ano completamente atípico.

“Em março, logo após o início da pandemia de Covid-19, o impacto do fechamento do comércio e das indústrias foi muito grande no setor de transporte de cargas. No primeiro semestre, fechamos com queda de 30% a 50% na demanda frente ao mesmo período de 2019”. 

Ainda segundo Silva, logo no início do segundo semestre, começou uma retomada das atividades econômicas, o que foi importante para aumentar a demanda pelo transporte de cargas. No período, empresários do setor trabalharam para reduzir a queda registrada no primeiro semestre. 




Com o aquecimento da demanda, o setor na região do Triângulo conseguiu se recuperar e encerrar 2020 empatando os resultados com 2019. “Houve um aquecimento que permitiu a recuperação dos prejuízos. Em alguns setores atendidos, como de higiene e limpeza, alimentação e bens de consumo, a demanda foi maior, gerando um equilíbrio no setor de transporte e permitindo fechar 2020 com resultados iguais aos do ano anterior”. 

Para 2021, a estimativa é positiva e, dependendo do cenário econômico, é esperado crescimento de pelo menos 5% no setor. “O empresário brasileiro é muito otimista. E, no nosso setor, não somos diferentes. Estamos contando com a retomada do crescimento e a expectativa é grande. Acreditamos na retomada econômica, que será estimulada também pelo início da vacinação contra a Covid-19”.

Custos em alta – Dentre os desafios a serem enfrentados pelos empresários do setor está o aumento dos custos. Segundo Silva, além da alta nos preços do diesel, que já foi reajustado pela Petrobras duas vezes este ano, o real desvalorizado frente ao dólar encareceu os insumos, como pneus e peças.

“O impacto dos reajustes de combustíveis e de insumos no transporte de carga é muito grande. Todo o custo com a manutenção dos veículos, como pneus e peças, subiu muito nos últimos seis meses. Infelizmente, o setor de transporte não consegue repassar os aumentos vultosos para os clientes. Com isso, a capacidade de renovação de frota e de investimentos fica comprometida”.

Ainda segundo Silva, somente nos pneus, ao longo dos últimos seis meses, houve um reajuste de pelo menos 30%. Nos últimos anos, os preços dos caminhões também subiram muito. Enquanto em 2014/15 era possível adquirir um caminhão zero em torno de R$ 350 mil, o mesmo modelo hoje sai em torno de R$ 700 mil.

“O preço subiu muito e nosso faturamento não acompanha. Por isso, as empresas estão com dificuldades, reduzindo frota e mão de obra. O governo federal precisa olhar para o setor, modificar os impostos para que se tornem mais justos. A aprovação da reforma tributária será essencial para isso. O setor de cargas também precisa de um acesso diferenciado ao crédito, com taxas de juros mais acessíveis. Hoje, para comprar um caminhão e a estrutura necessária para colocá-lo rodando é necessário um investimento próximo a R$ 1 milhão, é um valor alto e que desestimula o empresário”.

CNTTL vai apoiar greve nacional no dia 1º




São Paulo – O movimento para uma greve dos caminhoneiros na próxima semana ganhou adesão da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), uma das principais entidades da categoria no País.

A instituição, filiada à CUT, informou ontem que apoia a greve nacional convocada por organizações menores há algumas semanas para 1º de fevereiro, por tempo indeterminado. A CNTTL afirma que tem 800 mil motoristas em sua base e que orienta todos a aderirem à paralisação.

O porta-voz da CNTTL, Carlos Alberto Litti Dahmer, presidente do Sinditac (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga) de Ijuí-RS e vice-presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), disse que a categoria não suporta a “insensibilidade” do governo de Jair Bolsonaro e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre reivindicações do setor.

“Lamentável o reajuste da Tabela do Piso Mínimo de Frete, realizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)”, disse Dahmer em comunicado. “Hoje temos um piso mínimo da fome. Vamos dar um basta nisso. Vamos cruzar os braços no dia 1º”.

“Tivemos um reajuste de 2,51%, que é ínfimo. Só para se ter ideia, o preço do pneu teve aumento, nos últimos três meses, de mais de 60%, seja nacional ou importado”, acrescentou.

Questionada, a CNTTL informou que não pretende promover atos específicos no dia marcado para o início da greve, mas que Dahmer vai mobilizar a adesão de outros caminhoneiros. Mas a entidade não soube precisar qual será o nível de adesão da fragmentada categoria à paralisação.

O Ministério da Infraestrutura afirmou em comunicado que não aceita receber para negociar nenhuma entidade que fale em indicativo de greve e que “nenhuma associação isolada pode reivindicar para si falar em nome do transportador rodoviário de cargas autônomo e incorrer neste tipo de conclusão compromete qualquer divulgação fidedigna dos fatos referentes à categoria”.

Segundo a pasta, “há uma agenda permanente de diálogo com as principais entidades representativas da categoria por meio do Fórum do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), além de reuniões constantes com lideranças da categoria”.

O ministério disse ainda que o fórum, cuja última edição foi organizada em setembro, seguida por reuniões on-line em dezembro, “tem sido o principal canal interativo entre governo e o setor e que qualquer associação representativa que deseje contribuir para formular política pública pode requerer a sua participação para discutir eventuais temas de interesse da categoria”.

Além da revisão do reajuste na tabela, os caminhoneiros cobram aprovação da constitucionalidade do mecanismo pelo STF e atribuem à atuação de plataformas digitais Frete-Brás, CargoX e TruckPad a “precarização da categoria pelo País”, disse a CNTTL. (Reuters)

Petrobras anuncia alta no diesel e gasolina

Rio de Janeiro – A Petrobras elevará o preço médio do diesel nas refinarias em 4,4%, na primeira alta do combustível fóssil em quase um mês, enquanto a gasolina terá avanço de 5%, informou a petroleira ontem, após alta das cotações internacionais do petróleo nas últimas semanas.

Com o reajuste, o diesel passará a ser vendido às distribuidoras de combustíveis pela petroleira pelo preço médio de R$ 2,12 por litro e a gasolina de R$ 2,08 por litro.

O diesel não sofria um reajuste desde 29 de dezembro, quando foi elevado em 4%, apesar dos avanços do petróleo no mercado externo. Nesse período, o petróleo Brent, referência internacional, acumulou alta de mais de 9%.Já a gasolina havia sofrido um aumento anterior, de quase 8%, em 19 de janeiro. (Reuters)

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