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Economia

Sigma capta mais R$ 178 milhões para produzir lítio no Jequitinhonha

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A Sigma planeja atingir uma produção anual de 440 mil toneladas de lítio até 2023 | Crédito: DIVULGAÇÃO - SIGMA

Após captar mais de R$ 500 milhões para a primeira fase do seu projeto no Vale do Jequitinhonha, a Sigma fechou mais uma captação: R$ 178 milhões, que terão como destino a segunda fase do projeto.

As expectativas da companhia são de produzir 440 mil toneladas de lítio ao ano, somando ambas as fases, ao término das construções – as produções deverão ter início em 2022 na primeira fase e em 2023 na segunda.

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Chief strategy officer and co-president do Conselho da Sigma, Ana Gardner explica que está sendo feita uma aceleração da fase dois do projeto em um ano, por conta do aumento da participação de veículos elétricos nas frotas de veículos globais – e estes levam a matéria-prima produzida pela empresa.

Os novos aportes têm como origem os já investidores da companhia, de várias partes do mundo, como Austrália, Estados Unidos e Oriente Médio, além do próprio Brasil.

Ana Gardner lembra que a empresa executou muito na primeira fase do projeto nos municípios de Itinga e Araçuaí e a companhia voltou para o mercado evidenciando o quanto a demanda mudou ao longo do ano passado.

“A demanda mudou muito de maneira inesperada porque a Covid-19 já traduziu em impactos positivos nessa adoção de veículos elétricos na Europa. A Europa passou a ser no ano de 2020, 44% do mercado total de veículos elétricos do mundo, ou seja, é o maior mercado. Não era – era a China”, diz ela.

Ana Gardner conta que, diante desse cenário, a Sigma destacou para os investidores que essa demanda vem exatamente em cima da vantagem competitiva da empresa, que é entregar insumo de baixo carbono, verde.

Ela ressalta, ainda, que a companhia não produz minério, mas, sim, um insumo de alto valor agregado, tecnológico, para a bateria de veículos elétricos.

“Esse insumo agrega 15 vezes o preço do minério”, diz. “Esse beneficiamento é tecnologia que a gente trouxe para o Brasil, de separação por meio denso. É uma tecnologia proprietária, desenvolvida pela Sigma e pelo nosso fornecedor australiano”, relata.

Demanda por veículos elétricos vem apresentando crescimento, principalmente na Europa | Crédito: Divulgação

Desenvolvimento – Os projetos na região no Vale do Jequitinhonha também geram muitos benefícios para a região, conforme Ana Gardner.

Somente na construção da primeira fase, deverão ser gerados 500 empregos. Além disso, serão pagos R$ 675 milhões em royalties de mineração nos próximos 15 anos.

Haverá, ainda, todo um trabalho relacionado à indústria de cerâmica, o que pode, inclusive, atrair mais indústrias para a região, explica ela.

“A gente quer ter zero rejeito. Então, a gente quer doar esse rejeito para a indústria de cerâmica. Isso é um incentivo para a indústria de cerâmica se estabelecer na região”, afirma ela. “Um projeto desse cria um polo de desenvolvimento industrial na região”, frisa.

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