Supermercados: consumo nos lares brasileiros sobe em novembro
O consumo nos lares brasileiros aumentou 1,83% em novembro, na comparação com o mês anterior. Conforme dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o índice subiu 1,52% frente a novembro de 2022. Com esse resultado, o indicador acumula alta de 2,69% no ano.
Para o presidente da Abras, Marcio Milan, a manutenção desse desempenho positivo do consumo foi causado pelo crescimento do emprego formal no Brasil. “Mostrando que, neste ano, a recuperação da renda, a continuidade dos benefícios sociais e outros recursos injetados na economia, bem como uma menor inflação dos alimentos foram essenciais para o consumidor compor uma cesta de abastecimento de maior valor agregado”, analisa.
Ainda sobre a questão da empregabilidade, o levantamento apontou que o segmento de supermercados foram os grandes destaques no período, com a contratação de mão de obra para atender tanto as novas lojas quanto aquelas que passaram por alteração no modelo de negócio.
Entre os meses de janeiro a novembro, o País registrou 623 lojas inauguradas, sendo 350 lançadas do zero e 273 reinauguradas. Os principais formatos dessas novas lojas são os supermercados e os atacarejos, com 213 e 137 unidades, respectivamente.
Dentre os recursos injetados na economia no último mês, o estudo destaca o pagamento da primeira parcela do 13º salário, com valor total estimado de R$ 291 bilhões. Além deste, também estão os repasses do Bolsa Família (R$ 14,26 bilhões); o pagamento de Requisições de Pequeno Valor – INSS (R$ 2,1 bilhões) e o lote residual de Restituição de Imposto de Renda (R$ 762,9 milhões).
Variação de preços nos supermercados sobe em novembro
O indicador que mede a variação de preços nos supermercados, o AbrasMercado, fechou o mês de novembro em alta de 0,99% frente a outubro. Dessa forma, o valor da cesta composta por 35 produtos de largo consumo ficou em R$ 712,94. A alta foi ainda maior nas regiões Sul e Sudeste, com aumento de 1,23% em ambas.
As principais altas do indicador foram puxadas pelos produtos do grupo hortifrutigranjeiros, dentre eles a cebola (26,59%) e a batata (8,83%). Por outro lado, o tomate foi o que registrou a queda mais significativa, com recuo de 6,69%.
Apesar do avanço observado no mês, os acumulados do ano e dos últimos 12 meses seguem registrando significativas quedas de preços, com variações negativas de 5,5% e 4,54%, respectivamente. Dentre os produtos, os principais destaques em 2023 são: óleo de soja (-30,72%), cebola (-28,96%), feijão (-24,23%), batata (-12,51%) e os cortes bovinos do dianteiro (-11,4%).
A pesquisa da Abras também revelou que a cesta de 12 produtos básicos registrou alta de 0,62% frente ao mês anterior, passando a custar R$ 296,09 em novembro. O índice já acumula alta de 5,86% nos últimos 12 meses.
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